quarta-feira, 6 de junho de 2007

Proibido proibir!

Seria injusto não comentar sobre esse belíssimo filme brasileiro em cartaz.
O filme dói um pouco. Na alma, no coração, em antigas dores.
Porque é não apenas doloroso, mas ainda faz abrir a alma dos que aventuram-se a conhecer a realidade que não se encontra na universidade ou em qualquer outra escola. