Não é a velocidade de informação. Não é a possibilidade de mais informações a razão pela qual temos tido acesso às mais diverssas notícias de jornal. O mundo está muito doente mesmo. o desafio que nos é colocado no dia-a-dia é muito maior que aquele de lutar para conseguir um lugar ao sol. Não gosto de textos pessimistas neste blog e pretendo escrever rápido.
Hoje ao dar uma folheada no jornal li a terrível notícia da morte, por atropelamento, de uma moça de vinte e pouquinhos anos e seus dois sobrinhos, o mais velho de 3 anos! Um ônibus os atropelou ao desviar de outro ônibus. Quanta tristeza. Sem palavras. Os pais chegaram ao local um pouco depois. Inimaginável esse sofrimento.
Nossa cidade tem sido recordista de todos os tipos de crimes, dos mais bárbaros aos menos bárbaros.
Quem anda de ônibus sabe como os motoristas de ônibus dirigem. Muitos são verdadeiros "bichos" ao volante. E eu, mesmo correndo o risco de ser injusta, acredito que o motorista assassino seja um desses bichos, que dirigem querendo matar alguém. Até que um dia matam.
Estamos no limite. É fúria pra todo lado.
Desejo sinceramente que o Pan traga novas perspectivas para essa cidade.Que seja um pouco mais do que uma gota no oceano.
terça-feira, 22 de maio de 2007
quarta-feira, 16 de maio de 2007
O não-desejo volta
Hoje eu ouvi mais uma vez da minha personagem de quase nenhum desejo: " Sou uma suicida em potencial. O meu sonho é a morte. Minha mãe é uma filha da p., meu pai é maluco, o meu passado é miserável. O futuro não existe para mim. Só não tenho coragem de me matar. Como eu sou inteligente, não tenho vontade de continuar vivendo nesse mundo de m."
Este é um dos mais difíceis conflitos que ouço, e já falei sobre isso antes: o desejo do isolamento, fruto de precaríssimas relações, da própria pessoa e de suas dificuldades.
Será obrigatório esse desejo permanente pela vida? Uma pessoa não teria o direito e suas próprias razões para desencantar-se com a vida?
Temos muita dificuldade em compreender isso, muita mesmo.
O não-desejo me chega já invertido, uma voz que custa a ser interrompida.
Este é um dos mais difíceis conflitos que ouço, e já falei sobre isso antes: o desejo do isolamento, fruto de precaríssimas relações, da própria pessoa e de suas dificuldades.
Será obrigatório esse desejo permanente pela vida? Uma pessoa não teria o direito e suas próprias razões para desencantar-se com a vida?
Temos muita dificuldade em compreender isso, muita mesmo.
O não-desejo me chega já invertido, uma voz que custa a ser interrompida.
Formigas
Hoje eu mastiguei uma formiga. O mais esquisito não foi isso, foi ter sentido o gosto da formiga e tê-lo prontamente reconhecido. Eu conheço o sabor de uma formiga; ao menos o tipo de formiga que existe aqui na minha casa, aquelas pretas e magrinhas, sem cabeça vermelha e que não mordem.
Tenho o hábito de beber café. Adoro um café. De todos os tipos: expresso forte e encorpado é o meu preferido, mas também aprecio muito os suaves, mas por favor, sempre encorpados e cheios de personalidade. Adoro ainda os simples e caseiros, tipo Pilão, Mellita...feitos na hora, é claro. De forma que eu guardo o meu açúcar (orgânico), na geladeira e adoço o meu café com açúcar sempre, pois não suporto adoçante no café ( e em quase nada).
Pois acontece que na minha casa tem formiga (e é por isso que eu guardo café na geladeira), e as formigas mortas são eventualmente ingeridas por mim. Elas são pretinhas e se misturam ao café preto também. Foram tantas as vezes que eu comi uma formiguinha ou outra que já conheço intimamente o gosto delas. São bem azedinhas. Não sei se vivas teriam um gosto diferente, mas penso que não.
