Quando meu avô chegava em casa
Lá pelas 3 da tarde,
Eu já ficava ouriçada.
Eram 3 balas em cada mão
3 pra mim e 3 para o meu irmão
Era muito gosto doce e também muita felicidade
No meu coração!
A saudade das tardes não tem lugar
Era tanta alegria que não há lugar algum para outra coisa
senão uma agradável lembrança. Não existe aqui a saudade.
Talvez a palavra saudade, que só existe na língua portuguesa, seja derivada muito mais do que não houve, daquilo que não aconteceu que o seu contrário.
Tive a impressão da saudade ser fruto do negativo da experiência, o que sei não ser verdade.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Amy Winehouse
It´s been a long time since Amy woke up into my bed in the night and came to my Ipod`s company. Life goes away and Amy comes with me, but never, definitily goes right, as her music is. Amy is crazy and so am I.
Cause I got Amy on me, spending the night, without girls like you.
Don´t be mad .
Try to go ahead about this powerful music, mixing nervous and mistakes.
Who was loved for just a night?
Valerie.
Cause I got Amy on me, spending the night, without girls like you.
Don´t be mad .
Try to go ahead about this powerful music, mixing nervous and mistakes.
Who was loved for just a night?
Valerie.
Final olímpica
Foi-se mais uma olimpíada.
Lembro-me de todas desde 1980. Moscou. Um urso chorando jamais poderá ser esquecido por uma menina de 7 anos que assistia à abertura (ou seria encerramento?) l dos jogos olímpicos, eu. Lindo o ursinho.
Em 1984 o mundo estava voltado para Los Angeles, e esse era o começo muito bom da redação de um colega meu do Pedro II. Naquela época eu desconfiei da autoria do texto. Não será possível jamais a confirmação. Restou minha eterna lembrança desconfiada, e minha quase certeza. Naquele ano fomos prata no voleibol masculino com a seleção de Bernard e Renan.
Em 1988 os jogos foram em Seul, e me lembro também de meu colega da ETFQ anunciando a medalha de ouro de Aurélio Miguel no judô. Lembro ainda da vitória do Joaquim Cruz nos 800 metros (só não me lembro da olimpíada). Em 1992 foi a vez de Barcelona sediar os jogos, e o inesquecível ouro no voleibol masculino com a seleção de Tande, Marcelo Negrão e Giovani.
Em 1996 Atlanta sediou os jogos. Não me lembro dessa olimpíada.
Depois foi a vez de Sydney, em 2000, cidade que eu conheceria 1 ano depois.
2004 Atenas viveu o novo olimpo ( espero também conhecê-la um dia). 5 medalhas de ouro para o nosso Brasil.
Dessa vez, Pequim.
Eu pude redescobrir esse amor pelos jogos, amor esse nascido lá na infância... Copas do Mundo... Olimpíadas...
Um dos grandes momentos desse mundo e do meu mundo.
Lembro-me de todas desde 1980. Moscou. Um urso chorando jamais poderá ser esquecido por uma menina de 7 anos que assistia à abertura (ou seria encerramento?) l dos jogos olímpicos, eu. Lindo o ursinho.
Em 1984 o mundo estava voltado para Los Angeles, e esse era o começo muito bom da redação de um colega meu do Pedro II. Naquela época eu desconfiei da autoria do texto. Não será possível jamais a confirmação. Restou minha eterna lembrança desconfiada, e minha quase certeza. Naquele ano fomos prata no voleibol masculino com a seleção de Bernard e Renan.
Em 1988 os jogos foram em Seul, e me lembro também de meu colega da ETFQ anunciando a medalha de ouro de Aurélio Miguel no judô. Lembro ainda da vitória do Joaquim Cruz nos 800 metros (só não me lembro da olimpíada). Em 1992 foi a vez de Barcelona sediar os jogos, e o inesquecível ouro no voleibol masculino com a seleção de Tande, Marcelo Negrão e Giovani.
Em 1996 Atlanta sediou os jogos. Não me lembro dessa olimpíada.
Depois foi a vez de Sydney, em 2000, cidade que eu conheceria 1 ano depois.
2004 Atenas viveu o novo olimpo ( espero também conhecê-la um dia). 5 medalhas de ouro para o nosso Brasil.
Dessa vez, Pequim.
Eu pude redescobrir esse amor pelos jogos, amor esse nascido lá na infância... Copas do Mundo... Olimpíadas...
