Os pais das crianças de hoje são o resultado de um sem-número de informações a respeito de como se fazer a coisa certa sobre uma infinidade de assuntos.
É preciso haver cuidado, e muito, com tudo isso.
Hoje se sabe que se não fizer aquilo, dá nisso; se fizer desse modo, sairá desse modo. No entanto ainda não adquirimos experiência suficiente para comprovar tanta teoria. E a ciência ainda não teve tanto tempo também para ser considerada a mãe de todos os saberes. Ainda, a psicanálise tem pouco mais de um século, desenvolvendo toda a sua teoria antes do advento da internet.
Em resumo, temos teoria demais e vivência de menos.
Referindo-me ao assunto com que abro o texto, os pais de hoje são vítimas de um tempo em que se acredita que se sabe de quase tudo. São vítimas ainda da consequência desse saber equivocado, em que se pensa que evitando os males e fazendo as coisas direitinho, o resto dá certo. Por ora penso que a ousadia deve ser mantida como prudência de todos os tempos e como perspicácia, porque tudo muda a todo momento.
As crianças podem e precisam suportar um não veemente. Elas terão que se ver com isso. Os pais precisam suportar saber que não fazem o certo o tempo todo e que terão também que se ver com isso, precisam entender que seus filhos serão beneficiados se seus pais forem normais o suficiente para serem maus de vez em quando. Não será uma das melhores experiências possíveis a criança experimentar um não de verdade que começa em casa?
Aos pais, têm faltado coragem. Coragem para serem reais, cheios de falhas como todomundo. Coragem para suportar a desaprovação dos filhos. Coragem para não cair na armadilha do " assim eu não vou gostar tanto de você e vou querer ficar com a minha avó". Como é bom o filho adorar a avó, esse refúgio de amor onde quase tudo pode. Não há mal nenhum nisso.
Tem faltado à geração atual de pais essa coragem de não se sentir compelido a compensar as falhas dos pais que teve nos próprios filhos, e que geraram raivas muitas vezes sequer pensadas, porém "atuadas" na forma de um amor que nada ou pouco nega.
Falta-lhes a experiência para a comprovação da teoria, e como a vida não tem ensaio...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Um blog esquecido
Quarta-feira de cinzas. Um dia para relembrar outras quartas-feiras, tantas outras apurações de escolas de samba. Mas percebo que as quartas-feiras de cinzas também produzem outras apurações. Tanto mais uma quarta como essa, tão bonita, tão ensolarada, tão verão assim.
Hoje mesmo inventariei algumas coisas. Limpei pratas e metais escuros e escurecidos tanto pelo tempo quanto pelas sombras. Ficaram claros, limpos. Tão limpos como a minha consciência nesse momento, que ouve Teatro dos vampiros.
Talvez eu descubra finalmente o quanto necessito da escrita e o quanto esse blog é apenas um começo.
Nesse carnaval fiquei por aqui. Não fui a nenhum bloco, não pulei carnaval. Gostei da estadia simples e fácil.
As idéias podem aparecer mais.
Serão bem vindas.
Hoje mesmo inventariei algumas coisas. Limpei pratas e metais escuros e escurecidos tanto pelo tempo quanto pelas sombras. Ficaram claros, limpos. Tão limpos como a minha consciência nesse momento, que ouve Teatro dos vampiros.
Talvez eu descubra finalmente o quanto necessito da escrita e o quanto esse blog é apenas um começo.
Nesse carnaval fiquei por aqui. Não fui a nenhum bloco, não pulei carnaval. Gostei da estadia simples e fácil.
As idéias podem aparecer mais.
Serão bem vindas.
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