quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Paçoquinha

É maravilhoso encontrar uma paçoquinha escondida, ou melhor, previdentemente guardada para o momento da fome e do desejo.
Paçocas me dão alegria.
Adoro ser pega de surpresa pela minha previdência. É como se eu ganhasse um presente de mim mesma. E ganhei.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Testando

É preciso deixar a mente fluir e a alegria, além da tristeza, para que a escrita flua e os problemas resolvidos não se resolvam e quem sabe sejam totalmente incorporados às nossas próprias sobriedade sem qualquer necessidade de uma expropriação cultural qualquer.
Por enquanto está funcionando  e o bug parece ter dado um tempo daqui desse teclado que realmente estava me deixando bem nervosa.
Hoje o dia foi de desajustes e graças a eles eu pude goolgar e dar uma espiada para tentar resolver esse sério problema chamado bug de teclado. Parece que está funcionando.
Há muito pouco tempo eu comprei pela primeira vez na internet. Há muito pouco tempo eu passei a goolgar.
Então agora me vou.

A palavra

Palavras, a melhor invenção humana. Depois dela veio tudo, e só através dela o potencial carater humanizador de nossa espécie evolui.
Entre elas existe a mais bela entre as mais belas, com a característica de ser também a mais linda de ser ouvida: mamãe.
Mamãe e é ouro e eterna porque me ensinou a amar.
Como eu aprendi de verdade, todas as coisas bonitas me fazem sorrir, me deixam feliz, me causam poesia. As feias me fazem fazer pergutas, e me ensinam.


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Das faltas

Das coisas que eu queria ter feito e não fiz...
Queria te morado em Nova Iorque...mas também poderia ter sido Paris ou Londres, de preferência dois dos três. Mas apenas um e já estaria ótimo.
Queria ter aprendido a tocar um instrumento musical, de preferência piano, mas um violão também já estaria bom.
Queria ter praticado algum esporte, de preferência handball. Talvez um bodyboard ou uma natação também. Ah, eu pratiquei esportes, e entre esses ai, só não fiz bodyboarding.
Dentre as coisas que eu fiz, eu não teria feito se pudesse ter escolhido: ir aos cultos da igreja universal aos oito anos. Era tanto diabo, tanto demônio, tanto exorcismo...que eu vivia apavorada, entonando cânticos da igreja pelo corredor até o quarto andar para espantar o demônio que estivesse ali. Era realmente uma coisa horrorosa.
A igreja católica também foi horrível, e se eu pudesse ter escolhido, não teria feito primeira comunhão para virar uma beatinha aos treze anos, cheia de preconceitos contra os amigos gays do meu irmão e aquela espontaneidade viada e não-viada daquele povo. Achava os palavrões um horror, lia a bíblia para crianças e brincava de rezar a missa. Realmente havia muito palavrão. Minha resposta ao não-diálogo e boas orientações dentro de casa, era o abrigo na crença religiosa, aonde os certos e os errados estavam claros.
Entre as coisas que eu gostaria de jamais ter ouvido foi que eu deveria pedir perdão a Deus s quando pensasse em algo "errado". Tirei essa dúvida aos cinco anos com a minha mãe. Ela nunca me perguntou quais seriam esses pensamentos e também nunca me ofereceu o caminho de pensar sobre o asssunto. O caminho seria pedir perdão, ou seja, me culpar pelos meus pensamentos. Aos cinco anos de idade. Então desenvolvi o seguinte mantra antes de dormir:" Senhor: me perdoe pelos pecados que cometi ontem, hoje, e pelos pecados que cometerei amanhã." Assim eu dormia absolvida e ao mesmo tempo culpada, até talvez os dezesseis anos. Foi aos dezesseis anos, ou melhor, aos dezesste, que me dirigi ao padre responsável por minha primeira comunhão para falar sobre os meus pecados. Fui lá para ouvir o que ele tinha a dizer: e não sem surpresa ou vi que eu queimaria no inferno por não me arrepender dos meus pecados. Sim, ao final da confissão, quando o padre que me viu crescer, ao ouvir que eu não me arrependia por ter feito e por fazer amor com a pessoa que eu amava, meu primeiro namorado, me sentenciou ao inferno. Fui sentenciada ao inferno pelo padre que me deu a primeira comunhão porque eu amava sem o consentimento oficial da igreja católica. Inclusive, para ilustrar mais a experiência, ele fez questão de me dizer que um homem que tivesse cometido mais de cem assassinatos, mas que se arrependesse, seria absolvido e iria para o céu. Já eu...ou seja, o erro não é matar mais de cem pessoas ou fazer amor sem o consentimento oficial católico, mas sim, a desobediência.
Então, se eu pudesse escolher, não teria entrado jamais em uma igreja.
Tenho dois filhos: um de treze e outro de seis. Nunca foram à igreja. Sequer foram batizados. Eu não me casei na igreja. Igreja: quando eu pude decidir, você nunca mais entrou e fez estragos e caquinha na minha vida.
Aliás, as palavras do padre me fizeram rir. Ele tentou me destroçar psicologicamente com sua lógica de culpa e castigo. Só vi delírio. Me achei super normal. Continuei a ser feliz com o meu namorado, e se não fossem uns emails infelizes trocados há quatorze anos atrás entre nós, ele ainda teria em minha vida um lugar de muito carinho. Mas virou um cocozinho ao lado do padre, mais cheiroso que o padreco, mas ainda um cocô. E o padre...quem diria...foi descoberto tendo relacionamento com sua ssistente da igreja, a Alice. É sempre bom acompanhar a história final dos moralistas.
Eu gostaria também de ter feito mais bobagens ainda na vida. De ter me perdido mais até. Mas meu pé bem fincado no chão não se fez refem das faltas e pragmaticamente buscou algum equilíbrio para lidar com uma infância faltosa, uma igreja de culpas, e a precariedade de meu mundo à minha volta. Sendo assim, eu soube dar a meia volta quando necessário e não me afundar em quaisquer caminhos já sem volta, realizando minha mistura de sanidade, rebeldias e conjunturas.
Virei psiquiatra pra aliviar.

