Era uma vez uma pessoa que tentava muito agradar alguém.
Era uma vez uma pessoa que tentou muito agradar alguém.
Era uma vez uma pessoa que havia tentado muito ser aceita por alguém.
Não entendia.
Afinal, todos costumavam gostar dela.
Sofria. Chorava.
Os anos se passavam e ela continuava tentando.
Até que conseguiu que gostassem dela.
Porém tanto tempo passou que nada mais era como antes.
E talvez tenha passado tempo demais, esforço demais.
Por fim, ainda não era dela que gostavam, mas do que vinha com ela.
E parece que ao fim do começo dessa história era ela quem se cansava e não mais via graça.
Em nada. Essa relação passou a ter a cor da diplomacia. Mas sem emoção.
Ela então inaugurou pela primeira vez em sua vida a relação descoberta e redescoberta em seu afeto, mas com sede na superficialidade.
E deprimiu-se momentaneamente ao ter de aceitar a vinculação inevitável e já pobre desde a origem.