Toda escritavprovém de algum tipo de reencontro.
Quando sento em algum lugar ao lado de uma xícara de café e ouço minha cantoria interna plenamente necessitada de imaginação, sinto mais ma vez o quanto preciso escrever.
Lembro- me de mim mesma aos 15 anos, na escola técnica de química , esquecida que estava de entregar uma redação. 1988 foi um ano muito difícil e qualquer obrigação era sentida por mim como um peso a mais para viver. A saída para as obrigações escolares vinham através das urgências e da capacidade de resolver as coisas em meio ao caos interior. Nesse dia, escrevi a redação muito rapidamente, e de mim saiu um texto lindo, e profundamente triste. Onde estavam os educadores que não me viam? Será que eu era invisível? Recebi um dez vindo da total espontaneidade, urgência e da dor. Dor de existir. Simplesmente isso, ou mais, dor de viver uma vida triste. Quinze anos. Sem viagens, sem roupas novas, sem pai. ( que saudade!)
Então ficaram os sonhos. Muitos. Ficou a poesia, o amor pela minha família, e a coragem de viver. Viver é para quem tem coragem. Eu sou uma pessoa bastante corajosa. Sem delongas. Não tenho medo do escuro. Mas me finjo assustada, rque tudo me assusta mesmo. Falo dos pequenos sustos, o bu!, a barata!, o toque inesperado! Socorro! Mas isso é bobo, é nada. Sustos prescindem de algo muito maior para me causar medo.
Mas tenho medo do amor.
Tenho medo da bruxa que me faz amar e que me aprisionou como uma mulher que acreditou em filhos e em um homem para chamar de seu.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Diferenças
Ainda não sei se minha segurança é verdadeira. Seria fruto de algo de fato, construído? Ou eu construi as coisas de modo que elas me sirvam e tornem-se certezas? haveria outra maneira de viver?
Para que eu vivo senão tentar interagir com o mundo onde vivo de forma a desfrutá-lo e que também por isso eu dele me defenda posto que aqui nessa terra a agressão vem de todos os lados, senão de fora, também por dentro?
Ontem especialmente me cansei um pouco mais. Ando particularmente sensível e impaciente à l;ições moralizantes. Quando alguém quiser falar de mim com a voz da moral, lembrarei com estilo e peculiaridade de argumentos , que aqui se encontra alguém que conquistou plena autonomia de ser. Não mudo nada do que tenho porque tenho tudo o que quero. O que não tenho eu busco, ou deixo pra lá se estiver inalcançável. Por exemplo, adoraria ser amiga da Gisele Bundchen, mas sei que não é possível, então às vezes sonho que sou amiga dela. Já parei bastante de sonhar (amadureci um pouco), mas volta e meia o sonho me permite brincar com essas coisas. E sem qualquer modéstia acho que eu faria melhor a ela do que ela a mim...
Tenho uma mania de verdade , e hoje, que conheci a transitoriedade na intimidade, só me valem as coisas que realmente valem. Eu, você, os meus e os nossos. A saúde, a capacidade de dormir bem e de amar e ser amado. O restante será sempre consequencia de ter sido um dia, reconhecido como alguém de valor, dignidade. O valor nunca é o vil metal. Tudo o que mais importa não está a venda.
meu nome não está e nunca estará.
meu amor é de graça. Meus sonhos também.
A graça consiste em rir de si e também de sua história. Minha vida rima com a luz que seduz que reluz que decai , esvai , cai, sossega , procura, imagina, prima, primo, igual.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Ouvindo, amando
Minha mãe foi quem me ensinou poesia
Meu pai me ensinou a ouvir música
A música me ensinou a ouvir
Ouvindo eu comecei a entender
Entendendo passei a perguntar
Desentendendo passei a temer
Temendo resolvi enfrentar
Enfrentando voltei a temer
Ouvi música para voltar a escutar o som que me retornava aos por ques
Os por que que não me amedrontavam
O som que não sufocava
O som da música que libertava
Concretizando a magia de existir no espaço do ouvir.
