A raridade das raridades aconteceu. E está acontecendo. Está frio! Não o friozinho habitual. Frio mesmo ( para nós).
Casaco o tempo todo. Todomundo de casaco! 13 graus nos termômetros. Sensação térmica dois graus abaixo.
Uma massa polar chegou até aqui. E está aqui agora, no meu pé.
Hora de colocar uma meia.
Viva o pólo Sul!
terça-feira, 31 de julho de 2007
E acabou o Pan...
Foi um momento maravilhoso. Duas semanas de segurança, recebendo atletas das Américas... Foi muito bonito!
Incrível como é possível reverter, de um momento para o outro, a situação da (in) segurança pública na cidade. Policiamento. Será tão simples? Mas acho que a impunidade da bandidagem e da barbaridade vem daí. Em geral, problemas de difícil complexidade exigem simples soluções... Será isso mesmo?
O Pan Americano foi uma experiência fantástica para o Brasil. Sediamos os jogos de forma organizada, bonita. Somos capazes de realizar, não?
Fui ao Engenhão assistir o atletismo. Vi nosso país ganhar o ouro no salto à distância feminino. Cantamos o hino nacional. E também o da Jamaica e o de Bahamas. Isso por si só já não é fantástico?
Desde a última copa eu tenho percebido o esporte como muitas pessoas há muito tempo percebem: uma criação maravilhosa de homens e mulheres. O torcer, o desafio de superar-se a todo instante, de manter o espírito de união, o integrar-se, a troca entre os povos.
Eu hoje estou meio brega, mas o dia-a-dia é assim mesmo. Somos bregas de vez em quando. Chato e cansativo é intelectualizar o tempo todo, ser esperto o tempo todo ( ou tentar, é claro).
A simplicidade é fundamental! Viva O Pan!!!
Incrível como é possível reverter, de um momento para o outro, a situação da (in) segurança pública na cidade. Policiamento. Será tão simples? Mas acho que a impunidade da bandidagem e da barbaridade vem daí. Em geral, problemas de difícil complexidade exigem simples soluções... Será isso mesmo?
O Pan Americano foi uma experiência fantástica para o Brasil. Sediamos os jogos de forma organizada, bonita. Somos capazes de realizar, não?
Fui ao Engenhão assistir o atletismo. Vi nosso país ganhar o ouro no salto à distância feminino. Cantamos o hino nacional. E também o da Jamaica e o de Bahamas. Isso por si só já não é fantástico?
Desde a última copa eu tenho percebido o esporte como muitas pessoas há muito tempo percebem: uma criação maravilhosa de homens e mulheres. O torcer, o desafio de superar-se a todo instante, de manter o espírito de união, o integrar-se, a troca entre os povos.
Eu hoje estou meio brega, mas o dia-a-dia é assim mesmo. Somos bregas de vez em quando. Chato e cansativo é intelectualizar o tempo todo, ser esperto o tempo todo ( ou tentar, é claro).
A simplicidade é fundamental! Viva O Pan!!!
terça-feira, 24 de julho de 2007
Relaxar e gozar
Diante de todos os últimos acontecimentos ocorridos em nosso país torna-se difícil, às vezes, ganhar fôlego para respirar. É por isso que eu disse a mim mesma que a vida deve ser vivida abstraindo-se dela boa parte dos acontecimentos políticos. A política é somente uma vertente da existência, uma dimensão da organização social, uma forma nada exitosa de se operar o mundo. Ela não é o mundo. Ou melhor, ela não é o meu mundo atualmente . Ela já foi a forma que eu encontrei de compreeender a sociedade, através da história dos povos, seus êxito políticos, suas trajetórias...
