Há alguns meses percebi perda relativa e convivível de minha visão ao olho saudável que me restava, o direito. Não me resta alternativa à procura de um oftalmologista e a feitura de novo óculos, e quem sabe, lentes de contato para o dia.
Esse fato cotidiano não é nada e não mereceria qualquer linha se não fosse o fato de escrever em um blog ou em uma página de papel qualquer endereçada aos meus próprios sentimentos e à expectativa de, ao escrever, dividir um pouco essa angústia muito simples, e que se desenrola de um jeito muito gostoso ao teclar no computador e transformar em uma quase poesia o temor da chagada da idade e da perda de visão. Sempre achei um charme o uso de óculos. Mas eles nunca me fizeram falta. Finalmente eu sei o que é precisar de um par de lentes para enxergar o mundo.
Continua.