terça-feira, 25 de julho de 2017

As I was today, as I will tomorrow

My day a simple and single day spending my time once more alone into my office hearing my patients and their histories like it wouldn t have an end.
My first meeting was a nice and good caracter woman, and I must ask a license because it should seen like i do pre-judjements about my patients. Will be this true? We certainly avoid to do this, but we can not deny that there are some people whose we have a special connection and people who we do not. In times of this slavery manner of living as those days which we live, we d rather have a particular care about telling stories and saying things. The time is that where we know we have been judged not for what we try to say and mean, but what was supposed to be a non-correct opinion about anything. And this is a new kind of prision. The iluminism hasn t been thouthg  to make us free in the manner of thinking and as a consequence a more democratic society would have been put in the place of a conservative and hipocrit society? weel, this storie hasn t finished yet, but the acumulation of information and knowlwdge make us a dramatic and unable people so afraid of life and reality.
So, this paragraph was due to justifie my intentions in the beginning of my writing, and this is simply absurd since I had to explain why i am not a bad person despite the fact i am saying that someone who i know is a good caracter.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Juventudes

Estou horrível hoje.
Até parece que alguém consegue ser só poesia.
Ainda agora no elevador adentraram seres decrépitos e importunadores. Que mal havia neles além de entrarem no meu elevador? Nenhum, absolutamente. Mas daí que justamente suas características humanas mais fragilizadoras vieram à minha mente de um jeito impossível de publicar em uma mídia social além de um blog que ninguém lê. Velhos lentificados pela velhice e seus remédios que prolongam a velhice, atenuam algum sofrimento e mortificam a existência. A deles e as nossas.
Nessas horas um simples mulher bonitinha é resumida em uma "baixinha coitada", um idoso com sua esposa em " casal de velhos incômodos porque são lentos"; uma mulher comum em uma "bunduda de cabelo alisado", um rapaz delicado em " com esse jeans só pode ser gay", e por ai vai.
Nós seres humanos cheios de poesia dentro somos também cheinhos de podridão.
Não gostamos de quem está no elevador conosco pelo simples fato de não gostarmos de aproximação demasiada com estranhos.
Espero poder ficar bem velhinha e lentificada com meu velhinho um dia.
Nesse dia farei a poesia do elevador no fim da vida após uma consulta médica cotidiana e do olhar indiferente que me foi lançado por uma jovem dos seus quarenta anos.