Não digo com isso que abstrair-se inteiramente da vida política seja uma decisão inteligente (ainda que não seja burra, muito pelo contrário), mas acredito que manter-se não muito envolvida por ela seja. Excessão feita naturalmente aos políticos, que vivem disso. Deixam seus empregos quando os tinham e envolvem-se nas estruturas de poder, relaxando com suas obrigações e gozando cada vez mais com a cara daqueles que os pagam. Fico pensando cá com os meus botões de falsas miçangas: deve ser fantástico relaxar e gozar lá em Brasília. Deve ser algo tão corrompível, tão estratosférico, que o cara inclusive reproduz uma cena de fornicação ao descobrir que o avião da Tam não operava 100%, ignorando que isso não livraria de forma alguma a responsabilidade do governo ao qual pertence. Ignorando que o que havia de mais importante ali não era uma disputa política, mas muitas vidas perdidas muito recentemente. Realmente o ambiente em Brasília é obsceno.
Quem deve estar respirando aliviado é o senador Renan Calheiros, já que os holofotes mudaram o foco e ele pode permanecer exercendo sua presidência supostamente corrupta, supostamente desavergonhada. Ele agora também deve estar relaxando e gozando muito, com todo o respeito.
A violência no Rio de Janeiro também está controlada durante o Pan, de forma que os últimos ônibus queimados com seus passageiros também devem estar mais esquecidos e a vigilância relaxada. A última incursão militar ao complexo do Alemão também deve estar totalmente relaxada, com as armas apreendidas e já devidamente devolvidas aos seus donos, os traficantes do mesmo complexo. Onde foram parar as guerras do Rio? Relaxaram durante o Pan?
Quem deve estar gozando muito todos os dias também é o nosso prefeito César Maia. César só goza durante os mega-eventos que promove na sua cidade. Devia estar ávido, alucinado para a chegada do Pan. A última vez em que havia gozado assim foi durante o show dos Rolling Stones! Quase dois anos. Solidariedade com o prefeito. Narcisitas têm essa característica especial: precisam de grandes acontecimentos para relaxar e gozar.
Como a única psicanalista que se tem notícia no governo, nossa ministra Marta Suplicy, bem falou. Na verdade, Marta já aprofundou há muito tempo a essência das Cãmaras de deputados e senadores. Marta já sabia que o funcionamento de nossa vida política, de nossos políticos se dá dessa maneira: relaxando e gozando. O conselho que nos foi dado por ela guardava essa verdade única, a essência de nossos políticos: usar a política como o meio para o gozo, sua principal forma de relaxamento.
Então por ora, devo aproveitar a falsa segurança em minha cidade para...deixa pra lá.
O espaço público já foi privatizado faz tempo, portanto a sinceridade da ministra em explicar sua facilidade em gozar em público.
Nosso desafio encontra-se em manter a integridade física, a moral, a intimidade e a esperança.
É por isso que eu não delego à minha vida, hoje, um especial interessa pela política como forma de me encontrar no mundo.
Minha vida, a nossa vida, valem muito mais do que isso. E o tempo passa rápido demais.
Mãos à obra.
Não digo com isso que abstrair-se inteiramente da vida política seja uma decisão inteligente (ainda que não seja burra, muito pelo contrário), mas acredito que manter-se não muito envolvida por ela seja. Excessão feita naturalmente aos políticos, que vivem disso. Deixam seus empregos quando os tinham e envolvem-se nas estruturas de poder, relaxando com suas obrigações e gozando cada vez mais com a cara daqueles que os pagam. Fico pensando cá com os meus botões de falsas miçangas: deve ser fantástico relaxar e gozar lá em Brasília. Deve ser algo tão corrompível, tão estratosférico, que o cara inclusive reproduz uma cena de fornicação ao descobrir que o avião da Tam não operava 100%, ignorando que isso não livraria de forma alguma a responsabilidade do governo ao qual pertence. Ignorando que o que havia de mais importante ali não era uma disputa política, mas muitas vidas perdidas muito recentemente. Realmente o ambiente em Brasília é obsceno.
