Eu até que tentei ser forte durante muito tempo. Mas eu sou frágil como uma manteiga. Ou como uma flor, qualquer feminino desses.
mas é tão duro tentar ser forte por muito tempo... eu esqueci como é.
Eu fui quando precisava. Se eu precisar novamente, serei.
Quando não há lugar para o frágil, o forte toma conta, senão o frágil padece.
eu gosto de viver vida a dois, dar banho no meu filho e comida a ele.
gosto de preparar o jantar de vez em quando. é claro que eu gosto de estar só também.
Não, eu não nasci para ser esposa, dona-de-casa ou mãe. Mas é que eu aprendi a amar essas coisas. Adoro as coisas do espírito feminino.
Amo Freud, Camus, Winnicott, Saramago, Machado de Assis, Anita Malfatti e tudo sobre a história da segunda guerra e do século XX.
Mas andar mal vestida não dá.
E dizer que não preciso de homem para viver é mentira. Aliás, eu preciso do meu homem.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Mauá
Chegando despi os pés, corri até a pastelaria e pedi uma cerveja para dividir. Um cachorro já me esperava o afago e um outro também se encaminhou até a mim a fim de receber seu carinho. Não fazia calor e também não fazia nenhum frio. A velha e boa paisagem bucólica me experienciava o sabor da memória guardada da vila que eu amo, do lugar onde posso dizer que ainda existe como aquele. Eu não ando descalça de jeito nenhum, mas em Mauá eu andei.
De lá subimos a Maringá onde tomamos mais uma, tiramos fotos. Não era preciso lutar por um lugar no bar ou suplicar pela presença do garçon... era um pouco como antigamente, chegar, pedir, beber, pagar a conta, pegar o carro e ir embora. Em Mauá não tem Lei Seca, nem pardal. Ninguém bate de carro seriamente e não dá pra correr de carro não. Aliás, quem vai a Mauá não está buscando nada disso... quer apenas estar lá.
Então subimos Maromba. Cheiro de mato, barulho de rio e grilo. Pãozinho, queijinho.
Sobe, entra no chalé. Dorme.
De lá subimos a Maringá onde tomamos mais uma, tiramos fotos. Não era preciso lutar por um lugar no bar ou suplicar pela presença do garçon... era um pouco como antigamente, chegar, pedir, beber, pagar a conta, pegar o carro e ir embora. Em Mauá não tem Lei Seca, nem pardal. Ninguém bate de carro seriamente e não dá pra correr de carro não. Aliás, quem vai a Mauá não está buscando nada disso... quer apenas estar lá.
Então subimos Maromba. Cheiro de mato, barulho de rio e grilo. Pãozinho, queijinho.
Sobe, entra no chalé. Dorme.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Eu não te amo mais
Uma das últimas cenas do filme Closer- Perto Demais- é fantástica pela sutileza. Após o interrogatório desnecessário sofrido pela personagem Alice (Natalie Portman), ela subitamente solta a frase: " I don`t love you anymore." E então segue: " Eu não posso dizer a verdade e também não posso manter a omissão, então acabou."
Seu namorado, vivido pelo ator Jude Law é invadido pela perplexidade...
Ela vai embora e não volta. Aliás, ela não se chamava Alice.
É isso ai: " Eu não te amo mais."
Nem tanto pelas palavras desnecessárias e inúteis descartadas inclusive do espaço da minha lixeira e despachada para o espaço virtual, lidas apenas uma única vez, necessariamente desprezadas a fim de manter um cuidado maior comigo mesma, que é o de não mobilizar lixo em meu espaço mais precioso, a minha cabecinha.
Eu não te amo mais.
Seu jeito invasivo e infantilizado não me agradava há tempos.
Seu namorado, vivido pelo ator Jude Law é invadido pela perplexidade...
Ela vai embora e não volta. Aliás, ela não se chamava Alice.
É isso ai: " Eu não te amo mais."
Nem tanto pelas palavras desnecessárias e inúteis descartadas inclusive do espaço da minha lixeira e despachada para o espaço virtual, lidas apenas uma única vez, necessariamente desprezadas a fim de manter um cuidado maior comigo mesma, que é o de não mobilizar lixo em meu espaço mais precioso, a minha cabecinha.
Eu não te amo mais.
Seu jeito invasivo e infantilizado não me agradava há tempos.
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