Achei importante relatar essa experiência culinária tão descontextualizada de nossa cozinha contemporânea.
Tenho o hábito de beber café. Adoro um café. De todos os tipos: expresso forte e encorpado é o meu preferido, mas também aprecio muito os suaves, mas por favor, sempre encorpados e cheios de personalidade. Adoro ainda os simples e caseiros, tipo Pilão, Mellita...feitos na hora, é claro. De forma que eu guardo o meu açúcar (orgânico), na geladeira e adoço o meu café com açúcar sempre, pois não suporto adoçante no café ( e em quase nada).
Pois acontece que na minha casa tem formiga (e é por isso que eu guardo café na geladeira), e as formigas mortas são eventualmente ingeridas por mim. Elas são pretinhas e se misturam ao café preto também. Foram tantas as vezes que eu comi uma formiguinha ou outra que já conheço intimamente o gosto delas. São bem azedinhas. Não sei se vivas teriam um gosto diferente, mas penso que não.
Achei importante relatar essa experiência culinária tão descontextualizada de nossa cozinha contemporânea.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Novelas
Ontem assisti um capítulo inteiro da novela das 8 pela primeira vez. Gostei até a última cena, o suficiente para que eu não assistisse hoje, e muito pelo contrário, não quisesse ver. A novela discorreu bem, com temas como separação, paixão, desencontros, escolhas. Até aí era, digamos, assistível. Chamo a atenção de uma cena entre Reneé de Vilmond e Tony Ramos, em que ela pede por uma separação consensual e ele dizia não abrir mão do que era dele, de forma que ela conclui: " Então teremos que enfrentar o horror de uma separação litigiosa". Bem feita a cena, muito boa. A personagem da atriz esncontra-se apaixonada por um homem mais jovem, paixão que ocorre após ela descobrir as traições do marido. Até aí ainda tudo bem. Mas eis que na cena final...Vera Holtz, a melhor amiga de Renée na novela, faz uma daquelas vilanias próprias de novelas e que para mim são totalmente insuportáveis, contando ao terrível vilão vivido por Wagner Moura que a amiga, então ainda esposa do ricaço da trama está de caso com o tal rapaz, isso após o vilão-mor ter finalmente sido retirado de seu cargo na empresa, com ajuda da personagem de Renée. E a cena acaba com a revelação. E a novela acabou para mim.
O comentário que tenho a fazer ainda não sei. Ainda não me veio à mente como expressar o meu desprezo por essa e todas as outras novelas com "tramas" praticamente iguais. Acho que a eterna lógica de vilões malvados e moços e moças de extrema bondade e correção me irritam, ou melhor, não me interessam. Em primeiro lugar por não existir quem seja totalmente bom. Entre os dois, o totalmente mau é o mais próximo à realidade.
Além de tudo as estórias são fraquíssimas, e eu não gosto da artificialidade dos cenários, da atuação dos atores mais novos, do apelo ao corpo, das tramas risíveis de tão ridículas. E ainda os atores são os mesmos, mudam a cada novela. Novela sim, novela não. Isso também é ridículo. Eles fazem rodízio.
Para finalizar, eu gostaria de entender o por quê de haver tamanha audiência essas novelas. Será que as pessoas não têm muito o quê encontrar de interessante em suas vidas? Falta de opção de lazer? Ou propositalmente "desligam o cérebro" e descansam de um dia inteiro de trabalho assistindo algo com absoluto descompromisso com qualquer senso de realidade?
Qualquer uma dessas respostas podem corresponder... responder...
Mas só sei que quero manter a minha ignorância nessa matéria.
O comentário que tenho a fazer ainda não sei. Ainda não me veio à mente como expressar o meu desprezo por essa e todas as outras novelas com "tramas" praticamente iguais. Acho que a eterna lógica de vilões malvados e moços e moças de extrema bondade e correção me irritam, ou melhor, não me interessam. Em primeiro lugar por não existir quem seja totalmente bom. Entre os dois, o totalmente mau é o mais próximo à realidade.
Além de tudo as estórias são fraquíssimas, e eu não gosto da artificialidade dos cenários, da atuação dos atores mais novos, do apelo ao corpo, das tramas risíveis de tão ridículas. E ainda os atores são os mesmos, mudam a cada novela. Novela sim, novela não. Isso também é ridículo. Eles fazem rodízio.
Para finalizar, eu gostaria de entender o por quê de haver tamanha audiência essas novelas. Será que as pessoas não têm muito o quê encontrar de interessante em suas vidas? Falta de opção de lazer? Ou propositalmente "desligam o cérebro" e descansam de um dia inteiro de trabalho assistindo algo com absoluto descompromisso com qualquer senso de realidade?
Qualquer uma dessas respostas podem corresponder... responder...
Mas só sei que quero manter a minha ignorância nessa matéria.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Hipocrisias
Ainda há pouco comecei a ler uma matéria em uma revista feminina sobre a atriz Camila Pitanga. Começava dizendo, logo na primeira frase, que a boa moça permanecia intacta. Dito isso podemos colocar, apesar de a atriz estar desempenhando ( segundo ouço, pois não assisto a novela), muito bem o papel de uma puta.
Ainda não nasceu ator ou atriz sob a face dessa terra capaz de fazer algo muito bem que ele próprio não tivesse um pouco dentro de si. Poderíamos então contrapor: "mas um ator desempenhar um papel de assassino não significa que matou alguém". Sim, é claro; e aliás, eu não estou insinuando que a Camila seja uma puta, e a mesma também não necessita se defender a esse respeito, porque simplesmente não é prostituta.
Mas nesses tempos do pliticamente correto ninguém pode ser muito errado, fazer comentários maldosos sob a pena da má interpretação e de seu julgamento repleto de adjetivos tais como: preconceituoso, defensor das drogas, racista, arruaceiro. Um tempo engraçado o de hoje...
Um verdadeiro moralismo nas palavras e uma completa imoralidade e amoralidade nas ações, inclusive políticas e desempenhadas pelo Estado... O tempo do politicamente correto é a compensação da perda maior de nossas condições de civilidade, tempo esse em que temos que conviver com os crimes mais violentos, a corrupção mais deslavada, o tráfico de drogas debaixo do nosso nariz, o aparelho judiciário ridicularizado e desmoralizado...
Não, mas ninguém cheira, ninguém fuma, ninguém xinga, ninguém rouba, ninguém sacaneia ninguém, todomundo usa camisinha, ninguém aborta. A sociedade é contra o aborto, contra a liberação das drogas, a favor da pena de morte, do porte de armas, das liberdades individuais.
Está explicada a confusão. Eu digo que não faço e acredito no que não digo. Eu não digo o que eu penso e acredito em idéias generalizadas que não me enquadrem em nada, que não me comprometam.
Tempo de superficialidade e de culto à superficialidade.
Tempo de tentativas de garantias modernas de um padrão de comportamento entre o limite da idiotia e da imoralidade.
Tempo de muita hipocrisia.
Ainda não nasceu ator ou atriz sob a face dessa terra capaz de fazer algo muito bem que ele próprio não tivesse um pouco dentro de si. Poderíamos então contrapor: "mas um ator desempenhar um papel de assassino não significa que matou alguém". Sim, é claro; e aliás, eu não estou insinuando que a Camila seja uma puta, e a mesma também não necessita se defender a esse respeito, porque simplesmente não é prostituta.
Mas nesses tempos do pliticamente correto ninguém pode ser muito errado, fazer comentários maldosos sob a pena da má interpretação e de seu julgamento repleto de adjetivos tais como: preconceituoso, defensor das drogas, racista, arruaceiro. Um tempo engraçado o de hoje...
Um verdadeiro moralismo nas palavras e uma completa imoralidade e amoralidade nas ações, inclusive políticas e desempenhadas pelo Estado... O tempo do politicamente correto é a compensação da perda maior de nossas condições de civilidade, tempo esse em que temos que conviver com os crimes mais violentos, a corrupção mais deslavada, o tráfico de drogas debaixo do nosso nariz, o aparelho judiciário ridicularizado e desmoralizado...
