É inevitável para mim não querer escrever sobre o ocorrido com a mulher Syrley, de 32 anos, espancada há dois dias por 4 jovens homens na Barra, às 4 e 40 da madrugada. A mulher estava no ponto de ônibus, sozinha. Os jovens resolveram espancá-la. E assim fizeram. Poderiam ter escolhido um homem sozinho, um cachorro, um gato. Não teriam escolhido 4 homens maiores que eles.
Como compreender tal atitude? Diriam uns: drogas. Será?
Os rapazes disseram ter pensado que Syrley fosse uma prostituta. Para o pior, e não sei se eles contavam com isso, ela não é. Para mim não faz qualquer diferença, e essa será a única menção à tentativa repugnante de tal justificativa por parte deles.
A questão inerente ao ato é o velho desprezo ao que não nos é indiferente. Então o nome deve ser ódio mesmo.
Não li nada ainda sobre as mães dos agressores. Deve haver algum motivo. E arrisco a dar um palpite: não ensinaram seus meninos a respeitar as mulheres. Aliás, seus filhos têm um ódio especial pelas mulheres. Teriam ódio das próprias mães? Pensam nas mamães como prostitutas mas não podem bater nelas e batem em outra mãe? Seriam homossexuais ( minhas desculpas desde já aos homossexuais) disfarçados de pitboys?
Agride quem tem medo. E agride quem tem ódio. As coisas se misturam. Uma pessoa com boa resolução do ponto de vista sexual não tende a agressividade gratuita. Por isso não se vê por aí homossexuais agressores desse tipo, o gratuito. Eles gozam do jeito que bem entendem. Já os enrustidos...imagine ter de manter a pose de homem quando se deseja mesmo é outro homem?
De qualquer forma, os rapazinhos estarão em boa companhia ao lado de vários presidiários filhos de empregadas domésticas, e que poderão realizar a fantasia sexual dessa garotada da Barra da Tijuca, que terá a oportunidade de conhecer de verdade o mundo dos que têm tanto ódio quanto eles. Que aprendam um pouquinho.