Deixo meu quarto ouvindo os grilos do lado de fora.
Mais uma vez eu moro e durmo olhando o mato, e então os grilos me fazem a companhia da noite e os passarinhos a compahia do amanhecer que até hoje sempre chegou.
deixo a tela do computador que me espanta, abrevia e confunde.
na vida são tantos os fatores de confundimento.
Mas hoje a ternura paira como uma certeza e o confuso se faz por si mesmo, indo por si também.
Quando permanece não envenena tanto os pensamentos.
Hoje o mundo é assim: provocado no silêncio da casa pois que a tela do mundo globalizado está dentro do quarto e não mais em si como único caminho.
Somos tantos e muitos.
Tão perdidos quanto num passado longínquo.
E mais perdidos ainda pois senão a sensação de conhecer o mundo já nos habita de forma imatura.
conhecemos muito e pouco de nós ainda.
A alegria da noite retorna nesse coração partido por sua natureza.
retorna tranquilo em seu refúgio desperto intimamente e de construção ainda que social.
Não fugi à regra.