Um dos grandes momentos desse mundo e do meu mundo.
O nervosismo me troxe ao blog
Eu assistia a partida Brasil X EUA na final de voleibol masculino até o final do segundo set quando percebi que o Brasil perderia. Não resisti, mudei o canal e vim ao computer escrever um pouco para desestressar. Meu coração estava a uns 120 bpm, eu já fazia extra-sístoles e tudo o mais. Com certeza a sistólica subiu, e assim, ingeri meio rivotril de 0,5mg.
Eu fico muito nervosa assistindo vôlei e futebol. Acaba comigo.
Ainda agora verifiquei os EUA no pódio do ouro.
Ainda bem que eu desliguei a TV.
Às vezes precisamos desligar algumas coisas mesmo.
Não deixe seu coração disparar descontroladamente. Só quando houver um bom motivo...
Eu fico muito nervosa assistindo vôlei e futebol. Acaba comigo.
Ainda agora verifiquei os EUA no pódio do ouro.
Ainda bem que eu desliguei a TV.
Às vezes precisamos desligar algumas coisas mesmo.
Não deixe seu coração disparar descontroladamente. Só quando houver um bom motivo...
sábado, 23 de agosto de 2008
Nome próprio
Hoje eu assisti ao filme cujo nome é o título da postagem. Fala sobre uma escritora brasileira de um blog, acho que um dos mais lidos no Brasil. O nome dela no filme é Camila Lopes. Camila é uma mulher jovem, muito inteligente, muito literária, bastante literal. Camila vai fundo em suas emoções, escreve belissimamente, cheia de poesia, pintura, cores, mundos e desejos em seus versos apaixonados. Camila é corajosa, e dona de um sentimento de liberdade capaz de deixar perplexo o mais comum dos mortais e atraído o mais romântico dos homens. A sexualidade de Camila é libertária, ousada, amoral. Ela não tem medo de viver o seu desejo. Ao contrário, vai de encontro a ele como quem parte para uma partida qualquer. Joga com sua exuberância e a agudeza de seus sentidos. Vibra com o desafio. Camila não tem limites para seus desejos.
Ela não compreende a ira de seu namorado quando a flagra transando na cama com um homem desconhecido. Camila compreende a atitude de Felipe, o namorado, como o resquício latino-americano do ciúme inadequado aos parceiros que vivem não pela fidelidade em si, mas pela paixão que um ao outro devotam, e o compartilhar de seus corpos não possui relação com o "projeto" inicial de viver a dois. Esse "projeto", segundo Camila, justifica a vazão de seu desejo, de sua entrega a um outro homem. Desejo por puro desejo. Ela reaje à rejeição do namorado qualificando-o ou o desqualificando de : "machista, puto, traidor". Traidor porque traiu o projeto de irem além, de compreenderem que uma transa não representa nada além de uma transa, e de que o amor é que vale. Mas o amor de Felipe não resistiu ao ver a namorada na cama com outro homem. Ele diz a ela: "Foda-se Camila, me esquece.Você é uma piranha." Ela xinga Felipe de vários nomes, e sustenta que foi ele quem a traiu, porque traiu o "projeto".
Ainda no filme ela se envolve com o namorado de uma amiga, afinal, surgiu o desejo. Desejo de sentir-se viva, desejada a cada dia, sentir-se fêmea, viver sua voracidade pelo mundo, para o mundo, com o mundo. Esta é sua posição no mundo, uma mulher que vive instintualmente grande parte de seus sentimentos. Talentosa e sem qualquer embaraço, escreve tudo em seu blog.
E o blog virou filme, um bom filme que fala não somente de uma mulher ímpar, mas diz também de toda uma época em que resguardar os sentimentos e a intimidade estão meio fora de moda.
Camila é uma escritora talentosa cujos desejos tiveram maior importância do que a preservação de amizades, respeito mútuo, e de sua própria intimidade. Ela possui a arrogância dos inteligentes que desdenham dos mortais comuns, que simplesmente trabalham, estudam e lêem bons livros; fazendo ( ou tentando fazer), dos homens, seus objetos de diversão, em nome próprio, em nome do desejo. Quando um cara meio almofadinha chega para ele puxando um papo bobo e começa assim: " Eu sou de Ribeirão Preto...", ela logo diz: "Não há nada em Ribeirão Preto que me faça ter vontade de conhecer alguém de lá." Sincera a Camila. Como eu disse ela está mais interessada em expressar seus sentimentos do que ouvir sentimentos alheios aos dela.
