Enfim, Copa 2010!
Quais são os fatos que mais empolgam na vida?
Refiro-me aos fatos da coletividade, dos festejos da humanidade. Não faço referências às conquistas pessoais, como o casamento, a realização profissional ou os filhos...
Então eu quero também dizer o seguinte: A Copa do Mundo é um dos acontecimentos mais entusiasmantes do planeta! Claro, só entende essa exclamação quem gosta do sem-sentido algum. Não há argumentação suficiente ou plausível que teorize a paixão pelo futebol.
Para ser um apaixonado por futebol é preciso amar o feio, admirar o forte, o rápido; é preciso gostar de samba, de uma carne queimada; é preciso ver graça na mistura, como disse Moraes Moreira, é preciso gostar de gente, de povo. Quem sabe o que é comer uma carninha assistindo a uma partida de futebol, ouvindo um samba na retranca, admirando a mulata que passa e os olhares a ela dirigidos. Eu falo de brasilidade. mas outras nacionalidades também amam o futebol...só não poderei falar delas e de suas especificidades. Todas unem-se ao despojamento e ao descompromisso com a lógica e a sofisticação.
Eu não sei se o Brasil passará pela Holanda ou se a Holanda passará pelo Brasil, acredito nas duas possibilidades com uns 60% de chance para o Brasil. Já no jogo da Argentina contra a Alemanha torço para a seleção de Maradona, para os meus vizinhos de fronteira, para os hermanos sul americanos, sem problemas ou rivalidades. mas é claro que em uma final entre os dois... meu Brasil Brasileiro. Terra de samba e pandeiro. E de futebol.
Viva a Copa. E viva a Copa 2010 ainda que os velhos críticos e sabem-tudo do futebol tenham dito o quanto ela é empobrecida. Tudo muda, não é mesmo?
quarta-feira, 30 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
Previsibilidade interna
Aquilo que acaba rápido, acabou várias vezes antes, de pouco em pouco. O súbito é o entendimento afetivo da separação não-aceita e não realizada como possível por seu conteúdo inaceitável. O inesperado só existe nas tragédias, e ainda assim nas chamadas fatalidades, pois algumas tragédias são esperadas. Dimensionar o risco do presente é um exercício de extrema racionalidade e que só é possível quando se conhece nosso tônus afetivo interno e não estranhamos nossas reações. Caso contrário, podemos parecer loucos ou desajustados frente a alguns acontecimentos mais ou menos previsíveis.
sábado, 29 de maio de 2010
Positivamente
Positivamente acredito que tudo o que acreditei até ontem à noite estava errado.
Meus amigos já não me amavam como antes, meu corpo não é mais tão jovem assim, meu primeiro amor foi bastante infantil, meus escrúpulos eram moralizadores e não verdadeiramente éticos, meu peito estava caído mais que um pouco, minha música era barulhenta demais, minha comida não era tão gostosa assim, meus discos estavam arranhados, Deus nunca existiu, a bondade é inocência, auto-estima é pra poucos, fumar não é legal, estar cansado não é estar triste, comer pouco vem com o tempo, as armas são o negócio mais lucrativo do mundo, as pessoas andam doentes demais, é cada vez mais difícil encontrar gente de verdade, digo gente que não pareça, ao menos, tão "fake", o politicamente correto é a ética do momento, a magreza tornou-se a moda e estar gordo é sobretudo estar fora de moda, princesas podem ser corruptas, príncipes podem ser gays e adúlteros, Grace Kelly e Marylin Monroe continuam lindas por terem morrido jovens, Stephanie de Monaco não foi feliz, Madonna parece ser, encontrou um carioca gatíssimo que a levou para conhecer a Lapa e Santa Tereza e apaixonou, descobriu a vida, Tom Cruise é maluco, Brooke Shieldes foi abusada psicologicamente por sua mãe, as novelas da Globo são medíocres e não se fazem mais novelas como antigamente, o Tobey Maguire matou o homem-aranha, Lula tornou-se patético, o PT detestável, e a depressão tirou o lugar da tristeza, tornando-a sintoma anômalo ao mundo prodigioso e diarreico de hoje, putrefado, produtor de lixo e de seres chamados humanos. Nada disso é um lamento. Nem choro nem poço de fundo de nada. São só palavras.