Não, mas ninguém cheira, ninguém fuma, ninguém xinga, ninguém rouba, ninguém sacaneia ninguém, todomundo usa camisinha, ninguém aborta. A sociedade é contra o aborto, contra a liberação das drogas, a favor da pena de morte, do porte de armas, das liberdades individuais.
Está explicada a confusão. Eu digo que não faço e acredito no que não digo. Eu não digo o que eu penso e acredito em idéias generalizadas que não me enquadrem em nada, que não me comprometam.
Tempo de superficialidade e de culto à superficialidade.
Tempo de tentativas de garantias modernas de um padrão de comportamento entre o limite da idiotia e da imoralidade.
Tempo de muita hipocrisia.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
O abominável Flamengo mais uma vez
Tudo bem, o abominável Flamengo sagrou-se campeão do estadual para meu terror noturno, para meu horror a essa legião de seres rubro-negros.
Parece que eu vi a história da final da copa de 2006 se repetindo: o artilheiro do jogo expulso no minuto final. Pronto: time favorito desestabilizado, perderia nos pênalts. E foi.
Para o pior time, os pênaltis são melhores, não têm a perder o favoritismo, a responsabilidade de uma campanha tecnicamente melhor que os outros times. Se ganham, ótimo. E o Flamengo não é um time de perder chances e isso é o que chamam de raça. Arg dizer isso. Eu odeio o flamengo, mas sou justa, é um time ousado e sempre foi, por isso possui o maior número de títulos. O futebol funciona assim, e talvez aí esteja um pouco de sua graça. Nem sempre o melhor vence. E o Botafogo era o melhor.
Mas o intragável venceu.
Um horror.
Parece que eu vi a história da final da copa de 2006 se repetindo: o artilheiro do jogo expulso no minuto final. Pronto: time favorito desestabilizado, perderia nos pênalts. E foi.
Para o pior time, os pênaltis são melhores, não têm a perder o favoritismo, a responsabilidade de uma campanha tecnicamente melhor que os outros times. Se ganham, ótimo. E o Flamengo não é um time de perder chances e isso é o que chamam de raça. Arg dizer isso. Eu odeio o flamengo, mas sou justa, é um time ousado e sempre foi, por isso possui o maior número de títulos. O futebol funciona assim, e talvez aí esteja um pouco de sua graça. Nem sempre o melhor vence. E o Botafogo era o melhor.
Mas o intragável venceu.
Um horror.
Vipus no Maraca
Ontem durante aquele espetáculo horroroso onde o abominável Flamengo saiu, injustamente, campeão do Campeonato Estadual, pude observar, também com grande espanto, a nova modalidade televisiva global: os atores torcendo para seus times em um curralzinho vip! Agora até isso será explorado daqui pra frente, os globais torcendo para seus times! Sinceramente, qualquer um em sã consciência torcedora irá desprezar esse novo mecanismo de tietagem, estrelismo ou melhor, babaquice global. Pela cara que pude observar em alguns "atores" e "personalidades" eles gostam mesmo é de aparecer, de futebol muito pouco.
Ou talvez, alguns deviam estar constrangidos com essa nova modalidade de invasão de privacidade.
Ser famoso tem seus preços: já imaginou nunca mais, enquanto a fama durar, poder tirar uma melequinha sem sobressaltos desnecessários? Senão, lá vem a foto...
Viva o anonimato!
Ou talvez, alguns deviam estar constrangidos com essa nova modalidade de invasão de privacidade.
Ser famoso tem seus preços: já imaginou nunca mais, enquanto a fama durar, poder tirar uma melequinha sem sobressaltos desnecessários? Senão, lá vem a foto...