Quem deve estar respirando aliviado é o senador Renan Calheiros, já que os holofotes mudaram o foco e ele pode permanecer exercendo sua presidência supostamente corrupta, supostamente desavergonhada. Ele agora também deve estar relaxando e gozando muito, com todo o respeito.
A violência no Rio de Janeiro também está controlada durante o Pan, de forma que os últimos ônibus queimados com seus passageiros também devem estar mais esquecidos e a vigilância relaxada. A última incursão militar ao complexo do Alemão também deve estar totalmente relaxada, com as armas apreendidas e já devidamente devolvidas aos seus donos, os traficantes do mesmo complexo. Onde foram parar as guerras do Rio? Relaxaram durante o Pan?
Quem deve estar gozando muito todos os dias também é o nosso prefeito César Maia. César só goza durante os mega-eventos que promove na sua cidade. Devia estar ávido, alucinado para a chegada do Pan. A última vez em que havia gozado assim foi durante o show dos Rolling Stones! Quase dois anos. Solidariedade com o prefeito. Narcisitas têm essa característica especial: precisam de grandes acontecimentos para relaxar e gozar.
Como a única psicanalista que se tem notícia no governo, nossa ministra Marta Suplicy, bem falou. Na verdade, Marta já aprofundou há muito tempo a essência das Cãmaras de deputados e senadores. Marta já sabia que o funcionamento de nossa vida política, de nossos políticos se dá dessa maneira: relaxando e gozando. O conselho que nos foi dado por ela guardava essa verdade única, a essência de nossos políticos: usar a política como o meio para o gozo, sua principal forma de relaxamento.
Então por ora, devo aproveitar a falsa segurança em minha cidade para...deixa pra lá.
O espaço público já foi privatizado faz tempo, portanto a sinceridade da ministra em explicar sua facilidade em gozar em público.
Nosso desafio encontra-se em manter a integridade física, a moral, a intimidade e a esperança.
É por isso que eu não delego à minha vida, hoje, um especial interessa pela política como forma de me encontrar no mundo.
Minha vida, a nossa vida, valem muito mais do que isso. E o tempo passa rápido demais.
Mãos à obra.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Boas cartas
O Veríssimo de hoje está ótimo ( O Globo), e a carta publicada em página principal das cartas de Adilson Xavier também. Expressou todos os meus sentimentos em relação à todas as vaias ocorridas no Pan, não só as do Lula, mas também as dirigidas às delegações dos Estados Unidos e da Argentina, bem como os gritos de euforia durante os erros dos ginastas dos outros países. Ou é muito desligamento ou as pessoas não se dão conta de que aqueles atletas dedicam suas vidas àquele momento, e qualquer vaia ou comemoração quando erram representa um profundo descaso e desrespeito a essa realidade.
Uma brincadeira sem nenhuma graça. Aliás, fazer graça com tudo fica sem graça, não?
Lembra-me as pessoas irônicas com tudo, aquelas que não podem perder uma piada.
Bom, fica aqui apenas uma pequena reflexão sobre esses acontecimentos. Sobre nossa postura de anfitriões.
Brasileiros reunidos em um estádio não sabem ser anfitriões. Lógica da lógica.
Uma brincadeira sem nenhuma graça. Aliás, fazer graça com tudo fica sem graça, não?
Lembra-me as pessoas irônicas com tudo, aquelas que não podem perder uma piada.
Bom, fica aqui apenas uma pequena reflexão sobre esses acontecimentos. Sobre nossa postura de anfitriões.
Brasileiros reunidos em um estádio não sabem ser anfitriões. Lógica da lógica.
quarta-feira, 18 de julho de 2007
O acidente em Congonhas
Inevitável falar sobre a tragédia de ontem, agora a mais recente queda de avião no Brasil. Sim, porque a última foi há apenas 10 meses!