Meus amigos já não me amavam como antes, meu corpo não é mais tão jovem assim, meu primeiro amor foi bastante infantil, meus escrúpulos eram moralizadores e não verdadeiramente éticos, meu peito estava caído mais que um pouco, minha música era barulhenta demais, minha comida não era tão gostosa assim, meus discos estavam arranhados, Deus nunca existiu, a bondade é inocência, auto-estima é pra poucos, fumar não é legal, estar cansado não é estar triste, comer pouco vem com o tempo, as armas são o negócio mais lucrativo do mundo, as pessoas andam doentes demais, é cada vez mais difícil encontrar gente de verdade, digo gente que não pareça, ao menos, tão "fake", o politicamente correto é a ética do momento, a magreza tornou-se a moda e estar gordo é sobretudo estar fora de moda, princesas podem ser corruptas, príncipes podem ser gays e adúlteros, Grace Kelly e Marylin Monroe continuam lindas por terem morrido jovens, Stephanie de Monaco não foi feliz, Madonna parece ser, encontrou um carioca gatíssimo que a levou para conhecer a Lapa e Santa Tereza e apaixonou, descobriu a vida, Tom Cruise é maluco, Brooke Shieldes foi abusada psicologicamente por sua mãe, as novelas da Globo são medíocres e não se fazem mais novelas como antigamente, o Tobey Maguire matou o homem-aranha, Lula tornou-se patético, o PT detestável, e a depressão tirou o lugar da tristeza, tornando-a sintoma anômalo ao mundo prodigioso e diarreico de hoje, putrefado, produtor de lixo e de seres chamados humanos. Nada disso é um lamento. Nem choro nem poço de fundo de nada. São só palavras.
Mulheres de tudo
Santinha
Meméia
Sanguinha
Botânica
Juíza
Polena
Plantinha
Semente
Andréia
Paola
Suquinha
Venena
Felínica
Pretinha
Macia
Anêmona
Cremosa
Delícia
Macabra
Alívia
Senhora
Suinha
Fantasma
Preguiça
Fuinha
Foquinha
Cabrona
Pelada
Suada
Colada
Peituda
Malena
Malévola
Atrevida
Fraquita
Manceba
Chilena
Branquinha
Me vem
Me atrai
Vai
Vem.
Meméia
Sanguinha
Botânica
Juíza
Polena
Plantinha
Semente
Andréia
Paola
Suquinha
Venena
Felínica
Pretinha
Macia
Anêmona
Cremosa
Delícia
Macabra
Alívia
Senhora
Suinha
Fantasma
Preguiça
Fuinha
Foquinha
Cabrona
Pelada
Suada
Colada
Peituda
Malena
Malévola
Atrevida
Fraquita
Manceba
Chilena
Branquinha
Me vem
Me atrai
Vai
Vem.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Página virada da vida
Não sabia ser possível um desprendimento asssim tão solúvel, tão liquefeito, tão moderadamente normal.
Algo destinado ao esquecimento e às lembranças em sonhos da fantasia que um dia materializou seus acontecimentos.
Dia sim, dia não, o prazer advindo do desejo de celebrar o jamais vivido por falta de amor, encorajado pela beleza e vivacidade de um ser que já se comprazia de minha fragilidade.
Eis que um dia o frágil se fortalece e o forte deixa-se enganar pela frugal onipotência da ingenuidade da juventude e a falta de adversidades maiores. Transformou-se então em arrogância destronada, aquela que acaba em uma espécie de retardo por não mais falar a língua daqueles que um dia realmente a amaram. Distanciaram-se cada uma, por suas novas virtudes.
Uma figura soberana e transformada nasceu. Morreu a beleza. Nasceu a arrogância das mais bestias: a que tem pavor (e não medo) de envelhecer e que acredita nas próprias verdades. Patético. Terminal. Resultou em retardo mental fruto de inteligência mal organizada, aquela que se alimenta da própria vaidade vorazmente.
Grande criatura que foi, transformou-se em ditadora solitária.
Algo destinado ao esquecimento e às lembranças em sonhos da fantasia que um dia materializou seus acontecimentos.
Dia sim, dia não, o prazer advindo do desejo de celebrar o jamais vivido por falta de amor, encorajado pela beleza e vivacidade de um ser que já se comprazia de minha fragilidade.
