quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Otimismo

O vinho ajudou o homem em sua participação dentro de um momento de grande tristeza. Ele foi parado pelo vento e revolto à margem lateral esquerda de uma urgência absurda na ferida.
A ferida havia sido aberta e exposta à verdades antes somente imaginadas e recompensada com doses de bom humor e ceticismo de aventura de quem ainda não entendeu direito a mensagem do mundo. Aqueles que ainda desfrutam de certa segurança consequência mais da imprudência e do despreparo, pois a resposta raivosa da fera dormente e ainda dominada resiste.
Nada se compara a um homem destroçado. Não pelo mar, fogo, terra ou ar. Mas por si mesmo e pela traição de seus princípios idealizados de felicidade e vida eterna. Este homem renascerá das cinzas e dos pensamentos estupefatos com os dissabores que ele jamais experimentou. Taí. Bem vindo ao mundo.
É chegada então a hora da decadência superar a decência ou vice versa. Para a maioria dos homens a decadência chegará espalhafatosa e vitoriosa, imperando no novo mundo sem vaidades, acovardado pela existência sem glamour, e apenas realidade. A fantasia desceu aos níveis mais baixos. A alma e o homem foram corrompidos finalmente. Nasce enfim um novo homem. O velho e bom homem que fará o também bom uso da velha hipocrisia e da descrença a fim de que outros se envenenem com ele. Apenas mais um ciclo.
Bastante otimista este texto.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Filosofia

A necessidade do otimismo é maior durante a iminência da tragédia. Nessa hora, qualquer discurso pessimista produz uma irritação profunda nas mentes que desejam defender-se do que há por vir.
Torna-se imperativo o bom humor e o discurso fora de hora e fora da realidade dos crentes. Crentes no país, na melhora do mundo e na clareza da política.
Eu atualmente não ando muito assistindo o que há de errado por aí. Meio que retornei ao umbigo um pouco, já que preciso recriar doses maiores de inexistência.
Eu andei filosofando, dizendo coisas difíceis, buscando me explicar e compreender muitas coisas ao mesmo tempo.
Eu andei dizendo que o nada é igual à inexistência e que a ausência é a falta do que um dia, já existiu. Logo, o nada nos leva ao abstrato e a ausência ao concreto. O nada gera angústia e a ausência gera a dor.
Filosofia é difícil. Exige sentimentalidades e possibilidade de expressão. A filosofia não existe solitariamente. A filosofia exige comunicação.
Eu andei por aí.
E mal falei.