terça-feira, 25 de julho de 2017

As I was today, as I will tomorrow

My day a simple and single day spending my time once more alone into my office hearing my patients and their histories like it wouldn t have an end.
My first meeting was a nice and good caracter woman, and I must ask a license because it should seen like i do pre-judjements about my patients. Will be this true? We certainly avoid to do this, but we can not deny that there are some people whose we have a special connection and people who we do not. In times of this slavery manner of living as those days which we live, we d rather have a particular care about telling stories and saying things. The time is that where we know we have been judged not for what we try to say and mean, but what was supposed to be a non-correct opinion about anything. And this is a new kind of prision. The iluminism hasn t been thouthg  to make us free in the manner of thinking and as a consequence a more democratic society would have been put in the place of a conservative and hipocrit society? weel, this storie hasn t finished yet, but the acumulation of information and knowlwdge make us a dramatic and unable people so afraid of life and reality.
So, this paragraph was due to justifie my intentions in the beginning of my writing, and this is simply absurd since I had to explain why i am not a bad person despite the fact i am saying that someone who i know is a good caracter.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Juventudes

Estou horrível hoje.
Até parece que alguém consegue ser só poesia.
Ainda agora no elevador adentraram seres decrépitos e importunadores. Que mal havia neles além de entrarem no meu elevador? Nenhum, absolutamente. Mas daí que justamente suas características humanas mais fragilizadoras vieram à minha mente de um jeito impossível de publicar em uma mídia social além de um blog que ninguém lê. Velhos lentificados pela velhice e seus remédios que prolongam a velhice, atenuam algum sofrimento e mortificam a existência. A deles e as nossas.
Nessas horas um simples mulher bonitinha é resumida em uma "baixinha coitada", um idoso com sua esposa em " casal de velhos incômodos porque são lentos"; uma mulher comum em uma "bunduda de cabelo alisado", um rapaz delicado em " com esse jeans só pode ser gay", e por ai vai.
Nós seres humanos cheios de poesia dentro somos também cheinhos de podridão.
Não gostamos de quem está no elevador conosco pelo simples fato de não gostarmos de aproximação demasiada com estranhos.
Espero poder ficar bem velhinha e lentificada com meu velhinho um dia.
Nesse dia farei a poesia do elevador no fim da vida após uma consulta médica cotidiana e do olhar indiferente que me foi lançado por uma jovem dos seus quarenta anos.

Bobeira

Em meio a essa dor rara
Três pontos secaram essa coisa cara.
O primeiro chorou o que tinha que chorar.
 O segundo alucinou para estancar a ferida.
E o terceiro me chegou para curar dessa dor e caprichar num sonho qualquer.
Sem o primeiro ponto não teria como haver diagnóstico.
Sem o segundo não teria sido suportável.
E sem o terceiro nada teria sido superável.
Para sarar uma dor é necessário reconhecê-la.
Para reconhecê-la não se pode estancá-la. E para que não se esmague uma dor, é preciso não se acostumar com ela.
Dor é uma coisa boba.
Quando ela passa parece que nunca existiu.
Mas até lá...

Maturidade

Nessa paisagem de agora
O futuro não demora
O passado foi-se embora
E o presente entende o tempo.
Sigo junto à menina e dou as mãos à ela
E sim, perdoe-me a pobre rima,
Mas nos tempos de outrora não foi sem senão nem labuta
Que em grande parte nessa hora eu mesma construa a glória.
De cada qual em seu tempo
De cada flor uma memória
Ventos passando lá fora
Trazem a mim a menina de agora.
Dou não apenas as mãos, mas em mim vão os carinhos vindo de um tal sopro de vida que o muito própria de ser também desabrocha nesse agora.
Dessa coisa humanizante que chamo maturidade
Nasce a mulher e retorna a criança
Entre muita lágrima, saudade e o hoje
Cresce a alegria e renascem olhares que aquecem meu mundo.
Serei sempre jovem e sempre criança, isso eu garanto.
Não há nada como crescer junto a olhos seguros de esperanças.

Dias de amor

Em dias de amor
Meus silêncios se agitam
Alguns em sussurros, outros em pequenos gritinhos de prazer, e outros em suspiros mesclados a olhares amaciados por auroras imaginárias, perfumes arrasadores e painéis da vida repletos de um ineditismo bem antigo!
Minhas inquietudes brotam em compreensão,
As folhas dos morros do Rio viram árvores de quintais,
Minha  maturidade assume jovialidade e a despeito do estado de desfiguração de quase tudo,
Eu volto a ser jovem.
O amor é isso.
Quando machucado o peito, o coração constrange aquilo que na alma tangida entre a ação, a dúvida, as dores e paixões, procura se dar no ponto da palavra operante, e ofegante no ponto final.
Eu silencio aquilo que não aposso ainda para almejar o brilho dos dias cheios de calor.
Para que um dia meu peito arfe apenas em sentidos, somente no fio afiado do sentido desdito, beijado, suado, lambido, sugado.
Pois que tudo vira desejo quando o abismo da dor é superado.