Chegando despi os pés, corri até a pastelaria e pedi uma cerveja para dividir. Um cachorro já me esperava o afago e um outro também se encaminhou até a mim a fim de receber seu carinho. Não fazia calor e também não fazia nenhum frio. A velha e boa paisagem bucólica me experienciava o sabor da memória guardada da vila que eu amo, do lugar onde posso dizer que ainda existe como aquele. Eu não ando descalça de jeito nenhum, mas em Mauá eu andei.
De lá subimos a Maringá onde tomamos mais uma, tiramos fotos. Não era preciso lutar por um lugar no bar ou suplicar pela presença do garçon... era um pouco como antigamente, chegar, pedir, beber, pagar a conta, pegar o carro e ir embora. Em Mauá não tem Lei Seca, nem pardal. Ninguém bate de carro seriamente e não dá pra correr de carro não. Aliás, quem vai a Mauá não está buscando nada disso... quer apenas estar lá.
Então subimos Maromba. Cheiro de mato, barulho de rio e grilo. Pãozinho, queijinho.
Sobe, entra no chalé. Dorme.