Pude então voltar a perguntar, pois só o lúdico afasta o medo do pequeno
Escrevi, senti.
Meu pai me ensinou a ouvir música
A música me ensinou a ouvir
Ouvindo eu comecei a entender
Entendendo passei a perguntar
Desentendendo passei a temer
Temendo resolvi enfrentar
Enfrentando voltei a temer
Ouvi música para voltar a escutar o som que me retornava aos por ques
Os por que que não me amedrontavam
O som que não sufocava
O som da música que libertava
Concretizando a magia de existir no espaço do ouvir.
Pude então voltar a perguntar, pois só o lúdico afasta o medo do pequeno
Escrevi, senti.
Manifesto-me
Quero dizer que ainda sou jovem para os que envelheceram
Sou velha para os que ainda não cresceram
Sou afeto e renúncia para salvar-me do ódio da indiferença
Sou a mesma e quase sempre eu mesma
Mas sou tranquila como a água que jorra da nascente de um rio lá de outrora
Sou a mania de acertar o tiro
E a fúria que ainda não esfria
Lentamente a fúria desencontra o vácuo do desamor
E encontra a poesia
Sem poesia perco a razão de viver
Perco o sonho
Não enxergo a nascente
Vejo cegueira por todos os lados.
Dos últimos manifestos só vi poesia
Nos gritos que apelam ao bom senso e a fala da indignação que perdeu a indulgência
E acreditou na esperança
À violência manifesta também vejo poesia
Na dor de todos, democrática, coletiva
Jovens, velhos, polícia, bandidos.
A poesia também é livre e democrática
Como o amor que me trouxe até aqui para falar de mim e de nós.
Sou velha para os que ainda não cresceram
Sou afeto e renúncia para salvar-me do ódio da indiferença
Sou a mesma e quase sempre eu mesma
Mas sou tranquila como a água que jorra da nascente de um rio lá de outrora
Sou a mania de acertar o tiro
E a fúria que ainda não esfria
Lentamente a fúria desencontra o vácuo do desamor
E encontra a poesia
Sem poesia perco a razão de viver
Perco o sonho
Não enxergo a nascente
Vejo cegueira por todos os lados.
Dos últimos manifestos só vi poesia
Nos gritos que apelam ao bom senso e a fala da indignação que perdeu a indulgência
E acreditou na esperança
À violência manifesta também vejo poesia
Na dor de todos, democrática, coletiva
Jovens, velhos, polícia, bandidos.
A poesia também é livre e democrática
Como o amor que me trouxe até aqui para falar de mim e de nós.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Paratodas
À sua imagem e semelhança eles crescem
Ao seu modo de explicar o mundo eles seguem com a vida, que é deles
Não há nem mil modos de explicar a vida
Não há aparência que indique a loteria que leva a alguém o céu, a lua, as estrelas
Para todas há as luas e para algumas o reformatório do desejo
É para lá onde são levadas sem os rouxinóis do desejo
Para todo o sempre cantarão sua dor do parto não vivido
Da parte que lhes foi arrancada antes de nascer.
Fica em mim a memória do que poderia ter sido e não foi
Do resgate que não aconteceu
Do apelo não ouvido por deus
Dos caminhos desconhecidos do amor
e do desamor
Para todas o não mesmo absoluto que não vem para todas
Paratodos a mãe, mesmo morta
Para as mulheres, mas não todas, os filhos
Para alguns filhos e filhas, outra mãe.
Ao seu modo de explicar o mundo eles seguem com a vida, que é deles
Não há nem mil modos de explicar a vida
Não há aparência que indique a loteria que leva a alguém o céu, a lua, as estrelas
Para todas há as luas e para algumas o reformatório do desejo
É para lá onde são levadas sem os rouxinóis do desejo
Para todo o sempre cantarão sua dor do parto não vivido
Da parte que lhes foi arrancada antes de nascer.