Congonhas dá medo em qualquer um que já possua algum pequeno receio em voar. Pousar em Congonhas é horrível. Eu, dentro da minha ignorância, sempre achei estranho um aeroporto no meio de uma cidade, passando a poucos metros das casas. Outros acidentes aéreos brasileiros foram lá, inclusive um em 1963, durante os jogos Pan Americanos, matando quase 40 pessoas, provavelmente devido ao menor porte da aeronave, muito menor que o Air Bus da TAM, que ontem se chocou contra um prédio da própria TAM, matando cerca de 200 pessoas, 176 entre as que estavam no avião. Aliás, esse avião, cuja identificação esqueci, já caiu pelo menos umas dez vezes desde que foi lançado. Não sei dizer se esse é um número razoável de quedas de avião, mas creio ser esse um número absurdo.
Fica a minha indagação: seriam os acidentes aéreos evitáveis? Melhor:será possível um país necessitar drenar a maioria de seus vôos para São Paulo-Congonhas? Por que não dividir o fluxo com o Santos Dumont, a Pampulha e outros aeroportos mais centrais? Vivo no Rio de Janeiro. Qual a explicação para, por exemplo, voar do Rio a BH e precisar fazer escala em Congonhas? Por que fazer escala em Guarulhos na maioria dos vôos internacionais? Por que o monopólio paulista? A resposta deve ser: money. O sempre money dos negócios.
Pelo que eu li hoje nos jornais o avião de ontem deveria ser proibido de voar devido ao números de vezes que já caiu, resultando na morte de mais de 1500 pessoas pelo menos!
Vamos analisar: aumento do fluxo aéreo, aviões assassinos no ar, aeroporto e controladores funcionando além de sua capacidade... Resultado: Acidentes evitáveis, muita dor em todos.
Não são fatalidades. São fruto ao que parece da fome das empresas aéreas em gerar lucro e mais lucro , além de todos aqueles que ganham, financeiramente falando, é claro, com essa lógica empresarial na aviação.
Ao final são apenas números?
Congonhas dá medo em qualquer um que já possua algum pequeno receio em voar. Pousar em Congonhas é horrível. Eu, dentro da minha ignorância, sempre achei estranho um aeroporto no meio de uma cidade, passando a poucos metros das casas. Outros acidentes aéreos brasileiros foram lá, inclusive um em 1963, durante os jogos Pan Americanos, matando quase 40 pessoas, provavelmente devido ao menor porte da aeronave, muito menor que o Air Bus da TAM, que ontem se chocou contra um prédio da própria TAM, matando cerca de 200 pessoas, 176 entre as que estavam no avião. Aliás, esse avião, cuja identificação esqueci, já caiu pelo menos umas dez vezes desde que foi lançado. Não sei dizer se esse é um número razoável de quedas de avião, mas creio ser esse um número absurdo.
Fica a minha indagação: seriam os acidentes aéreos evitáveis? Melhor:será possível um país necessitar drenar a maioria de seus vôos para São Paulo-Congonhas? Por que não dividir o fluxo com o Santos Dumont, a Pampulha e outros aeroportos mais centrais? Vivo no Rio de Janeiro. Qual a explicação para, por exemplo, voar do Rio a BH e precisar fazer escala em Congonhas? Por que fazer escala em Guarulhos na maioria dos vôos internacionais? Por que o monopólio paulista? A resposta deve ser: money. O sempre money dos negócios.
Pelo que eu li hoje nos jornais o avião de ontem deveria ser proibido de voar devido ao números de vezes que já caiu, resultando na morte de mais de 1500 pessoas pelo menos!
Vamos analisar: aumento do fluxo aéreo, aviões assassinos no ar, aeroporto e controladores funcionando além de sua capacidade... Resultado: Acidentes evitáveis, muita dor em todos.
Não são fatalidades. São fruto ao que parece da fome das empresas aéreas em gerar lucro e mais lucro , além de todos aqueles que ganham, financeiramente falando, é claro, com essa lógica empresarial na aviação.