Eis que um dia o frágil se fortalece e o forte deixa-se enganar pela frugal onipotência da ingenuidade da juventude e a falta de adversidades maiores. Transformou-se então em arrogância destronada, aquela que acaba em uma espécie de retardo por não mais falar a língua daqueles que um dia realmente a amaram. Distanciaram-se cada uma, por suas novas virtudes.
Uma figura soberana e transformada nasceu. Morreu a beleza. Nasceu a arrogância das mais bestias: a que tem pavor (e não medo) de envelhecer e que acredita nas próprias verdades. Patético. Terminal. Resultou em retardo mental fruto de inteligência mal organizada, aquela que se alimenta da própria vaidade vorazmente.
Grande criatura que foi, transformou-se em ditadora solitária.
As loucuras sexuais de uma gestante
Não!
Não é possível!
Como uma gestante pode viver loucuras sexuais?
êta! Que repugnante!
melhor não escrever sobre isso...
Não é possível!
Como uma gestante pode viver loucuras sexuais?
êta! Que repugnante!
melhor não escrever sobre isso...
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Crescidos e em desenvolvimento
Observo, como muitas pessoas, o envolvimento do presidente Lula com as questões relacionadas ao Oriente Médio, especialmente ao Irã. E fico petrificada diante desses acontecimentos.
Não posso desprezar a forma como o presidente tem agido em relação à sua candidata Dilma, embora assim quisesse. Não podemos desprezar esse exemplo de obstinação capaz de levar alguém nula em termos de popularidade a liderar as duas últimas pesquisas de intenção de votos. Lula nos dá o exemplo que corrobora a nossa história recente de democracia, pensado por Maquivel há alguns século atrás. Nesse caso, os meios são apenas estratégias sempre deliberadas no Brasil de todos os tempos, e a era Lula consolida todas as práticas espúrias que todos conhecemos. Deve virar até moda um presidente muito popular fazer seu sucessor dessa forma. Entre todas as novidades, Dilma teve uma doença séria muito recentemente. Isso significa que, caso ela precise se afastar da presidência uma vez eleita, nosso presidente será o Michel Temer. Não é maravilhoso?
Vamos ao que petrifica: Lula não é ingênuo, mas é vaidoso. E não muito raramente homens poderosos e inteligentes são enganados por sua vaidade. O presidente do Irã é um doente mental. Tal como era Hitler. Ele não está interessado em paz ou direitos humanos, mas sim em domínio. Esse tipo de gente não se convence por palavras de paz e amor. Lula não o convencerá a nada que ele não queira. E ele não quer paz.
Considerei importantíssima a postura dos EUA e os outros membros permanentes da ONU ao buscar impor sansões ao Irã. Os países grandes e desenvolvidos não levaram a sério Brasil ,Turquia e Irã. Como pais adultos não se deixam seduzir por suas crianças e pensam: "Eles ainda tem muito a aprender. Deixemos que cresçam mais um pouco."...
Mas também me petrifica os tipos de sansões. São basicamente restrição de venda de ... armas! Ou seja, os países desenvolvidos, principalmente os EUA, são os principais fornecedores de armas ao Irã. Ou seja, o ocidente alimenta com sua tecnologia países fundamentalistas como o Irã. Quando os caras passam a dominar a tecnologia, restam as sansões. É a retroalimentação do circuito das armas o que propicia esse imbróglio, esse panorama que vejo como assustador.
Por que? Porque parece que o mundo está assistindo ao surgimento de uma potência nuclear sem avaliar os verdadeiros riscos. E é possível que esse atraso em tomar atitudes contra o Irã seja o resultado do negócio mais rentável do mundo, as armas.
O ocidente dormiu no ponto quando devia ter freado os avanços da Alemanha de Hitler. O primeiro ministro inglês e Stalin legitimaram e reconheceram o regime. Hitler invadiu a França com uma facilidade inacreditável para os alemães. E o mundo quase perdeu a segunda guerra para o nazismo.
Ahmazenijad não quer a paz. Ele quer uma guerra com o ocidente.
Tentarei acreditar nos esforços do Brasil como um país de paz e não pensarei na vaidade de Lula, por enquanto.