Há um certo momento em que ela se apaixona por Daniel, e vive 3 dias de ardente paixão em seu apartamento. Porém, sem que ela saiba, seu objeto de amor já tem no coração sua eleita, e Camila é pega na perplexidade ao se ver esquecida e preterida. Ela enfurece ao não compreender a rejeição, pois demonstra desconhecer que suas doces palavras e talentos de paixão ardente serviram provavelmente para alimentar a fantasia de seu fã-paixão, e que 3 dias de ardente amor e paixão não desconstróem e não desconstruíram o "projeto" de Daniel, que era o de continuar a viver muito bem e feliz com Aurora, a mulher a quem devota seu amor. Camila na verdade, imbuída de uma idéia equivocada a respeito de seus próprios poderes femininos parece não se convencer de que estes não foram suficientes para tirar Daniel de seu horizonte. Ela novamente encontra-se em ira pura, e diz: "Eu não vou ser vítima desse cara. Ele é quem vai ser minha vítima." Mais uma vez ela se engana, porque nas relações de grande intensidade afetiva e sexual só perde ou ganha quem entende a relação como partida a vencer ou perder. E só perde no amor quem embarca no sentido contrário aos próprios sentimentos, só perde no amor aquele que vive a disputa. E disputar amor é qualquer outra coisa, menos amor.
Camila é muito jovem e sua busca de emoções aliada à sua fina inteligência poderão levá-la a um direcionamento diferente de seus afetos. Ela poderá um dia descobrir que pode ser "foda" como ela gosta de ser sem precisar dizer que está acima dos sentimentos mundanos do ciúme, da posse, das retaliações. Talvez ela venha a descobrir que irá pagar um preço muito alto toda vez que entender que seus desejos estão acima dos desejos das pessoas que com ela convivem. Mas esse entendimento costuma vir com o tempo e a maturidade, e não aos vinte anos.
De toda forma, interessante assistir a um filme onde o mais importante foi ter mostrado uma mulher como ela é, com seus prós e contras; sem a preocupação politicamente correta e entediante de fazer um filme onde todos entendam quase tudo, onde o personagem principal seja reto em caráter, ou um bandido sedutor. Camila é uma mulher bonita, escreve bem, e virou filme.
Camila Lopes, uma mulher interessante.
Ela não compreende a ira de seu namorado quando a flagra transando na cama com um homem desconhecido. Camila compreende a atitude de Felipe, o namorado, como o resquício latino-americano do ciúme inadequado aos parceiros que vivem não pela fidelidade em si, mas pela paixão que um ao outro devotam, e o compartilhar de seus corpos não possui relação com o "projeto" inicial de viver a dois. Esse "projeto", segundo Camila, justifica a vazão de seu desejo, de sua entrega a um outro homem. Desejo por puro desejo. Ela reaje à rejeição do namorado qualificando-o ou o desqualificando de : "machista, puto, traidor". Traidor porque traiu o projeto de irem além, de compreenderem que uma transa não representa nada além de uma transa, e de que o amor é que vale. Mas o amor de Felipe não resistiu ao ver a namorada na cama com outro homem. Ele diz a ela: "Foda-se Camila, me esquece.Você é uma piranha." Ela xinga Felipe de vários nomes, e sustenta que foi ele quem a traiu, porque traiu o "projeto".
Ainda no filme ela se envolve com o namorado de uma amiga, afinal, surgiu o desejo. Desejo de sentir-se viva, desejada a cada dia, sentir-se fêmea, viver sua voracidade pelo mundo, para o mundo, com o mundo. Esta é sua posição no mundo, uma mulher que vive instintualmente grande parte de seus sentimentos. Talentosa e sem qualquer embaraço, escreve tudo em seu blog.
E o blog virou filme, um bom filme que fala não somente de uma mulher ímpar, mas diz também de toda uma época em que resguardar os sentimentos e a intimidade estão meio fora de moda.
Camila é uma escritora talentosa cujos desejos tiveram maior importância do que a preservação de amizades, respeito mútuo, e de sua própria intimidade. Ela possui a arrogância dos inteligentes que desdenham dos mortais comuns, que simplesmente trabalham, estudam e lêem bons livros; fazendo ( ou tentando fazer), dos homens, seus objetos de diversão, em nome próprio, em nome do desejo. Quando um cara meio almofadinha chega para ele puxando um papo bobo e começa assim: " Eu sou de Ribeirão Preto...", ela logo diz: "Não há nada em Ribeirão Preto que me faça ter vontade de conhecer alguém de lá." Sincera a Camila. Como eu disse ela está mais interessada em expressar seus sentimentos do que ouvir sentimentos alheios aos dela.
