sexta-feira, 25 de julho de 2008

Idades

Sou pré-quarentona. Tenho 35 anos, mas acho que aparento uns 33 no máximo. Mesmo assim, 7 anos passam rápido.
Exame no passado era sinônimo de prova. Hoje faz parte de uma certa rotina. Na próxima semana faço minha terceira ressonância magnética, da coluna lombo-sacra. A primeira foi do tornozelo direito, a segunda do crânio (devido à cefaléia- normal).
De repente a gente se dá conta de que já está na terceira ressonância! Nossa! Que estranho! E estou fazendo acompanhamento na fisiatria para avaliar dores articulares. Resumindo: Não quero chegar aos 50 cheia de artrose, sem conseguir fazer um exercício físico decente (adoro ioga e quero voltar). Então preciso me cuidar e não agir na ignorância de que "comigo não vai acontecer" Por que, como assim, sou constituída diferentemente de alguém? Claro que não. Nem eu nem ninguém. Porém é bastante comum ouvirmos ou termos acesso a esses argumentos velados ( às vezes nem tanto).
Acho curiosa a nossa época...as pessoas, sobretudo as mulheres, não gostam de dizer a idade, é tempo de hedonismo, e no último texto postado eu falava sobre o tempo da chatice. Sim, porque o tempo do hedonismo cultuado também é a época mais chata desde o final do século dezenove. Conquistamos um monte de coisas e parece ter chegado o momento de perdê-las...sei lá...Não é pessimista o que digo, tampouco realista, porque a realidade depende muitas vezes de estar apaixonado ou não, no antigo segundo grau, ou de ter acabado de se formar na faculdade.
O legal de escrever num blog é você poder basicamente escrever qualquer coisa. Mas eu gostaria mesmo de ler algo que não ponderasse tanto os pontos de vista, os três lados da questão, não se obrigasse a ter meio e fim.
Por exemplo, este texto ficará apenas com o início, sobre os exames e a idade. O final não é necessário por agora. Só iria finalizar por vir a fim. E o fim hoje não é comigo.