sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Como se organizar para viver?
Como fazer todas as coisas que me são importantes? Isso inclui estudar, trabalhar, cuidar dos filhos, estar com a família, marido, amigos; ler livros e ler outros livros, escrever no blog, escrever meu livro, escrever meus livros. Eu não gostaria que a vida passasse sem que eu não tivesse escrito ao menos uns 3 livros.
Eles falariam sobre minhas impressões do mundo (que ninguém quer saber), sobre a cultura de disfarces que vivemos, sobre a maternidade ( e assim, sobre o mito da maternidade). Também gostaria de falar sobre a psiquiatria, sem sensacionalismo ou simplismo, mas que ao mesmo tempo facilitasse a vida de quem quisesse saber um pouco mais sobre a loucura que é ser um psicótico, e com isso, sobre a loucura que é viver se sentindo normal e sofrendo loucamente por isso.
Gostaria de dizer às pessoas que viver é muito difícil mesmo, e que até para levantar e escovar os dentes precisamos de alguma motivação.
Eu gostaria de ter horas e horas para passar escrevendo.  Minha escrita e meus livros seriam o resultado do desejo de estar no mundo dessa maneira, mas escrever também é para mim, e isso fica cada vez mais claro, uma necessidade.
Eu gostaria que meus filhos me conhecessem mais, e acho que os filhos merecem ler o que suas mães pensam além daquilo que transmitimos nesse relação de profunda intimidade e amor, mas que também é ambivalente. Os filhos precisam saber que suas mães tem outras necessidades além de serem mães, aliás, muito mais. Mas o mito persiste. Por isso nós mulheres  somos ainda tão temidas e criticadas. Mas essa é certamente, parte de outra história.
Eu gostaria que o mundo fosse melhor.
Tentarei empreender minha rotina de viver saudável, responsável e criativo.
Tentarei escrever umas palavras por dia.
Tentarei ser eu mais do que nunca.
Pode ser que dê certo. Ou pode ocorrer desse ser mais um texto que esperará uns meses para que outro apareça.