Há um certo momento em que ela se apaixona por Daniel, e vive 3 dias de ardente paixão em seu apartamento. Porém, sem que ela saiba, seu objeto de amor já tem no coração sua eleita, e Camila é pega na perplexidade ao se ver esquecida e preterida. Ela enfurece ao não compreender a rejeição, pois demonstra desconhecer que suas doces palavras e talentos de paixão ardente serviram provavelmente para alimentar a fantasia de seu fã-paixão, e que 3 dias de ardente amor e paixão não desconstróem e não desconstruíram o "projeto" de Daniel, que era o de continuar a viver muito bem e feliz com Aurora, a mulher a quem devota seu amor. Camila na verdade, imbuída de uma idéia equivocada a respeito de seus próprios poderes femininos parece não se convencer de que estes não foram suficientes para tirar Daniel de seu horizonte. Ela novamente encontra-se em ira pura, e diz: "Eu não vou ser vítima desse cara. Ele é quem vai ser minha vítima." Mais uma vez ela se engana, porque nas relações de grande intensidade afetiva e sexual só perde ou ganha quem entende a relação como partida a vencer ou perder. E só perde no amor quem embarca no sentido contrário aos próprios sentimentos, só perde no amor aquele que vive a disputa. E disputar amor é qualquer outra coisa, menos amor.
Camila é muito jovem e sua busca de emoções aliada à sua fina inteligência poderão levá-la a um direcionamento diferente de seus afetos. Ela poderá um dia descobrir que pode ser "foda" como ela gosta de ser sem precisar dizer que está acima dos sentimentos mundanos do ciúme, da posse, das retaliações. Talvez ela venha a descobrir que irá pagar um preço muito alto toda vez que entender que seus desejos estão acima dos desejos das pessoas que com ela convivem. Mas esse entendimento costuma vir com o tempo e a maturidade, e não aos vinte anos.
De toda forma, interessante assistir a um filme onde o mais importante foi ter mostrado uma mulher como ela é, com seus prós e contras; sem a preocupação politicamente correta e entediante de fazer um filme onde todos entendam quase tudo, onde o personagem principal seja reto em caráter, ou um bandido sedutor. Camila é uma mulher bonita, escreve bem, e virou filme.
Camila Lopes, uma mulher interessante.
Salve o voleibol feminino- e um pequeno diário
Eu não assisti... Mas acordei com os gritos da torcida. Que bom! fantástico. Maravilhoso.
Dormi muito. Precisava.
Ontem assisti a aula espetáculo de Ariano Suassuna em Santa Tereza. Foi...espetacular. Já é minha terceira aula. Assisti as outras duas lá no Nordeste, uma em Recife e a outra não me lembro onde.
Ariano Suassuna possui o dom da escrita e o dom da prosa. A prosa que faz rir. A prosa que faz pensar. A prosa que prende a atenção porque expressa um pouco dos sonhos e dos desejos do povo brasileiro, assim como um pouco de seus sofrimentos.
Santa Tereza é um bairro muito especial nessa cidade, reunindo boemia, poesia, cultura, gastronomia e pura carioquice. Após a aula espetáculo caminhei até um café-biblioteca no Largo dos Guimarães onde tocavam 3 músicos. Baixo, guitarra e teclado. Muito bom. Não estava cheio. Gente bonita por todos os lados. Lá na aula e pelo café. gente bonita de verdade. Quero dizer, pessoas que, além de bem vestidas e bem cuidadas conservavam um estilo próprio, em cada uma delas. O público que frequenta Satnta Tereza não busca um lugar de moda, desses cheios de gente muito malhada, bronzeada, siliconada e de cabeça raspada. O público em Santa é até mais branco que o habitual, no sentido de menos bronzeado.
Eu acho que seria maravilhoso morar em uma casa em Santa Tereza!
Dormi muito. Precisava.
Ontem assisti a aula espetáculo de Ariano Suassuna em Santa Tereza. Foi...espetacular. Já é minha terceira aula. Assisti as outras duas lá no Nordeste, uma em Recife e a outra não me lembro onde.