Não posso desprezar a forma como o presidente tem agido em relação à sua candidata Dilma, embora assim quisesse. Não podemos desprezar esse exemplo de obstinação capaz de levar alguém nula em termos de popularidade a liderar as duas últimas pesquisas de intenção de votos. Lula nos dá o exemplo que corrobora a nossa história recente de democracia, pensado por Maquivel há alguns século atrás. Nesse caso, os meios são apenas estratégias sempre deliberadas no Brasil de todos os tempos, e a era Lula consolida todas as práticas espúrias que todos conhecemos. Deve virar até moda um presidente muito popular fazer seu sucessor dessa forma. Entre todas as novidades, Dilma teve uma doença séria muito recentemente. Isso significa que, caso ela precise se afastar da presidência uma vez eleita, nosso presidente será o Michel Temer. Não é maravilhoso?
Vamos ao que petrifica: Lula não é ingênuo, mas é vaidoso. E não muito raramente homens poderosos e inteligentes são enganados por sua vaidade. O presidente do Irã é um doente mental. Tal como era Hitler. Ele não está interessado em paz ou direitos humanos, mas sim em domínio. Esse tipo de gente não se convence por palavras de paz e amor. Lula não o convencerá a nada que ele não queira. E ele não quer paz.
Considerei importantíssima a postura dos EUA e os outros membros permanentes da ONU ao buscar impor sansões ao Irã. Os países grandes e desenvolvidos não levaram a sério Brasil ,Turquia e Irã. Como pais adultos não se deixam seduzir por suas crianças e pensam: "Eles ainda tem muito a aprender. Deixemos que cresçam mais um pouco."...
Mas também me petrifica os tipos de sansões. São basicamente restrição de venda de ... armas! Ou seja, os países desenvolvidos, principalmente os EUA, são os principais fornecedores de armas ao Irã. Ou seja, o ocidente alimenta com sua tecnologia países fundamentalistas como o Irã. Quando os caras passam a dominar a tecnologia, restam as sansões. É a retroalimentação do circuito das armas o que propicia esse imbróglio, esse panorama que vejo como assustador.
Por que? Porque parece que o mundo está assistindo ao surgimento de uma potência nuclear sem avaliar os verdadeiros riscos. E é possível que esse atraso em tomar atitudes contra o Irã seja o resultado do negócio mais rentável do mundo, as armas.
O ocidente dormiu no ponto quando devia ter freado os avanços da Alemanha de Hitler. O primeiro ministro inglês e Stalin legitimaram e reconheceram o regime. Hitler invadiu a França com uma facilidade inacreditável para os alemães. E o mundo quase perdeu a segunda guerra para o nazismo.
Ahmazenijad não quer a paz. Ele quer uma guerra com o ocidente.
Tentarei acreditar nos esforços do Brasil como um país de paz e não pensarei na vaidade de Lula, por enquanto.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Confissão
Contra todas as expectativas que um dia tive a meu respeito...
Contra todas as ideias que eu tinha a respeito...
Eu assisti,pela primeira vez, ao Big Brother! E adorei!
Votei na Fernanda, mas fiquei feliz pelo Dourado ter ganho o jogo.
Gostei de ver, ouvir e conhecer as pessoas de lá.
Não é possível levar a vida tão a sério...
Ou melhor, possível é; só é mais chato e ainda ocorre um distanciamento maior de todos aqueles que veem, os quais não são poucos.
Mas gente chata e metida a intelectual não se interessa realmente em saber em que o povo está pensando e adorando ao assistir o Big Brother Brasil.
Viva Pedro Bial e Boninho!
Contra todas as ideias que eu tinha a respeito...
Eu assisti,pela primeira vez, ao Big Brother! E adorei!
Votei na Fernanda, mas fiquei feliz pelo Dourado ter ganho o jogo.
Gostei de ver, ouvir e conhecer as pessoas de lá.
Não é possível levar a vida tão a sério...
Ou melhor, possível é; só é mais chato e ainda ocorre um distanciamento maior de todos aqueles que veem, os quais não são poucos.
Mas gente chata e metida a intelectual não se interessa realmente em saber em que o povo está pensando e adorando ao assistir o Big Brother Brasil.
Viva Pedro Bial e Boninho!
No último post
Postar não existe. Digo desconhecer o verbo postar. E na minha última postagem, aquela em que falava da perda progressiva de visão e da necessidade de usar um par de lentes para atingir uma melhora visual...
