quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Aquela moça

Aquela moça era imcompreendida desde o nascimento. Depois vieram mais duas irmãzinhas para ela cuidar assim que completou seus 8 anos. Eu também tive uma amiga com essa incumbência, a de ser dona-de-casa aos 8 anos, daquelas que apanham não do marido, mas dos pais insatisfeitos com o serviço mal feito.
É de se perguntar o por quê de tanta sorte em tão pequeninas almas. Dessas meninas que tão cedo na vida aprendem que seu valor está em obedecer e em esquecer de que são alguma coisa além disso.
São muitas surras até a liberdade. Até o próximo marido e capitão.
Eu escrevo isso porque me lembro daquela moça que vi hoje, e me lembrei da amiguinha da infância também cercada de ignorância e desamor. Não pude dizer à amiga e nem à moça que alguns pais não gostam muito de alguns filhos, e que isso existe.
Essa verdade é proibida. Nenhum filho pode saber que isso se confirma.
Será preciso crescer de qualquer forma. Melhor, nesse caso, na ilusão.
Mas elas aprendem por si mesmas no fim das contas.
Aquela moça é lá do Ceará. A amiguinha é daqui do Rio mesmo.

Doidos

Doidos são muito legais.

Mulheres chatas

Eu prometi que a próxima postagem ( me sinto uma ave escrevendo este verbo tão animal), seria bem chata. Então, nada como escrever a respeito do gênero feminino para honrar a minha palavra.
Mulheres são malucas. E homens são limítrofes. Eu prefiro ser maluca e chata a pertencer a um gênero limítrofe.
Agora mesmo eu tive o melhor exemplo dessa minha afirmação tão contundente: Seres humanos começaram a gritar, ou melhor, uivar. São do sexo masculino, of course (já que escrever em inglês e se explicar depois torna tudo mais chato). Por quê esses seres gritam? Porque o time deles conseguiu algum feito no futebol. Quarta-feira é dia de futebol.
Mulheres também gritam quando estão nervosas. Em geral são gritos mais agudos e muito mais sinceros. Não refletem um simples gol, o qual não mudará em nada as nossas vidas. Muitas mulheres gritam por gritar mesmo, e isso pode ser fundamental.
A loucura feminina ficou famosa porque os homens justificam as próprias loucuras através das insanidades femininas.Quer um exemplo? O cara apronta, apronta, apronta. Leva um pé na bunda. De quem é a culpa? Da mulher que não soube compreendê-lo o suficiente, porque ela é maluca e não está nada bem.
Mas eu considero o homem maluco mais interessante. O homem doido vai aos extremos mais facilmente. Inclusive a taxa de suicídio em homens é mais alta. Homens têm muita dificuldade em lidar com rejeição, mais que as mulheres. Alguém duvida? É claro que nada supera a ira de uma mulher abandonada...mas se o abandonado tiver tendências à loucura, costuma ter fim trágico. A mulher não, ela inferniza, tenta deixar todomundo maluco, mas dificilmente ocorre uma tragédia. Refiro-me é claro, ao nosso país, culturalmente machista e onde os homens têm mais dificuldades em lidar com mulheres em geral, preferindo as menos ameaçadoras.
Papo de doido.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Blog para reclamar

Eu fiz o blog para isso.
Sabe que me faz um bem danado escrever minhas revoltas e pensamentos?
Eu penso que seria mais interessante escrever um milhão de outars coisas, mas é muito gostoso o prazer de desabafar um pouco comigo mesma, na maior inutiliadade mesmo.
Eu não curto muito gente reclamona, e confesso que já fui o bastante, inclusive para saber como é: ter sempre uma insatisfação a comunicar, um algo mais a dizer...
É verdade, isso é muito chato...
Mas ter o que reclamar é melhor do que não ter nada, não?
Eu conclamo os chatos do mundo a se amarem mais!
Ontem inclusive eu mandei uma mensagem piegas, (porém linda), aos meus amigos. Que chatice!
Quanto mais velha eu fico, ou melhor, mais madura..., mais piegas me torno.
É maravilhoso ter o que reclamar.
Reclamar do vizinho, da vizinhança, do filho dos outros, da comida, dos preços, dos políticos. Faz com que eu me sinta viva, chata e insuportável, como aliás, muitas da minha espécie são.
Só não diga que é gênero... Seria chato.
É maravilhosa essa parafernália chamada computador e internet. Nos torna mais informados, mais comunicativos, mais chatos e solitários. Agora mesmo eu deixei de assistir casseta e planeta para estar na internet. Chato isso.
Quem gosta de escrever o mínimo deveria experimentar o quanto faz bem e é praticamente de graça reclamar em um blog! Você não irá precisar gastar dinheiro com psicólogos, nem o seu tempo com o deslocamento, não precisará ouvir a opinião dele, e funciona parecido! Alivia no final. E é o que importa.
Com a vantagem da ilusão de que poderá compartilhar com outras pessoas.
Em um próximo texto eu irei desabafar minhas principais reclamações. Será um horror e uma chatice sem fim.
Até a próxima.