Ariano Suassuna possui o dom da escrita e o dom da prosa. A prosa que faz rir. A prosa que faz pensar. A prosa que prende a atenção porque expressa um pouco dos sonhos e dos desejos do povo brasileiro, assim como um pouco de seus sofrimentos.
Santa Tereza é um bairro muito especial nessa cidade, reunindo boemia, poesia, cultura, gastronomia e pura carioquice. Após a aula espetáculo caminhei até um café-biblioteca no Largo dos Guimarães onde tocavam 3 músicos. Baixo, guitarra e teclado. Muito bom. Não estava cheio. Gente bonita por todos os lados. Lá na aula e pelo café. gente bonita de verdade. Quero dizer, pessoas que, além de bem vestidas e bem cuidadas conservavam um estilo próprio, em cada uma delas. O público que frequenta Satnta Tereza não busca um lugar de moda, desses cheios de gente muito malhada, bronzeada, siliconada e de cabeça raspada. O público em Santa é até mais branco que o habitual, no sentido de menos bronzeado.
Eu acho que seria maravilhoso morar em uma casa em Santa Tereza!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Ela vai casar
Luana Piovani vai morar junto ao fantástico Dado Dolabela. Eu sempre me pergunto como a Luana Piovani foi se apaixonar pelo Dado Dolabela...
Não deu
Uma pena. Triste enfim. O Brasil perdeu de 1X0 para os EUA no futebol feminino. Final olímpica. Assisti o segundo tempo e a prorrogação. Posso dizer que o Brasil jogou bem, melhor que os EUA. Porém o esquema tático das americanas era superior, e além disso a goleira americana era excelente (além de muito bonita). Incrível nenhuma bola ter chegado ao gol (brasileira, é claro). Elas tinham gás, jogo, só não marcavam gol.
Teremos uma enxurrada de comentários na imprensa sobre esse fenômeno dos brasileiros perderem as finas, sendo melhores, sendo fantásticos, tudo isso... Brasileiro não gosta de competir, isso e aquilo... Eu também me ponho a tentar entender. Questão de probabilidade? Certamente na ginástica não foi assim, uma questão de probabilidade.
Será o bom e velho complexo de vira-lata? Simplista assim?
Teremos uma enxurrada de comentários na imprensa sobre esse fenômeno dos brasileiros perderem as finas, sendo melhores, sendo fantásticos, tudo isso... Brasileiro não gosta de competir, isso e aquilo... Eu também me ponho a tentar entender. Questão de probabilidade? Certamente na ginástica não foi assim, uma questão de probabilidade.
Será o bom e velho complexo de vira-lata? Simplista assim?
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Momento olímpico
Ontem acordei cedo para assistir o Diego Hipólito. Triste.
Todos os ginastas brasileiro erraram. Caíram ou sairam da linha. A Daiane foi linda, até sair da área. A Jade foi sofrível ( quem sou eu, chamar de sofrível uma atleta de ponta, que chega a uma final olímpica). Porém, a olimpíada foi um sofrimento para ela. Ela mesma disse: "Até que enfim acabou". Eu gostaria de entender um pouco mais o que ocorre... mas para não dizer o que não sei, prefiro não transcorrer em nada...
Hoje pela manhã foi bacana assistir ao futebol feminino, muito melhor que o masculino diga-se de passagem. Para vencer a Argentina amanhã só mesmo a inspiração, porque técnica... mais uma vez talentos individuais podem ganhar o jogo, a não ser que o Dunga mude o esquema em dois dias. Como ele não vai mudar...
As jogadoras do futebol feminino possuem uma característica que os jogadores brasileiros parecem ter deixado para trás: o tesão pelo jogo, pela bola. Será que é isso mesmo?
Enquanto isso, o Vasco finalmente conseguiu vencer um jogo ontem. 4 X 0. Até que enfim! O Flamengo participou de uma pelada e empatou.
O campeonato brasileiro parece uma piada.
Todos os ginastas brasileiro erraram. Caíram ou sairam da linha. A Daiane foi linda, até sair da área. A Jade foi sofrível ( quem sou eu, chamar de sofrível uma atleta de ponta, que chega a uma final olímpica). Porém, a olimpíada foi um sofrimento para ela. Ela mesma disse: "Até que enfim acabou". Eu gostaria de entender um pouco mais o que ocorre... mas para não dizer o que não sei, prefiro não transcorrer em nada...
