Estou com o pé direito imobilizado devido a uma torção. Não posso apoiar o pé no chão, por isso estou usando muletas há uma semana e meia.
Na última terça, saí para dar uma voltinha no shopping . Me sentir viva, sei lá. As pessoas me olhavam consternadas. Um menino de uns cinco anos me observou intranquilo. Até vendedoras me olhavam de um jeito diferente, especial. Todomundo abriu a porta do banheiro para mim. Desculpavam-se caso não o fizessem. As pessoas têm medo de errar com alguém de muletas. Ou serão boas? Acho qe elas são solidárias, sim. Só que algumas são em funçao do medo, só isso. É engraçado.
Mas ontem, no cinema, elas não foram muito boazinhas não. Cada uma delas preocupada em sentar no seu lugar, em assistir o seu filme. Acho que a visão de alguém de muletas atrapalhando a locomoçao delas comprometia o programa.
Eu posso imaginar o que passam os deficientes físicos por aí.
sábado, 31 de março de 2007
O cheiro do ralo
O filme está na minha cabeça.
Não gosto quando escuto falar muito de um filme antes de assisti-lo. Prefiro a surpresa de me encontrar de repente, diante de um grande filme. A surpresa então foi maior ainda, porque sabia de antemão que era bom, e me surpreendi bastante. Tudo é bom no filme. Roteiro, direção, atores, música (fantástica). Além de tudo, é a adaptação de um livro, o que torna a façanha maior ainda. Selton Mello realmente causa um impacto inesquecível com sua atuação, mas outros atores, inclusive uns que aparecem uma única vez também. Para fazer um filme daqueles é preciso muito, muito talento. Muita competência. Incrível.
Não me arriscarei a fazer uma análise do personagem, e sem querer de forma alguma diminuir as qualidades fantásticas do filme, acho que posso afirmar que Lourenço ( o personagem principal), é facilmente compreendido à luz da psicanálise. Quem já leu "O homem dos ratos", nas obras de Freud sabe disso. Acredito que a facilidade de compreeensão da dinâmica do personagem, só qualifica ainda mais o filme. Afinal, uma coisa é saber que algumas pessoas encontram-se fixadas na fase anal, possuem características obsessivas proeminentes... outra coisa é contar isso, mais ainda é filmar, de forma magistral, isso. Não penso como Arnaldo Jabor que a humanidade um dia pode vir a ser aquilo, ou que aquele pode ser o retrato de um amanhã. A humanidade é aquilo ali desde que existe. Lourenço não é um produto da modernidade, ele é um representante ultra-legítimo de uma humanidade que sempre viveu tangenciando entre a merda e a grandeza, entre a estupidez quando de frente a algo por demais desejado, e a mesma estupidez diante de alguma coisa que lhe faz sentir mal. Só uma característica de Lourenço realmente divide os homens: sua incapacidade de sentir pelo outro. De grandeza, Lourenço não tem nada. Ainda assim, ganha a nossa empatia. Talvez pela oportunidade que ele nos dá de reconhecer nele nossas miudezas mais mesquinhas. Talvez. Mas também por essa condição nossa, humana, de gostar também de gente ruim quando olhada de perto.
Não gosto quando escuto falar muito de um filme antes de assisti-lo. Prefiro a surpresa de me encontrar de repente, diante de um grande filme. A surpresa então foi maior ainda, porque sabia de antemão que era bom, e me surpreendi bastante. Tudo é bom no filme. Roteiro, direção, atores, música (fantástica). Além de tudo, é a adaptação de um livro, o que torna a façanha maior ainda. Selton Mello realmente causa um impacto inesquecível com sua atuação, mas outros atores, inclusive uns que aparecem uma única vez também. Para fazer um filme daqueles é preciso muito, muito talento. Muita competência. Incrível.
Não me arriscarei a fazer uma análise do personagem, e sem querer de forma alguma diminuir as qualidades fantásticas do filme, acho que posso afirmar que Lourenço ( o personagem principal), é facilmente compreendido à luz da psicanálise. Quem já leu "O homem dos ratos", nas obras de Freud sabe disso. Acredito que a facilidade de compreeensão da dinâmica do personagem, só qualifica ainda mais o filme. Afinal, uma coisa é saber que algumas pessoas encontram-se fixadas na fase anal, possuem características obsessivas proeminentes... outra coisa é contar isso, mais ainda é filmar, de forma magistral, isso. Não penso como Arnaldo Jabor que a humanidade um dia pode vir a ser aquilo, ou que aquele pode ser o retrato de um amanhã. A humanidade é aquilo ali desde que existe. Lourenço não é um produto da modernidade, ele é um representante ultra-legítimo de uma humanidade que sempre viveu tangenciando entre a merda e a grandeza, entre a estupidez quando de frente a algo por demais desejado, e a mesma estupidez diante de alguma coisa que lhe faz sentir mal. Só uma característica de Lourenço realmente divide os homens: sua incapacidade de sentir pelo outro. De grandeza, Lourenço não tem nada. Ainda assim, ganha a nossa empatia. Talvez pela oportunidade que ele nos dá de reconhecer nele nossas miudezas mais mesquinhas. Talvez. Mas também por essa condição nossa, humana, de gostar também de gente ruim quando olhada de perto.
sexta-feira, 30 de março de 2007
Problemas com o blogger
Quase não consegui postar hoje. Muitas conversas com o google, muitas tentativas de entendimento do que estaria acontecendo para afinal, eu consegui postar (verbo novo?). Diferentemente de outros momentos, tentei por mim mesma, não pedi suporte a ninguém. É chegado o momento de entrar de vez nesse mundo virtual. Então deu. Aliás, acabei de conversar com um amigo querido, que vive em outro país através de um recurso fantástico: o skype. Nos falamos e nos vimos com custo zero. Não é fantástico?
