É preciso deixar a mente fluir e a alegria, além da tristeza, para que a escrita flua e os problemas resolvidos não se resolvam e quem sabe sejam totalmente incorporados às nossas próprias sobriedade sem qualquer necessidade de uma expropriação cultural qualquer.
Por enquanto está funcionando e o bug parece ter dado um tempo daqui desse teclado que realmente estava me deixando bem nervosa.
Hoje o dia foi de desajustes e graças a eles eu pude goolgar e dar uma espiada para tentar resolver esse sério problema chamado bug de teclado. Parece que está funcionando.
Há muito pouco tempo eu comprei pela primeira vez na internet. Há muito pouco tempo eu passei a goolgar.
Então agora me vou.
terça-feira, 31 de outubro de 2017
A palavra
Palavras, a melhor invenção humana. Depois dela veio tudo, e só através dela o potencial carater humanizador de nossa espécie evolui.
Entre elas existe a mais bela entre as mais belas, com a característica de ser também a mais linda de ser ouvida: mamãe.
Mamãe e é ouro e eterna porque me ensinou a amar.
Como eu aprendi de verdade, todas as coisas bonitas me fazem sorrir, me deixam feliz, me causam poesia. As feias me fazem fazer pergutas, e me ensinam.
Entre elas existe a mais bela entre as mais belas, com a característica de ser também a mais linda de ser ouvida: mamãe.
Mamãe e é ouro e eterna porque me ensinou a amar.
Como eu aprendi de verdade, todas as coisas bonitas me fazem sorrir, me deixam feliz, me causam poesia. As feias me fazem fazer pergutas, e me ensinam.
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Das faltas
Das coisas que eu queria ter feito e não fiz...
Queria te morado em Nova Iorque...mas também poderia ter sido Paris ou Londres, de preferência dois dos três. Mas apenas um e já estaria ótimo.
Queria ter aprendido a tocar um instrumento musical, de preferência piano, mas um violão também já estaria bom.
Queria ter praticado algum esporte, de preferência handball. Talvez um bodyboard ou uma natação também. Ah, eu pratiquei esportes, e entre esses ai, só não fiz bodyboarding.
Dentre as coisas que eu fiz, eu não teria feito se pudesse ter escolhido: ir aos cultos da igreja universal aos oito anos. Era tanto diabo, tanto demônio, tanto exorcismo...que eu vivia apavorada, entonando cânticos da igreja pelo corredor até o quarto andar para espantar o demônio que estivesse ali. Era realmente uma coisa horrorosa.
A igreja católica também foi horrível, e se eu pudesse ter escolhido, não teria feito primeira comunhão para virar uma beatinha aos treze anos, cheia de preconceitos contra os amigos gays do meu irmão e aquela espontaneidade viada e não-viada daquele povo. Achava os palavrões um horror, lia a bíblia para crianças e brincava de rezar a missa. Realmente havia muito palavrão. Minha resposta ao não-diálogo e boas orientações dentro de casa, era o abrigo na crença religiosa, aonde os certos e os errados estavam claros.
Entre as coisas que eu gostaria de jamais ter ouvido foi que eu deveria pedir perdão a Deus s quando pensasse em algo "errado". Tirei essa dúvida aos cinco anos com a minha mãe. Ela nunca me perguntou quais seriam esses pensamentos e também nunca me ofereceu o caminho de pensar sobre o asssunto. O caminho seria pedir perdão, ou seja, me culpar pelos meus pensamentos. Aos cinco anos de idade. Então desenvolvi o seguinte mantra antes de dormir:" Senhor: me perdoe pelos pecados que cometi ontem, hoje, e pelos pecados que cometerei amanhã." Assim eu dormia absolvida e ao mesmo tempo culpada, até talvez os dezesseis anos. Foi aos dezesseis anos, ou melhor, aos dezesste, que me dirigi ao padre responsável por minha primeira comunhão para falar sobre os meus pecados. Fui lá para ouvir o que ele tinha a dizer: e não sem surpresa ou vi que eu queimaria no inferno por não me arrepender dos meus pecados. Sim, ao final da confissão, quando o padre que me viu crescer, ao ouvir que eu não me arrependia por ter feito e por fazer amor com a pessoa que eu amava, meu primeiro namorado, me sentenciou ao inferno. Fui sentenciada ao inferno pelo padre que me deu a primeira comunhão porque eu amava sem o consentimento oficial da igreja católica. Inclusive, para ilustrar mais a experiência, ele fez questão de me dizer que um homem que tivesse cometido mais de cem assassinatos, mas que se arrependesse, seria absolvido e iria para o céu. Já eu...ou seja, o erro não é matar mais de cem pessoas ou fazer amor sem o consentimento oficial católico, mas sim, a desobediência.
Então, se eu pudesse escolher, não teria entrado jamais em uma igreja.
Tenho dois filhos: um de treze e outro de seis. Nunca foram à igreja. Sequer foram batizados. Eu não me casei na igreja. Igreja: quando eu pude decidir, você nunca mais entrou e fez estragos e caquinha na minha vida.