Viva o anonimato!
quinta-feira, 3 de maio de 2007
Camila
Camila passeava naquela universidade com uma saudade que nunca teve. Como era bom ver gente jovem, simples, intelectual. Sair um pouco daquele meio tão esnobe onde vivia e deparar-se com gente de verdade, sem roupa de moda, sem esmalte.
Foi em direção à sua sala de aula onde encontrou seus novos companheiros, pessoas diferentes dela, alguns interesses em comum.
Discussões sociais, antropológicas, culturais.
Uma pergunta veio: " Você está se referindo à filosofia do sujeito ou à intersubjetividade?". Camila respondeu: " Pode traduzir?"
Ignorante essa Camila... Porém mais feliz agora.
A ignorância também é boa.
Foi em direção à sua sala de aula onde encontrou seus novos companheiros, pessoas diferentes dela, alguns interesses em comum.
Discussões sociais, antropológicas, culturais.
Uma pergunta veio: " Você está se referindo à filosofia do sujeito ou à intersubjetividade?". Camila respondeu: " Pode traduzir?"
Ignorante essa Camila... Porém mais feliz agora.
A ignorância também é boa.
Loucuras em família- o não-desejo
O título chega a ser redundante, já que 99% das loucuras são provenientes da família. Pois bem.
Tenho tido a oportunidade de encontrar gente muito louca pelo mundo afora. A todo momento me deparo com algum ser humano de natureza conflituosa o suficiente para que venha a ser compreendido no nosso mundinho tal qual ele é, como um doido.
Gente nova, nem tanto, velha, branco, preto, louro, magro, gordo, feio, bonito, rico, pobre, intermediário. Todomundo considerado no mínimo maluquinho, estranho, indefinido, doidão.
Dias desses eu conversava com uma dessas pessoas dotada de uma inteligência e sensibilidades que a tornaram capaz de compreender a própria miséria afetiva em que vivia , refiro-me à miséria afetiva, à interlocução dificultosa e prejudicada de uns com os outros dentro de casa. Essa pessoa possui uma lucidez fantástica, mas que infelizmente não a favoreceu muito a fim de que mantivesse sua integridade psíquica, que defino como a capacidade de permanecer desejando conhecer o outro, interessando-se pelo outro. Essa pessoa não possui esse interesse. Podemos chamar de embotamento afetivo em algum grau.
Medos, neuroses, obsessões, desejos quase impossíveis, tudo isso é passível de tratamento, a ausência do desejo não tem tratamento.
Uma vida de grande privação afetiva produz pessoas assim. É preciso defender-se do amor , quando apenas se conheceu formas deformadas e sofridas de amor.
Dessa forma precisa-se não precisar do outro.
Tenho tido a oportunidade de encontrar gente muito louca pelo mundo afora. A todo momento me deparo com algum ser humano de natureza conflituosa o suficiente para que venha a ser compreendido no nosso mundinho tal qual ele é, como um doido.
Gente nova, nem tanto, velha, branco, preto, louro, magro, gordo, feio, bonito, rico, pobre, intermediário. Todomundo considerado no mínimo maluquinho, estranho, indefinido, doidão.
Dias desses eu conversava com uma dessas pessoas dotada de uma inteligência e sensibilidades que a tornaram capaz de compreender a própria miséria afetiva em que vivia , refiro-me à miséria afetiva, à interlocução dificultosa e prejudicada de uns com os outros dentro de casa. Essa pessoa possui uma lucidez fantástica, mas que infelizmente não a favoreceu muito a fim de que mantivesse sua integridade psíquica, que defino como a capacidade de permanecer desejando conhecer o outro, interessando-se pelo outro. Essa pessoa não possui esse interesse. Podemos chamar de embotamento afetivo em algum grau.
Medos, neuroses, obsessões, desejos quase impossíveis, tudo isso é passível de tratamento, a ausência do desejo não tem tratamento.
Uma vida de grande privação afetiva produz pessoas assim. É preciso defender-se do amor , quando apenas se conheceu formas deformadas e sofridas de amor.
Dessa forma precisa-se não precisar do outro.
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