quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Infelizmente, tempos sombrios

 Sobriedade como saúde e vinhos como platitude.

Aqui no Brasil já são mais de 135 mil mortos pela Covid-19. Bolsonaro ainda é o presidente, o que me envergonha em profundidade nunca vista sentida antes. O homem é um absoluto psicopata. Mente diariamente, adora a morte, despreza tudo o que é bem vivo e de alguma luz, cercou-se de um sé quito de gente que parece ter perdido o juízo cognitivo mínimo. Foram tantos e tantos os absurdos desde o início do mandato que dá até nojo de comentar. No carnaval do ano passado publicou um vídeo de conteúdo inominável. Naquele momento a doença mental desse sujeito ficou totalmente clara pra mim. Eu não imaginava o que viria depois... exaltou o golpe militar de 1964 incontáveis vezes, humilha o Brasil internacionalmente ao ser um vassalo de Donald Trump e nos colocar como nação em uma posição de inédita subserviência. Profere discursos na ONU impressionantemente paranóicos, acusando índios e caboclos pelas queimadas que seu governo promove na Amazônia e no Pantanal, ao destruir minuciosamente os órgãos de fiscalização através de seu ministro sociopata Ricardo Salles. No ministério da família, uma mulher que nunca se casou e vê lesbianismo na personagem Frozen da Disney, defende gravidez em meninas de 10 anos estupradas, em nome da vida. Essa gente só ama os embriões, segundo eles, vida! Mas desprezam as onças pintadas queimadas vivas no Pantanal, os povos indígenas, a fauna, a mata...só os embriões tem vez nesse governo insano. O secretário de cultura, um ator inexpressivo chamado Mario Frias, veiculou uma peça de propaganda tão, mas tão medíocre, que nem vale a pena comentar. O país de Tom Jobim, Machado de Assis, Raquel de Queiroz, Clarice Lispector, Villa Lobos, Vinicius de Moraes, Mario de Andrade, João Gilberto, Pixinguinha, Fernanda Montenegro, entrega como propaganda um vídeo que somente alunos medíocres de algum colégio seriam capazes de elaborar. O ministro da economia faz propostas indecentes e elitistas, declaradamente elitistas. É sincrônica a Bolsonaro no nível da grosseria.

E nada disso é o pior. Em plena pandemia, esse despresidente demitiu dois ministros da saúde, e nomeou um general ( que não pertence à área da saúde), para o ministério da saúde. Somos o terceiro país do mundo em número de mortos, fruto do desprezo claríssimo do presidente pela pandemia. Ontem proferiu discurso na ONU culpando os governadores e prefeitos pelo resultado. É o presidente do mimimi. Um incompetente absoluto, um irresponsável doentio, um louco com método a destruir parte do que construímos de positivo como nação.

Eu não falei tudo. Mas eu volto.