Sob um enfoque psicanalítico eu diria que precisamos de outro alguém para entender o próprio mundo interno. Mas não vou dar outras pistas, porque esse é um processo pessoal apenas.
Dada a descontinuidade do assunto, essa postagem tem como objetivo abrir o caminho para as outras e não é a continuação daquela que passou. Continuidade só existe em política. Não existe no campo das ideias, porém da história.
Aqui eu não tenho uma história, eu tenho um pouquinho apenas de parte da minha vida. Só só.
Sob um enfoque psicanalítico eu diria que precisamos de outro alguém para entender o próprio mundo interno. Mas não vou dar outras pistas, porque esse é um processo pessoal apenas.
Dada a descontinuidade do assunto, essa postagem tem como objetivo abrir o caminho para as outras e não é a continuação daquela que passou. Continuidade só existe em política. Não existe no campo das ideias, porém da história.
Aqui eu não tenho uma história, eu tenho um pouquinho apenas de parte da minha vida. Só só.
domingo, 14 de março de 2010
Visão
Há alguns meses percebi perda relativa e convivível de minha visão ao olho saudável que me restava, o direito. Não me resta alternativa à procura de um oftalmologista e a feitura de novo óculos, e quem sabe, lentes de contato para o dia.
Esse fato cotidiano não é nada e não mereceria qualquer linha se não fosse o fato de escrever em um blog ou em uma página de papel qualquer endereçada aos meus próprios sentimentos e à expectativa de, ao escrever, dividir um pouco essa angústia muito simples, e que se desenrola de um jeito muito gostoso ao teclar no computador e transformar em uma quase poesia o temor da chagada da idade e da perda de visão. Sempre achei um charme o uso de óculos. Mas eles nunca me fizeram falta. Finalmente eu sei o que é precisar de um par de lentes para enxergar o mundo.
Continua.
Esse fato cotidiano não é nada e não mereceria qualquer linha se não fosse o fato de escrever em um blog ou em uma página de papel qualquer endereçada aos meus próprios sentimentos e à expectativa de, ao escrever, dividir um pouco essa angústia muito simples, e que se desenrola de um jeito muito gostoso ao teclar no computador e transformar em uma quase poesia o temor da chagada da idade e da perda de visão. Sempre achei um charme o uso de óculos. Mas eles nunca me fizeram falta. Finalmente eu sei o que é precisar de um par de lentes para enxergar o mundo.
Continua.
Royalties
Nada mais atual do que assistir ao assalto produzido pela mesquinharia mental e voracidade de nossos (tristemente) parlamentares quando vence a chamada emenda Ibsen, que rouba do Rio de Janeiro recursos provenientes da exploração de petróleo, sacramentados constitucionalmente. Quando nova legislação em nome do pré-sal é proposta, novas perguntas precisam ser feitas. Por que redistribuir os recursos? Não será possível rearranjar a partilha sem retirar do estado do Rio, este sim, responsável por 85% da produção de petróleo do país, sua receita maior? Não serão os recursos provenientes do pré-sal suficientes para abastecer os estados não-produtores? Parlamentares de outros estados não estão comprometidos com os interesses fluminenses de algum modo? Não.
Agora precisaremos do veto do presidente Lula para dizer não a essa emenda absurda e gananciosa liderada pelo governador de Pernambuco, Eduardo. Ou seja, estará nas mãos do presidente talvez a mais importante decisão para o estado do Rio desde a fusão da capital e do Estado. Lula poderá nos salvar. Ou não.
Qual será a escolha do presidente? Manter o apoio a Sergio Cabral? Acho que a matemática é simples. Some aos parlamentares que votaram a favor da emenda Ibsen o número provável de eleitores de Dilma, mais os do senado. Se essa soma superar o número provável de eleitores de Dilma provenientes da politicada fluminense não haverá veto. Se os eleitores daqui forem em maior número, o veto é possível. A briga é feia. Rosinha e Garotinho tem base eleitoral gigantesca por aqui. Cabral também. O Rio de Janeiro é o terceiro colégio eleitoral do país. São Paulo é o primeiro e tem maioria que tende ao PSDB. Minas apresenta tendência repartida. Então,o Rio pode ser decisivo para a eleição da ministra Dilma.