Bobeira

Em meio a essa dor rara
Três pontos secaram essa coisa cara.
O primeiro chorou o que tinha que chorar.
 O segundo alucinou para estancar a ferida.
E o terceiro me chegou para curar dessa dor e caprichar num sonho qualquer.
Sem o primeiro ponto não teria como haver diagnóstico.
Sem o segundo não teria sido suportável.
E sem o terceiro nada teria sido superável.
Para sarar uma dor é necessário reconhecê-la.
Para reconhecê-la não se pode estancá-la. E para que não se esmague uma dor, é preciso não se acostumar com ela.
Dor é uma coisa boba.
Quando ela passa parece que nunca existiu.
Mas até lá...

Maturidade

Nessa paisagem de agora
O futuro não demora
O passado foi-se embora
E o presente entende o tempo.
Sigo junto à menina e dou as mãos à ela
E sim, perdoe-me a pobre rima,
Mas nos tempos de outrora não foi sem senão nem labuta
Que em grande parte nessa hora eu mesma construa a glória.
De cada qual em seu tempo
De cada flor uma memória
Ventos passando lá fora
Trazem a mim a menina de agora.
Dou não apenas as mãos, mas em mim vão os carinhos vindo de um tal sopro de vida que o muito própria de ser também desabrocha nesse agora.
Dessa coisa humanizante que chamo maturidade
Nasce a mulher e retorna a criança
Entre muita lágrima, saudade e o hoje
Cresce a alegria e renascem olhares que aquecem meu mundo.
Serei sempre jovem e sempre criança, isso eu garanto.
Não há nada como crescer junto a olhos seguros de esperanças.

Dias de amor

Em dias de amor
Meus silêncios se agitam
Alguns em sussurros, outros em pequenos gritinhos de prazer, e outros em suspiros mesclados a olhares amaciados por auroras imaginárias, perfumes arrasadores e painéis da vida repletos de um ineditismo bem antigo!
Minhas inquietudes brotam em compreensão,
As folhas dos morros do Rio viram árvores de quintais,
Minha  maturidade assume jovialidade e a despeito do estado de desfiguração de quase tudo,
Eu volto a ser jovem.
O amor é isso.
Quando machucado o peito, o coração constrange aquilo que na alma tangida entre a ação, a dúvida, as dores e paixões, procura se dar no ponto da palavra operante, e ofegante no ponto final.
Eu silencio aquilo que não aposso ainda para almejar o brilho dos dias cheios de calor.
Para que um dia meu peito arfe apenas em sentidos, somente no fio afiado do sentido desdito, beijado, suado, lambido, sugado.
Pois que tudo vira desejo quando o abismo da dor é superado.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Festa na medicina fluminense

Hoje foi decretada a prisão de Sergio Cortes.
Viva!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Nobel de literatura 2016

Bob Dilan ganhou o Nobel de literatura apenas porque Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marcelo Camelo, Cartola, Lupicinio, e outros compositores e compositoras brasileiros nào compõem em inglês. Se o mundo falasse português, não teria pra ninguém além do Brasil, me desculpem...
O pouco que ouvi das letras de Dylan são muito legais, mas peraí, já ouviram um desses ai de cima? Sem querer ser arrogante, peloamordedeus...!, ninguém se compara aos nossos.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Maternagem