Aliás, as palavras do padre me fizeram rir. Ele tentou me destroçar psicologicamente com sua lógica de culpa e castigo. Só vi delírio. Me achei super normal. Continuei a ser feliz com o meu namorado, e se não fossem uns emails infelizes trocados há quatorze anos atrás entre nós, ele ainda teria em minha vida um lugar de muito carinho. Mas virou um cocozinho ao lado do padre, mais cheiroso que o padreco, mas ainda um cocô. E o padre...quem diria...foi descoberto tendo relacionamento com sua ssistente da igreja, a Alice. É sempre bom acompanhar a história final dos moralistas.
Eu gostaria também de ter feito mais bobagens ainda na vida. De ter me perdido mais até. Mas meu pé bem fincado no chão não se fez refem das faltas e pragmaticamente buscou algum equilíbrio para lidar com uma infância faltosa, uma igreja de culpas, e a precariedade de meu mundo à minha volta. Sendo assim, eu soube dar a meia volta quando necessário e não me afundar em quaisquer caminhos já sem volta, realizando minha mistura de sanidade, rebeldias e conjunturas.
Virei psiquiatra pra aliviar.
Queria te morado em Nova Iorque...mas também poderia ter sido Paris ou Londres, de preferência dois dos três. Mas apenas um e já estaria ótimo.
Queria ter aprendido a tocar um instrumento musical, de preferência piano, mas um violão também já estaria bom.
Queria ter praticado algum esporte, de preferência handball. Talvez um bodyboard ou uma natação também. Ah, eu pratiquei esportes, e entre esses ai, só não fiz bodyboarding.
Dentre as coisas que eu fiz, eu não teria feito se pudesse ter escolhido: ir aos cultos da igreja universal aos oito anos. Era tanto diabo, tanto demônio, tanto exorcismo...que eu vivia apavorada, entonando cânticos da igreja pelo corredor até o quarto andar para espantar o demônio que estivesse ali. Era realmente uma coisa horrorosa.
A igreja católica também foi horrível, e se eu pudesse ter escolhido, não teria feito primeira comunhão para virar uma beatinha aos treze anos, cheia de preconceitos contra os amigos gays do meu irmão e aquela espontaneidade viada e não-viada daquele povo. Achava os palavrões um horror, lia a bíblia para crianças e brincava de rezar a missa. Realmente havia muito palavrão. Minha resposta ao não-diálogo e boas orientações dentro de casa, era o abrigo na crença religiosa, aonde os certos e os errados estavam claros.
Entre as coisas que eu gostaria de jamais ter ouvido foi que eu deveria pedir perdão a Deus s quando pensasse em algo "errado". Tirei essa dúvida aos cinco anos com a minha mãe. Ela nunca me perguntou quais seriam esses pensamentos e também nunca me ofereceu o caminho de pensar sobre o asssunto. O caminho seria pedir perdão, ou seja, me culpar pelos meus pensamentos. Aos cinco anos de idade. Então desenvolvi o seguinte mantra antes de dormir:" Senhor: me perdoe pelos pecados que cometi ontem, hoje, e pelos pecados que cometerei amanhã." Assim eu dormia absolvida e ao mesmo tempo culpada, até talvez os dezesseis anos. Foi aos dezesseis anos, ou melhor, aos dezesste, que me dirigi ao padre responsável por minha primeira comunhão para falar sobre os meus pecados. Fui lá para ouvir o que ele tinha a dizer: e não sem surpresa ou vi que eu queimaria no inferno por não me arrepender dos meus pecados. Sim, ao final da confissão, quando o padre que me viu crescer, ao ouvir que eu não me arrependia por ter feito e por fazer amor com a pessoa que eu amava, meu primeiro namorado, me sentenciou ao inferno. Fui sentenciada ao inferno pelo padre que me deu a primeira comunhão porque eu amava sem o consentimento oficial da igreja católica. Inclusive, para ilustrar mais a experiência, ele fez questão de me dizer que um homem que tivesse cometido mais de cem assassinatos, mas que se arrependesse, seria absolvido e iria para o céu. Já eu...ou seja, o erro não é matar mais de cem pessoas ou fazer amor sem o consentimento oficial católico, mas sim, a desobediência.
Então, se eu pudesse escolher, não teria entrado jamais em uma igreja.
Tenho dois filhos: um de treze e outro de seis. Nunca foram à igreja. Sequer foram batizados. Eu não me casei na igreja. Igreja: quando eu pude decidir, você nunca mais entrou e fez estragos e caquinha na minha vida.
Aliás, as palavras do padre me fizeram rir. Ele tentou me destroçar psicologicamente com sua lógica de culpa e castigo. Só vi delírio. Me achei super normal. Continuei a ser feliz com o meu namorado, e se não fossem uns emails infelizes trocados há quatorze anos atrás entre nós, ele ainda teria em minha vida um lugar de muito carinho. Mas virou um cocozinho ao lado do padre, mais cheiroso que o padreco, mas ainda um cocô. E o padre...quem diria...foi descoberto tendo relacionamento com sua ssistente da igreja, a Alice. É sempre bom acompanhar a história final dos moralistas.
Eu gostaria também de ter feito mais bobagens ainda na vida. De ter me perdido mais até. Mas meu pé bem fincado no chão não se fez refem das faltas e pragmaticamente buscou algum equilíbrio para lidar com uma infância faltosa, uma igreja de culpas, e a precariedade de meu mundo à minha volta. Sendo assim, eu soube dar a meia volta quando necessário e não me afundar em quaisquer caminhos já sem volta, realizando minha mistura de sanidade, rebeldias e conjunturas.
Virei psiquiatra pra aliviar.
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