O fato é que Lula engendrou uma política que populariza a dinâmica da espertagem como justificativa , base de apoio e consequentemente de sucesso ou não de governo. Através dessa forma de governar, angariou poderes políticos de absurda magnitude no Brasil. Nunca antes nesse país. Em nossa história só presenciamos esse feito em épocas de ditadura.
Na verdade o que pode vir a ocorrer no Rio de Janeiro com o veto de Lula é a multiplicação de intenções de voto em Dilma. O significado dessa consequencia eleitoral é a forte centralização do poder em nosso país, que em mãos ambiciosas, superlativas e que ensinaram entre outras coisas ao povo que a educação e o estudo não são lá tão importantes e que a camaradagem é um modo de vida que sustenta mãos-de-ferro supostamente democráticas. Tal estado de coisas possibilitará uma posição de Lula agora redentora ao Estado do Rio e aumentará ainda mais os seus poderes.
Essa engenharia quase absolutista não poderá no entanto produzir em nós qualquer senão ao veto. Afinal, é preciso pensar com coerência e ética, e a ética e a coerência nos ensinam o respeito à constituição e aos interesses maiores do povo que elege seus governantes em um regime democrático.
Mas nos vale para refletir as consequências da nova ordem política no Brasil.
Agora precisaremos do veto do presidente Lula para dizer não a essa emenda absurda e gananciosa liderada pelo governador de Pernambuco, Eduardo. Ou seja, estará nas mãos do presidente talvez a mais importante decisão para o estado do Rio desde a fusão da capital e do Estado. Lula poderá nos salvar. Ou não.
Qual será a escolha do presidente? Manter o apoio a Sergio Cabral? Acho que a matemática é simples. Some aos parlamentares que votaram a favor da emenda Ibsen o número provável de eleitores de Dilma, mais os do senado. Se essa soma superar o número provável de eleitores de Dilma provenientes da politicada fluminense não haverá veto. Se os eleitores daqui forem em maior número, o veto é possível. A briga é feia. Rosinha e Garotinho tem base eleitoral gigantesca por aqui. Cabral também. O Rio de Janeiro é o terceiro colégio eleitoral do país. São Paulo é o primeiro e tem maioria que tende ao PSDB. Minas apresenta tendência repartida. Então,o Rio pode ser decisivo para a eleição da ministra Dilma.
O fato é que Lula engendrou uma política que populariza a dinâmica da espertagem como justificativa , base de apoio e consequentemente de sucesso ou não de governo. Através dessa forma de governar, angariou poderes políticos de absurda magnitude no Brasil. Nunca antes nesse país. Em nossa história só presenciamos esse feito em épocas de ditadura.
Na verdade o que pode vir a ocorrer no Rio de Janeiro com o veto de Lula é a multiplicação de intenções de voto em Dilma. O significado dessa consequencia eleitoral é a forte centralização do poder em nosso país, que em mãos ambiciosas, superlativas e que ensinaram entre outras coisas ao povo que a educação e o estudo não são lá tão importantes e que a camaradagem é um modo de vida que sustenta mãos-de-ferro supostamente democráticas. Tal estado de coisas possibilitará uma posição de Lula agora redentora ao Estado do Rio e aumentará ainda mais os seus poderes.
Essa engenharia quase absolutista não poderá no entanto produzir em nós qualquer senão ao veto. Afinal, é preciso pensar com coerência e ética, e a ética e a coerência nos ensinam o respeito à constituição e aos interesses maiores do povo que elege seus governantes em um regime democrático.
Mas nos vale para refletir as consequências da nova ordem política no Brasil.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
É bem possível
Eu até que tentei ser forte durante muito tempo. Mas eu sou frágil como uma manteiga. Ou como uma flor, qualquer feminino desses.
mas é tão duro tentar ser forte por muito tempo... eu esqueci como é.
Eu fui quando precisava. Se eu precisar novamente, serei.
Quando não há lugar para o frágil, o forte toma conta, senão o frágil padece.
eu gosto de viver vida a dois, dar banho no meu filho e comida a ele.
gosto de preparar o jantar de vez em quando. é claro que eu gosto de estar só também.
Não, eu não nasci para ser esposa, dona-de-casa ou mãe. Mas é que eu aprendi a amar essas coisas. Adoro as coisas do espírito feminino.
Amo Freud, Camus, Winnicott, Saramago, Machado de Assis, Anita Malfatti e tudo sobre a história da segunda guerra e do século XX.