Hoje vou assistir " O cheiro do ralo", com Selton Mello. O filme foi considerado por Arnaldo Jabor uma obra-prima do cinema nacional. Vou conferir.
Hoje faz mais um dia de sol e calor no Rio de Janeiro. Eu estava com saudade desse Rio de calor, do céu azul, das pessoas dizendo: "que calor...". Carioca adora comentar o tempo. É engraçado... A concentração dos comentários acontece no elevador, onde as pessoas encontram-se em um confinamento muito breve, e que, de forma constrangedora, fazem essas observações singelas.
Aliás, por falar em singelo, que gracinha a nobre mão direita do príncipe Willian no seio também direito da brasileira pernambucana que vendeu a foto para o The Sun. Ficou famosa no mundo inteiro como uma moça de virtudes controversas... Bom começo para alguém de 18 anos que estuda em Londres, não?
Ontem outra história interessante foi a compra da Varig pela Gol. O dono da Gol começou como motorista de caminhão. Hoje é um dos homens mais ricos do mundo. Brazilian dream.
Inté.
Hoje vou assistir " O cheiro do ralo", com Selton Mello. O filme foi considerado por Arnaldo Jabor uma obra-prima do cinema nacional. Vou conferir.
Hoje faz mais um dia de sol e calor no Rio de Janeiro. Eu estava com saudade desse Rio de calor, do céu azul, das pessoas dizendo: "que calor...". Carioca adora comentar o tempo. É engraçado... A concentração dos comentários acontece no elevador, onde as pessoas encontram-se em um confinamento muito breve, e que, de forma constrangedora, fazem essas observações singelas.
Aliás, por falar em singelo, que gracinha a nobre mão direita do príncipe Willian no seio também direito da brasileira pernambucana que vendeu a foto para o The Sun. Ficou famosa no mundo inteiro como uma moça de virtudes controversas... Bom começo para alguém de 18 anos que estuda em Londres, não?
Ontem outra história interessante foi a compra da Varig pela Gol. O dono da Gol começou como motorista de caminhão. Hoje é um dos homens mais ricos do mundo. Brazilian dream.
Inté.
quinta-feira, 29 de março de 2007
O início
idade: 34 anos.
profissão: das saúdes da mente
cidade: Rio de Janeiro
Sexo: bastante feminino
estado civil: sem importância para um blog
ponto positivo: não-fumante
pontos negativos: iguais aos de todomundo por aí
desejos: vários
temores: perder as pessoas que amo
crença: na vida
lugar mais bonito que conheceu: Rio de Janeiro
Admira: pessoas felizes, algumas pessoas muito tristes
Reconhece: é muito difícil para alguns lidar com as dificuldades inerentes ao estar simplesmente vivo
Orgulho: ser brasileira
Outro orgulho: por ser brasileira, entender as letras das músicas brasileiras
Entende: a situação da violência hoje no Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro, deveria ser a prioridade governamental
Gosta: animais, comida, viajar, ouvir música, cinema e literatura
Desgosta: lugares cheios, sensacionalismo
Acha feio: pessoas malhadas demais
Qualidade: gostar de ouvir
Defeito : impaciência
Considera injusto: entre outras coisas, a taxação do imposto de renda
Frases:" Não existem fatos, só interpretações." Nietchze/ "um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar" Chico Science
Amanhã tem mais. Até mais ver.
profissão: das saúdes da mente
cidade: Rio de Janeiro
Sexo: bastante feminino
estado civil: sem importância para um blog
ponto positivo: não-fumante
pontos negativos: iguais aos de todomundo por aí
desejos: vários
temores: perder as pessoas que amo
crença: na vida
lugar mais bonito que conheceu: Rio de Janeiro
Admira: pessoas felizes, algumas pessoas muito tristes
Reconhece: é muito difícil para alguns lidar com as dificuldades inerentes ao estar simplesmente vivo
Orgulho: ser brasileira
Outro orgulho: por ser brasileira, entender as letras das músicas brasileiras
Entende: a situação da violência hoje no Brasil, sobretudo no Rio de Janeiro, deveria ser a prioridade governamental
Gosta: animais, comida, viajar, ouvir música, cinema e literatura
Desgosta: lugares cheios, sensacionalismo
Acha feio: pessoas malhadas demais
Qualidade: gostar de ouvir
Defeito : impaciência
Considera injusto: entre outras coisas, a taxação do imposto de renda
Frases:" Não existem fatos, só interpretações." Nietchze/ "um passo a frente e você não está mais no mesmo lugar" Chico Science
Amanhã tem mais. Até mais ver.
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