Inevitável falar sobre a tragédia de ontem, agora a mais recente queda de avião no Brasil. Sim, porque a última foi há apenas 10 meses!
Congonhas dá medo em qualquer um que já possua algum pequeno receio em voar. Pousar em Congonhas é horrível. Eu, dentro da minha ignorância, sempre achei estranho um aeroporto no meio de uma cidade, passando a poucos metros das casas. Outros acidentes aéreos brasileiros foram lá, inclusive um em 1963, durante os jogos Pan Americanos, matando quase 40 pessoas, provavelmente devido ao menor porte da aeronave, muito menor que o Air Bus da TAM, que ontem se chocou contra um prédio da própria TAM, matando cerca de 200 pessoas, 176 entre as que estavam no avião. Aliás, esse avião, cuja identificação esqueci, já caiu pelo menos umas dez vezes desde que foi lançado. Não sei dizer se esse é um número razoável de quedas de avião, mas creio ser esse um número absurdo.
Fica a minha indagação: seriam os acidentes aéreos evitáveis? Melhor:será possível um país necessitar drenar a maioria de seus vôos para São Paulo-Congonhas? Por que não dividir o fluxo com o Santos Dumont, a Pampulha e outros aeroportos mais centrais? Vivo no Rio de Janeiro. Qual a explicação para, por exemplo, voar do Rio a BH e precisar fazer escala em Congonhas? Por que fazer escala em Guarulhos na maioria dos vôos internacionais? Por que o monopólio paulista? A resposta deve ser: money. O sempre money dos negócios.
Pelo que eu li hoje nos jornais o avião de ontem deveria ser proibido de voar devido ao números de vezes que já caiu, resultando na morte de mais de 1500 pessoas pelo menos!
Vamos analisar: aumento do fluxo aéreo, aviões assassinos no ar, aeroporto e controladores funcionando além de sua capacidade... Resultado: Acidentes evitáveis, muita dor em todos.
Não são fatalidades. São fruto ao que parece da fome das empresas aéreas em gerar lucro e mais lucro , além de todos aqueles que ganham, financeiramente falando, é claro, com essa lógica empresarial na aviação.
Ao final são apenas números?