Ao final são apenas números?
terça-feira, 17 de julho de 2007
Infinito delírio chamado desejo
Você se lembra dessa música?
Um hino ao amor, ao desejo pelo amor, pela paixão de amar e ser amado.
"Despojado de desejo o homem, morto em sua riqueza maior, seu encanto subjetivo, sua forma de ação no mundo, desponta no abismo da ironia, na justificativa de suas insatisfações na injustiça do mundo. Se vai de encontro ao desejo único e só, penetra no abismo profundo da solidão e da auto-destrutividade. Suas armas tornar-se-ão suas ironias, seu inacabável desejo que fascina os mais inocentes e carentes de amor-próprio também... Desenvolve uma acidez notável. Desperdiça sua genialidade pensando ser possível viver a seu modo sempre.
Oh, infinito delírio chamado desejo, permita-me vislumbrar este mundo louco e realizar meus desejos. Conceda-me a ironia necessária para rir de mim mesma, e muito pouco da inveja alheia."
Um hino ao amor, ao desejo pelo amor, pela paixão de amar e ser amado.
"Despojado de desejo o homem, morto em sua riqueza maior, seu encanto subjetivo, sua forma de ação no mundo, desponta no abismo da ironia, na justificativa de suas insatisfações na injustiça do mundo. Se vai de encontro ao desejo único e só, penetra no abismo profundo da solidão e da auto-destrutividade. Suas armas tornar-se-ão suas ironias, seu inacabável desejo que fascina os mais inocentes e carentes de amor-próprio também... Desenvolve uma acidez notável. Desperdiça sua genialidade pensando ser possível viver a seu modo sempre.
Oh, infinito delírio chamado desejo, permita-me vislumbrar este mundo louco e realizar meus desejos. Conceda-me a ironia necessária para rir de mim mesma, e muito pouco da inveja alheia."
As vaias de Lula
Sim, eu precisava falar sobre isso, também.
Além de toda minha emoção desse Pan na minha cidade, transcorrendo até o momento muito bem... recorde de medalhas hoje para nós.Muitas emoções, bicho.
Ontem o choro da Jade, hoje o seu ouro. Do jeito que a vida bem costuma ser. Outros ouros, natação, Diego Hipólito. Fantástico. Primeira vez em que eu vejo o Brasil no terceiro lugar de um quadro de medalhas.
Maravilhoso para nós cariocas, com tantos golpes em nossa auto-estima, sediarmos um evento de tamanha magnitude... Mas deixa pra lá. Isso penso já ter sido falado inúmeras vezes.
Tenho vivido abstinente de leituras de jornal desde que voltei de férias. E tenho vivido melhor, sabe?
O Pan me trouxe mais esperanças, percebo as pessoas nas ruas mais leves, mais despreocupadas. Uma atmosfera que há muito tempo eu não via.
Deixei de ler política, páginas policiais. Como eu já disse antes, essa prática pode fazer muito mal à saúde.
O sujeito alienado tem a perspectiva real de viver uma vida mais feliz, mais leve. Questão de escolha. E de consciência.
Mas vamos às vaias de Lula. Eu teria achado algo aceitável até... ouvir o César Maia ser ovacionado...pela mesma platéia que vaiou o Lula.
Falar que ali o estádio estava repleto de classe média, e a classe média não gosta do Lula? Balela... A classe média está adorando comprar carros zero quilômetro a juros baixos, comprar dólar baixo, ir pra Nova Iorque para depeois ficar falando sobre a viagem nos shoppings grã-finos da cidade... A classe média está amando comprar sua casa própria... É claro que está indignada com a corrupção...eu também. É claro que está indignada com a violência...eu também.
