domingo, 26 de fevereiro de 2012

Tempo tempo tempo

A cada dia uma ruga novinha em folha.
Gramas a mais sem qualquer senão.
Tempo que passa sem permissão. Tempo que regogiza a morte e que sorri com sua passagem irremediável e inegociável.
Cheio de poder, o tempo avança.
Mostra-nos apenas aquilo que avistamos e dentro de nós já está.
Eu queria ir contra o tempo para avistar o infinito poder da vida sobre a morte.
Mas a morte, essa incrédula realidade, nunca aceitou negociar com a vida a superação da inexorabilidade. No máximo aceitou alguns meses, anos ou dias a mais. E nada além.
Será a morte vitoriosa?
Mas como, se a cada morte há mais vidas que chegam?