quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Peru de Natal

Custava 135 reais mandar fazer. Fiz eu mesma.
Até que ficou bom, mas eu prefiro o chester ou a própria galinha.
Mas o melhor mesmo é alguém fazer pra você e não ter que passar o dia 24 de dezembro na cozinha assando junto aos assados, porque verdade seja dita neste caso, ninguém fala dessa parte do Natal, só se fala a respeito da ceia, dos presentes, da tal noite, da família e etc. Tem gente que inclusive fala de harmonia familiar e de amor.
Decidi quebrar o silêncio de conivência com essa injustiça: Meu próximo Natal será dedicado às mulheres que passam o dia inteiro na cozinha para que os marmanjos, sobrinhos, noras, genros, tias, e a parentada toda se divirtam! Quando você começa a beber sempre há uma intercorrência e você precisa dar assistencia, até que se vence pela exaustão. Nessa hora a coluna lombar e os pés já estão doendo, pois ainda não foi possível esquecê-las porque não pôde beber. Só resta ceiar e dormir.
Eu não sou sogra, nem sou idosa ou de meia-idade, mas pensei sobre esse assunto e acho que nós mulheres somos muito freqüentemente esquecidas por nossos esforços...
Dia desses eu li que Papai Noel não existe, porque jamais seria um homem a organizar todos os presentes e distribuí-los a todas as crianças. É claro que se tal ser humano existisse, só poderia ser mulher.
Homens são ótimos, mas não organizam comemorações familiares e quando cozinham em geral é por hobbie.
Sem feminismos, mas enquanto o cara curte a cerveja gelada no dia 24, alguma mulher está preparando a ceia para ele.
Viva as mulheres!