Fica em mim a memória do que poderia ter sido e não foi
Do resgate que não aconteceu
Do apelo não ouvido por deus
Dos caminhos desconhecidos do amor
e do desamor
Para todas o não mesmo absoluto que não vem para todas
Paratodos a mãe, mesmo morta
Para as mulheres, mas não todas, os filhos
Para alguns filhos e filhas, outra mãe.
domingo, 28 de abril de 2013
O domingo
Domingo, domingo, domingo
Acordas na hora de viver
Refletes meus olhos em suas janelas abertas num domingo de café
E canela
Na abertura cotidiana que atravessa a alegria de acontecer
Crianças dormem e acordam
Porque também querem viver
Eu me levanto sem cobertura
Porque preciso e não posso sequer perder
O som dos pássaros da pedra que encosta na vida daqui
O solar do agora
Domingo, domingo , domingo
Renova meu esperar
Talvez 2000 domingos
Domingo, domingo, domingo
Acordas na hora de viver
Refletes meus olhos em suas janelas abertas num domingo de café
E canela
Na abertura cotidiana que atravessa a alegria de acontecer
Crianças dormem e acordam
Porque também querem viver
Eu me levanto sem cobertura
Porque preciso e não posso sequer perder
O som dos pássaros da pedra que encosta na vida daqui
O solar do agora
Domingo, domingo , domingo
Renova meu esperar
Talvez 2000 domingos
terça-feira, 19 de março de 2013
A inacreditável infelicidade
Será possível?
Desde que o mundo existe e os primeiros seres humanos passaram a habitar a terra, sentimentos variados também passaram a habitar as pessoas.
Percebo o sentimento de inveja como o mais primordial deles. A inveja elimina o desejo de se estar com o outro, pois que alimenta o invejoso do sentimento de eliminação do outro. Se não for possível eliminá-lo no plano concreto , que seja eliminado no simbólico.
Mulheres invejam mulheres. Homens invejam homens.
Como lidar com o objeto da inveja? Enfraquecendo-o, colocando-o em uma posição de desimportância. Caso dê certo, é só seguir em frente. Deixe de responder, de recomhecer. Faz efeito.
Eu tenho me "livrado" de pessoas negativas, irregulares, invejosas. Não tenho mais interesse em entendê-las. Aliás, já entendi!
A vida segue muito melhor assim, seu curso natural.
Desde que o mundo existe e os primeiros seres humanos passaram a habitar a terra, sentimentos variados também passaram a habitar as pessoas.
Percebo o sentimento de inveja como o mais primordial deles. A inveja elimina o desejo de se estar com o outro, pois que alimenta o invejoso do sentimento de eliminação do outro. Se não for possível eliminá-lo no plano concreto , que seja eliminado no simbólico.
Mulheres invejam mulheres. Homens invejam homens.
Como lidar com o objeto da inveja? Enfraquecendo-o, colocando-o em uma posição de desimportância. Caso dê certo, é só seguir em frente. Deixe de responder, de recomhecer. Faz efeito.
Eu tenho me "livrado" de pessoas negativas, irregulares, invejosas. Não tenho mais interesse em entendê-las. Aliás, já entendi!
A vida segue muito melhor assim, seu curso natural.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Como se organizar para viver?
Como fazer todas as coisas que me são importantes? Isso inclui estudar, trabalhar, cuidar dos filhos, estar com a família, marido, amigos; ler livros e ler outros livros, escrever no blog, escrever meu livro, escrever meus livros. Eu não gostaria que a vida passasse sem que eu não tivesse escrito ao menos uns 3 livros.
