Meu último post falava sobre a sombriedade de ter o Brasil governado por Bolsonaro. É fato que é bastante vergonhoso que esse tipo de sujeito tenha sido elevado pelo povo à presidência da república. É um cara que eu jamais teria sido amiga ou teria convidado para vir à minha casa tomar um café. Ele é aquele sujeito que a gente tem vergonha e constrangimento de ter como vizinho; é um psicopata. Pois esse homem ganhou a simpatia de parte importante do país e conseguiu se eleger presidente. Um feito e tanto para alguém como ele, paranóico e burro. Só que é um burro que não deve ser tão burro assim. Ele aos poucos tem conseguido tudo o que quer. Proferiu os maiores absurdos e atualmente tem quarenta por cento de aprovação. Não tem nemhum projeto para o país além da própria reeleição.
Se a economia vai mal, o desemprego é alto, as crianças não estão na escola, a segurança pública é ruim, o meio ambiente é danificado como nunca antes, há quase cento e cinquenta mil mortos pela pandemia, os ministros da educação e da família dizem absurdos e ofendem a população, eu devo estar ouvindo coisas que os quarenta por cento de aprovação do cara não me dizem respeito. Eu concluo que a história que está sendo contada à população que o aprova deve ser radicalmente diferente daquilo que eu interpreto, para dizer o mínimo. Ou a população o aprova porque também interpretou tudo o que escrevo aqui bastante diferente de mim mesma e de tamtos outros que assistem com perplexidade esse sujeito sem educação ou cultura presidir o país.
Mas esse é o ponto. Sujeito sem educação e cultura. O povo ama. Eu vivo em um país com vocação para populistas com os quais o povo se identifica. Às vezes sinto precisar respirar fundo para acatar essa realidade dolorosa. O Brasil real é muito distante dos centros urbanos do Rio ou São Paulo e suas universidades. O Brasil real é muito mais parecido com Bolsonaro e Lula.
Triste e óbvia constatação.
São apenas políticos, homens.
Ai, que cansaço esses psicopatas profissionais causam! E quanto prejuízo moral trazem à uma nação.