Hoje pela manhã foi bacana assistir ao futebol feminino, muito melhor que o masculino diga-se de passagem. Para vencer a Argentina amanhã só mesmo a inspiração, porque técnica... mais uma vez talentos individuais podem ganhar o jogo, a não ser que o Dunga mude o esquema em dois dias. Como ele não vai mudar...
As jogadoras do futebol feminino possuem uma característica que os jogadores brasileiros parecem ter deixado para trás: o tesão pelo jogo, pela bola. Será que é isso mesmo?
Enquanto isso, o Vasco finalmente conseguiu vencer um jogo ontem. 4 X 0. Até que enfim! O Flamengo participou de uma pelada e empatou.
O campeonato brasileiro parece uma piada.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Pacientes inesquecíveis
Alguns pacientes ficam na nossa memória.
Havia um, que dizia assim todos os dias: " Pelo amor de Deus, doutora!!!", sempre que eu lhe dizia que ele não teria alta. Hoje eu avalio melhor o quanto aquilo era cruel. Uma internação em um hospital psiquiátrico naquelas condições, o quanto para ele era difícil ficar ali.
Não sou contra a internação psiquiátrica, é bom deixar claro. Mas admito e reconheço o equívoco dessa prática como conduta terapêutica por si mesma, como uma finalidade. A internação se justifica em alguns casos, e que hoje são (ou deveriam ser), uma pequena parcela da população psiquiátrica. Situações como mania aguda, risco de suicídio, catatonia; dificilmente serão bem conduzidas fora do hospital, mas não é impossível.
Uma amiga psicóloga e estudiosa da área me disse certa vez: "Eu tenho vontade de perguntar para algumas pessoas: Você internaria seus pais ou um filho seu em um manicômio?". Questão interessante.
O paciente de que falo arrancou todos os dentes. Com a ajuda de um dentista que aceitava extrair seus dentes a dez reais cada um. Toda vez que ele entrava em crise, arrancava um dente. Até que ficou sem nenhum. E o dentista deve ter faturado uns trezentos e cinquenta reais com ISSO. Esse paciente também acreditava estar contaminado pelo vírus do HIV. Tinha feito vários exames, todos negativos, mas delírio é delírio. Não pode ser mudado através de argumentos da razão. Sua mãe uma vez me disse: " Doutora, o exame veio assim: Não-reagente; então ele me disse (o paciente): Tá vendo, mãe? Eu estou tão grave que não reajo mais!".
Uma outra paciente foi inesquecível para mim. Ela me chamava de "Eve de Brussel", quando estava maníaca. Foi uma de minhas primeiras pacientes. Uma vez, no meio dos seus delírios de grandeza, de sua agitação e euforia, ela me disse: " Você acha que isso é de verdade? Por que você acha que eu faço tudo isso, me pinto assim, falo alto, rio de tudo...? Eu faço tudo ISSO porque eu sou uma pessoa muito triste!". Eu, iniciando no mundo da psiquiatria, fiquei pasma. E hoje também ficaria. Porque entrar em contato com a alma das pessoas é a experiência mais fascinante que pode existir.
A loucura não me abala, e o sofrimento psíquico me mobiliza.
Eu digo que entrar nesse mundo psi é perder a inocência. Oferecer a alma para se compreender e compreender o outro, que sofre, ou não.
O inconsciente não admite hipocrisia, moralismos, tampouco a ética. Mas admite gostar e não gostar da mesma pessoa, desejar morrer e desejar viver.
Entende que a natureza mental humana não é boazinha, e não se surpreende tanto com o fato do mundo ser um lugar às vezes tão complicado.
Meus pacientes me ensinaram muito sobre isso, sobre suas naturezas, seus lados bons, maus...
Ler a teoria e viver com eles a realidade. Inesquecíveis.
Havia um, que dizia assim todos os dias: " Pelo amor de Deus, doutora!!!", sempre que eu lhe dizia que ele não teria alta. Hoje eu avalio melhor o quanto aquilo era cruel. Uma internação em um hospital psiquiátrico naquelas condições, o quanto para ele era difícil ficar ali.
Não sou contra a internação psiquiátrica, é bom deixar claro. Mas admito e reconheço o equívoco dessa prática como conduta terapêutica por si mesma, como uma finalidade. A internação se justifica em alguns casos, e que hoje são (ou deveriam ser), uma pequena parcela da população psiquiátrica. Situações como mania aguda, risco de suicídio, catatonia; dificilmente serão bem conduzidas fora do hospital, mas não é impossível.