Aquela musica e aquele menino me contaram que o melhor da maternidade foi o olhar que ganhei.
Além dos filhos, as pessoas que eu olho, olho, olho, vejo, e às vezes não vejo, porque sou humana; além deles eu ganhei uma mãe dentro de mim que olha com um carinho materno de verdade para todos os menininhos do mundo quase, quando em situação que em mim diz de qualquer desamparo.
Então eu descobri que ser mãe foi muito malis que um projeto pessoal.
Ser mãe habilitou meu olhar para esse mundo de meninos e meninas desamparadas, de gente que ama, como eu, e de gente sem amor também.
Acho que ser mãe de verdade é isso: é querer dar fim ao desamparo do outro que seja um menino ou menina para você.
E então eu compreendo a verdade mais libertadora possível: para ser mãe não é necessário ter um filho. Apenas prescinde de amor e de desejo em estar com o outro e amparar uma lágrima ou dar um colo a alguém que precise.
Há muitas mães que não serão mães nunca.
Há muitas mães que nunca foram mães.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Feridas abertas

A Cedae foi privatizada.
A Uerj está sendo finalizada.
Lula e Dilma denunciados.
Temer presidente.
Alexandre Moraes ministro do supremo.
Nenhum tucano preso.
Nenhuma ressonância quanto às demandas da população.
As coisas estão muito perversas.
O sofrimento tem sido grande.
Violência explodindo.
Trump nos EUA.
Mundo com medo de terrorismo.
Terrorismo em quase todo o mundo.
Nosso período entreguerras terminou porque em tempo algum uma guerra ideológica foi mais forte.
Resta reunir,os esforços para evitar a guerra total.
Reunir o amor que há em nós e essa lacuna da palavra onde as pessoas são levadas em conta.
A língua da vida prática fala financês, mas as línguas dos afetos sào diferentes, e nessa economia de misérias, os valores naturalmente são negativos.
Menos natureza.
Menos energia.
Menos saúde.
Menos educação.
Menos àgua.
Menos alegria.
Menos harmonia.
Para a reversão dessa soma de infelicidade ampla, geral e irrestrita proponho:
Mais amor.
Mais fantasia.
Mais sensibilidade.
Mais gratidão.
Mais sabedoria.
Mais empatia.
Mais honestidade.
Menos fanatismo.
Menos idolatria.
Menos medo do outro.
Mais correspondência.
Mais dúvidas e menos certezas.
Mais diálogo.
Mais professores.
Menos juízes, polícia e prisòes.
Na vida, os sonhos.
Na prática, a soma .


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Bom dia! Seu direito é nào ter direitos!

Ei, você ai!
Me tira um direito ai!
Me tira um direito ai!
Salvo nobre cavalheiro barrento do STF e garanto aqui minhas congratulações à esta mais alta corte e assim (dis)torço meu nobre lombo plebeu feito para receber a pauleira que vem de lá de cima de uma Brasília cidade no centro ou quase, de um país,  ou quase, chamado Brasil.
Aqui nessa terra o coice é gratuito e o convite ao lugar de sujeito que não deve abrir mão de seus direitos de perder seus direitos.
Pois que eu ouvi:" o cidadào tem o direito de se enquandrar na nova lei trabalhista". É meio que assim: você tem o direito de perder os seus direitos.
Retóricas. Palavras feitas para empobrecer o entendimento e as causas.
Perverso isso.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Alienação reestruturante

Esse título está perfeito e coincide com meus exatos sentimentos.
Plenamente de saco cheio das coisas políticas do meu país, sigo alienada perto do que era e sem paciência para essa mediocridade colada à uma onipotência gigante.
Tudo isso é absurdo, é um resultado de forças tào retrógradas quanto caóticas.
Nessa ciranda da grana e da pobreza, faço a escolha de me retirar para o mundo onde seja possível viver.
Entro no ar condicionado e dele não saio. Leio as manchetes do jornal alguns dias. Leio notícias eletrônicas mas não me aprofundo em nada.
Nào hà tempo suficiente para tanto sofrimento em nome da política apodrecida e desse tsunami de indiferença em relaçào aos mais pobres, ou seja, mais de noventa por cento da nossa população.
Assim, abstraio-me e subtraio-me das circunstâncias perecíveis e indissociáveis desse projeto de naçào chamado Brasil.
Desejo ao pedófilo do Temer com sua esposa-neta um dia de pobre no Rio de Janeiro. Sem ar condicionado pra elissos. ( eles + issos).