Mas andar mal vestida não dá.
E dizer que não preciso de homem para viver é mentira. Aliás, eu preciso do meu homem.
mas é tão duro tentar ser forte por muito tempo... eu esqueci como é.
Eu fui quando precisava. Se eu precisar novamente, serei.
Quando não há lugar para o frágil, o forte toma conta, senão o frágil padece.
eu gosto de viver vida a dois, dar banho no meu filho e comida a ele.
gosto de preparar o jantar de vez em quando. é claro que eu gosto de estar só também.
Não, eu não nasci para ser esposa, dona-de-casa ou mãe. Mas é que eu aprendi a amar essas coisas. Adoro as coisas do espírito feminino.
Amo Freud, Camus, Winnicott, Saramago, Machado de Assis, Anita Malfatti e tudo sobre a história da segunda guerra e do século XX.
Mas andar mal vestida não dá.
E dizer que não preciso de homem para viver é mentira. Aliás, eu preciso do meu homem.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Mauá
Chegando despi os pés, corri até a pastelaria e pedi uma cerveja para dividir. Um cachorro já me esperava o afago e um outro também se encaminhou até a mim a fim de receber seu carinho. Não fazia calor e também não fazia nenhum frio. A velha e boa paisagem bucólica me experienciava o sabor da memória guardada da vila que eu amo, do lugar onde posso dizer que ainda existe como aquele. Eu não ando descalça de jeito nenhum, mas em Mauá eu andei.
De lá subimos a Maringá onde tomamos mais uma, tiramos fotos. Não era preciso lutar por um lugar no bar ou suplicar pela presença do garçon... era um pouco como antigamente, chegar, pedir, beber, pagar a conta, pegar o carro e ir embora. Em Mauá não tem Lei Seca, nem pardal. Ninguém bate de carro seriamente e não dá pra correr de carro não. Aliás, quem vai a Mauá não está buscando nada disso... quer apenas estar lá.
Então subimos Maromba. Cheiro de mato, barulho de rio e grilo. Pãozinho, queijinho.
Sobe, entra no chalé. Dorme.
De lá subimos a Maringá onde tomamos mais uma, tiramos fotos. Não era preciso lutar por um lugar no bar ou suplicar pela presença do garçon... era um pouco como antigamente, chegar, pedir, beber, pagar a conta, pegar o carro e ir embora. Em Mauá não tem Lei Seca, nem pardal. Ninguém bate de carro seriamente e não dá pra correr de carro não. Aliás, quem vai a Mauá não está buscando nada disso... quer apenas estar lá.
Então subimos Maromba. Cheiro de mato, barulho de rio e grilo. Pãozinho, queijinho.
Sobe, entra no chalé. Dorme.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Eu não te amo mais
Uma das últimas cenas do filme Closer- Perto Demais- é fantástica pela sutileza. Após o interrogatório desnecessário sofrido pela personagem Alice (Natalie Portman), ela subitamente solta a frase: " I don`t love you anymore." E então segue: " Eu não posso dizer a verdade e também não posso manter a omissão, então acabou."
Seu namorado, vivido pelo ator Jude Law é invadido pela perplexidade...
Ela vai embora e não volta. Aliás, ela não se chamava Alice.
É isso ai: " Eu não te amo mais."
Nem tanto pelas palavras desnecessárias e inúteis descartadas inclusive do espaço da minha lixeira e despachada para o espaço virtual, lidas apenas uma única vez, necessariamente desprezadas a fim de manter um cuidado maior comigo mesma, que é o de não mobilizar lixo em meu espaço mais precioso, a minha cabecinha.
Eu não te amo mais.
Seu jeito invasivo e infantilizado não me agradava há tempos.
Seu namorado, vivido pelo ator Jude Law é invadido pela perplexidade...
Ela vai embora e não volta. Aliás, ela não se chamava Alice.
É isso ai: " Eu não te amo mais."
Nem tanto pelas palavras desnecessárias e inúteis descartadas inclusive do espaço da minha lixeira e despachada para o espaço virtual, lidas apenas uma única vez, necessariamente desprezadas a fim de manter um cuidado maior comigo mesma, que é o de não mobilizar lixo em meu espaço mais precioso, a minha cabecinha.
Eu não te amo mais.
Seu jeito invasivo e infantilizado não me agradava há tempos.
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