Eles falariam sobre minhas impressões do mundo (que ninguém quer saber), sobre a cultura de disfarces que vivemos, sobre a maternidade ( e assim, sobre o mito da maternidade). Também gostaria de falar sobre a psiquiatria, sem sensacionalismo ou simplismo, mas que ao mesmo tempo facilitasse a vida de quem quisesse saber um pouco mais sobre a loucura que é ser um psicótico, e com isso, sobre a loucura que é viver se sentindo normal e sofrendo loucamente por isso.
Gostaria de dizer às pessoas que viver é muito difícil mesmo, e que até para levantar e escovar os dentes precisamos de alguma motivação.
Eu gostaria de ter horas e horas para passar escrevendo. Minha escrita e meus livros seriam o resultado do desejo de estar no mundo dessa maneira, mas escrever também é para mim, e isso fica cada vez mais claro, uma necessidade.
Eu gostaria que meus filhos me conhecessem mais, e acho que os filhos merecem ler o que suas mães pensam além daquilo que transmitimos nesse relação de profunda intimidade e amor, mas que também é ambivalente. Os filhos precisam saber que suas mães tem outras necessidades além de serem mães, aliás, muito mais. Mas o mito persiste. Por isso nós mulheres somos ainda tão temidas e criticadas. Mas essa é certamente, parte de outra história.
Eu gostaria que o mundo fosse melhor.
Tentarei empreender minha rotina de viver saudável, responsável e criativo.
Tentarei escrever umas palavras por dia.
Tentarei ser eu mais do que nunca.
Pode ser que dê certo. Ou pode ocorrer desse ser mais um texto que esperará uns meses para que outro apareça.
Como fazer todas as coisas que me são importantes? Isso inclui estudar, trabalhar, cuidar dos filhos, estar com a família, marido, amigos; ler livros e ler outros livros, escrever no blog, escrever meu livro, escrever meus livros. Eu não gostaria que a vida passasse sem que eu não tivesse escrito ao menos uns 3 livros.
Eles falariam sobre minhas impressões do mundo (que ninguém quer saber), sobre a cultura de disfarces que vivemos, sobre a maternidade ( e assim, sobre o mito da maternidade). Também gostaria de falar sobre a psiquiatria, sem sensacionalismo ou simplismo, mas que ao mesmo tempo facilitasse a vida de quem quisesse saber um pouco mais sobre a loucura que é ser um psicótico, e com isso, sobre a loucura que é viver se sentindo normal e sofrendo loucamente por isso.
Gostaria de dizer às pessoas que viver é muito difícil mesmo, e que até para levantar e escovar os dentes precisamos de alguma motivação.
Eu gostaria de ter horas e horas para passar escrevendo. Minha escrita e meus livros seriam o resultado do desejo de estar no mundo dessa maneira, mas escrever também é para mim, e isso fica cada vez mais claro, uma necessidade.
Eu gostaria que meus filhos me conhecessem mais, e acho que os filhos merecem ler o que suas mães pensam além daquilo que transmitimos nesse relação de profunda intimidade e amor, mas que também é ambivalente. Os filhos precisam saber que suas mães tem outras necessidades além de serem mães, aliás, muito mais. Mas o mito persiste. Por isso nós mulheres somos ainda tão temidas e criticadas. Mas essa é certamente, parte de outra história.
Eu gostaria que o mundo fosse melhor.
Tentarei empreender minha rotina de viver saudável, responsável e criativo.
Tentarei escrever umas palavras por dia.
Tentarei ser eu mais do que nunca.
Pode ser que dê certo. Ou pode ocorrer desse ser mais um texto que esperará uns meses para que outro apareça.
Não é a primeira do ano
Tenho a impressão de que escrevi aqui no último dia 14 de janeiro mas o texto não foi salvo.
São essas mudanças de site que muitas vezes só atrapalham as coisas.
Sou conservadora e não gosto dessas mudanças digamos, inúteis.
São essas mudanças de site que muitas vezes só atrapalham as coisas.
Sou conservadora e não gosto dessas mudanças digamos, inúteis.
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