Porém , a classe média é inculta, coitada. Vai à faculdade, paga escolas particulares para seus filhos entrarem em uma universidade pública para aliviar um pouco a barra, concluem uma graduação. Mas continua inculta a coitada. Acha que ver televisão e ler um grande jornal de vez em quando, ou o pior, diariamente, a mantém informada. É engraçado que é a primeira a assumir um discurso de que a classe média não gosta do Lula. Deviam saber que quem não gosta do Lula é a classe média- alta, por assim dizer, no mínimo, ou seja, os formadores de opinião.
Fiquei triste ao ver o Lula vaiado. Percebi seu total constrangimento e tristezas também. Só um povo muito pouco educado expõe suas mazelas para o mundo inteiro assistir. Não teriam essa coragem, garantida pelo anonimato, na época da ditadura.
Acho que o governo Lula merece muitas vaias em muitos pontos. Mas discordo das vaias em pleno Pan. Foi no mínimo deselegante.
E mais deselegantes ainda foram os aplausos a Cesar. Não foi coincidência. Bom, mas os aplausos a Cesar a mídia não massificou, então a galera percebeu mal. Se não deu no jornal...
Além de toda minha emoção desse Pan na minha cidade, transcorrendo até o momento muito bem... recorde de medalhas hoje para nós.Muitas emoções, bicho.
Ontem o choro da Jade, hoje o seu ouro. Do jeito que a vida bem costuma ser. Outros ouros, natação, Diego Hipólito. Fantástico. Primeira vez em que eu vejo o Brasil no terceiro lugar de um quadro de medalhas.
Maravilhoso para nós cariocas, com tantos golpes em nossa auto-estima, sediarmos um evento de tamanha magnitude... Mas deixa pra lá. Isso penso já ter sido falado inúmeras vezes.
Tenho vivido abstinente de leituras de jornal desde que voltei de férias. E tenho vivido melhor, sabe?
O Pan me trouxe mais esperanças, percebo as pessoas nas ruas mais leves, mais despreocupadas. Uma atmosfera que há muito tempo eu não via.
Deixei de ler política, páginas policiais. Como eu já disse antes, essa prática pode fazer muito mal à saúde.
O sujeito alienado tem a perspectiva real de viver uma vida mais feliz, mais leve. Questão de escolha. E de consciência.
Mas vamos às vaias de Lula. Eu teria achado algo aceitável até... ouvir o César Maia ser ovacionado...pela mesma platéia que vaiou o Lula.
Falar que ali o estádio estava repleto de classe média, e a classe média não gosta do Lula? Balela... A classe média está adorando comprar carros zero quilômetro a juros baixos, comprar dólar baixo, ir pra Nova Iorque para depeois ficar falando sobre a viagem nos shoppings grã-finos da cidade... A classe média está amando comprar sua casa própria... É claro que está indignada com a corrupção...eu também. É claro que está indignada com a violência...eu também.
Porém , a classe média é inculta, coitada. Vai à faculdade, paga escolas particulares para seus filhos entrarem em uma universidade pública para aliviar um pouco a barra, concluem uma graduação. Mas continua inculta a coitada. Acha que ver televisão e ler um grande jornal de vez em quando, ou o pior, diariamente, a mantém informada. É engraçado que é a primeira a assumir um discurso de que a classe média não gosta do Lula. Deviam saber que quem não gosta do Lula é a classe média- alta, por assim dizer, no mínimo, ou seja, os formadores de opinião.
Fiquei triste ao ver o Lula vaiado. Percebi seu total constrangimento e tristezas também. Só um povo muito pouco educado expõe suas mazelas para o mundo inteiro assistir. Não teriam essa coragem, garantida pelo anonimato, na época da ditadura.
Acho que o governo Lula merece muitas vaias em muitos pontos. Mas discordo das vaias em pleno Pan. Foi no mínimo deselegante.
E mais deselegantes ainda foram os aplausos a Cesar. Não foi coincidência. Bom, mas os aplausos a Cesar a mídia não massificou, então a galera percebeu mal. Se não deu no jornal...
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