Utilizo esse título contundente e perigoso, pois usar a palavra última pode gerar certas complicações. Ao que parece, ser honesta e ética complica demais a nossa vida no Brasil, principalmente se você é mulher e crítica feroz ao movimento transativista, como eu sou. Se eu não o fosse, algo de muito errado haveria em minha pessoa. Sou mulher, mãe de dois filhos homens, médica, psiquiatra e psicanalista. Portanto, essas "credenciais" me desqualificam como um ser humano capaz de saber, conhecer e ainda assim, defender tal movimento nefasto. não vou poupar palavras aqui, o blog é meu e apesar de público, ninguém lê, apenas eu mesma e é assim que ele me serve. E se alguém o ler, só vai encontrar verdade, aqui nesse texto de hoje.
Esse final de semana a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgou um comunicado contrário à resolução do CFM que acertadamente, proibiu os experimentos com crianças e adolescentes menores de 18 anos no Brasil.
A chamada medicina de gênero defende a tese absurda de que "pessoas nascem no corpo errado", e que crianças que se enquadrem dentro do "diagnóstico" de "disforia de gênero" devem ser "afirmadas". São sempre nomes bonitos, positivos, cujo objetivo final é "mudar o sexo" da criança, de modo a interromper o sofrimento causado por esse desconforto.
Vamos lá: Ninguém nasce no corpo errado, e se nascem, é preciso provar. Já começa aqui a confusão (deliberada) com a formulação de uma hipótese absurda e sem qualquer comprovação possível. É uma hipótese de gente perturbada mentalmente, gente que confunde desejo com realidade objetiva. E aqui não quero sequer dizer que a pessoa que vive um desconforto com seu próprio sexo seja a pessoa perturbada mentalmente, mas sim os formuladores de tal hipótese, e que através dessa tese absurda desenvolveram "trabalhos" "acadêmicos" que por sua vez atingiram pessoas vulneráveis psicologicamente.
O diagnóstico de disforia de gênero pode ser reconhecido em função de sua imensa subjetividade, uma vez que todo adolescente sente desconforto com si mesmo, pois a adolescência é um período de crise por si só. A partir de um desconforto subjetivo, vir a propor mudanças no corpo da criança e do adolescente, é a ideia mais absurda e nefasta que um dia já existiu na medicina. è pior que lobotomia, pior do que castração química, pior do que eletroconvulsoterapia como as realizadas no passado como método punitivo para pessoas com diagnóstico de doença mental.
Dizer à uma criança ou a um adolescente que ele nasceu no corpo errado e propor intervenções química e cirúrgicas em seu corpo saudável é a antítese da medicina, é o verdadeiro oposto da atitude terapêutica diante do sofrimento, é causar sofrimento a um corpo em desenvolvimento, a uma mente em expansão, a uma mente que ainda não se conhece. A criança e o adolescente necessitam de proteção a esse projeto criminoso e perverso.