Uma amiga psicóloga e estudiosa da área me disse certa vez: "Eu tenho vontade de perguntar para algumas pessoas: Você internaria seus pais ou um filho seu em um manicômio?". Questão interessante.
O paciente de que falo arrancou todos os dentes. Com a ajuda de um dentista que aceitava extrair seus dentes a dez reais cada um. Toda vez que ele entrava em crise, arrancava um dente. Até que ficou sem nenhum. E o dentista deve ter faturado uns trezentos e cinquenta reais com ISSO. Esse paciente também acreditava estar contaminado pelo vírus do HIV. Tinha feito vários exames, todos negativos, mas delírio é delírio. Não pode ser mudado através de argumentos da razão. Sua mãe uma vez me disse: " Doutora, o exame veio assim: Não-reagente; então ele me disse (o paciente): Tá vendo, mãe? Eu estou tão grave que não reajo mais!".
Uma outra paciente foi inesquecível para mim. Ela me chamava de "Eve de Brussel", quando estava maníaca. Foi uma de minhas primeiras pacientes. Uma vez, no meio dos seus delírios de grandeza, de sua agitação e euforia, ela me disse: " Você acha que isso é de verdade? Por que você acha que eu faço tudo isso, me pinto assim, falo alto, rio de tudo...? Eu faço tudo ISSO porque eu sou uma pessoa muito triste!". Eu, iniciando no mundo da psiquiatria, fiquei pasma. E hoje também ficaria. Porque entrar em contato com a alma das pessoas é a experiência mais fascinante que pode existir.
A loucura não me abala, e o sofrimento psíquico me mobiliza.
Eu digo que entrar nesse mundo psi é perder a inocência. Oferecer a alma para se compreender e compreender o outro, que sofre, ou não.
O inconsciente não admite hipocrisia, moralismos, tampouco a ética. Mas admite gostar e não gostar da mesma pessoa, desejar morrer e desejar viver.
Entende que a natureza mental humana não é boazinha, e não se surpreende tanto com o fato do mundo ser um lugar às vezes tão complicado.
Meus pacientes me ensinaram muito sobre isso, sobre suas naturezas, seus lados bons, maus...
Ler a teoria e viver com eles a realidade. Inesquecíveis.
Coisas femininas
Ontem foi um dia feliz.
Um almoço com uma grande amiga o tornou assim, especial, o meu dia.
Falamos amenidades, algumas coisas difíeis, doídas. Depois pulamos para as roupas e ela me mostrou o vestido mais recente que acabara de adquirir na loja em frente. Explicando: como ela precisou me esperar para o encontro, não titubeou e deu uma passadinha na loja exatamente em frente. Estávamos em Copacabana, onde o comércio é uma loucura... Copacabana é louca. De tudo e de todos. Tudo o que se quiser pode ser encontrado em Copacabana...
Terminado nosso breve almoço, eu me despedi da minha amiga. Tratei de seguir em direção a uma de minhas lojas preferidas, em liquidação! Me animei, adquiri novas pecinhas indispensáveis na minha vida. Um vestido branco longo ( esse não estava em liquidação), bem bonito, carioca, leve e solto...
Como é bom ser mulher e fazer essas coisas... Almoçar com uma grande amiga, falar amenidades e comprar um lindo vestido.
Um ôde ao feminino!
Um almoço com uma grande amiga o tornou assim, especial, o meu dia.
Falamos amenidades, algumas coisas difíeis, doídas. Depois pulamos para as roupas e ela me mostrou o vestido mais recente que acabara de adquirir na loja em frente. Explicando: como ela precisou me esperar para o encontro, não titubeou e deu uma passadinha na loja exatamente em frente. Estávamos em Copacabana, onde o comércio é uma loucura... Copacabana é louca. De tudo e de todos. Tudo o que se quiser pode ser encontrado em Copacabana...
Terminado nosso breve almoço, eu me despedi da minha amiga. Tratei de seguir em direção a uma de minhas lojas preferidas, em liquidação! Me animei, adquiri novas pecinhas indispensáveis na minha vida. Um vestido branco longo ( esse não estava em liquidação), bem bonito, carioca, leve e solto...
Como é bom ser mulher e fazer essas coisas... Almoçar com uma grande amiga, falar amenidades e comprar um lindo vestido.
Um ôde ao feminino!
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