Para que ser grande
Se de pequena minha vida bate à porta das pequenas ignorâncias?
E eu, que as faço minhas,
Abro o meu peito desarmado ao etéreo sentimento das coisas que nunca foram o que jamais seriam a não ser em mim
No invisível descuido de indizíveis repetições de indiferença.
Massacram meus sonhos meus algozes de pensamento
Lindos abutres que não exitariam em me roubar meu próprio pão.
Não, eu não sou quem eu pensei ser.
Nada de camaleoa, nada de representação.
Tudo verdade do tempo e tese sem comprovação.
Artífice de boa memória. Conjuração sem elementos de associação.
Perguntas sem respostas, diabo na centelha que deseja,
Operária da irresignação.
Fuga do principio pois que foi solidão desde o começo.
Busca do riso, mas só os incontidos por impossibilidade.
Caminho do segundo do desejo
Caminho de um sol sem tapume
O sol perene das belas manhãs de todos os outonos tropicais
Abro essa janela e para sempre deixo a luz entrar.
domingo, 22 de maio de 2016
Assinar:
Comentários (Atom)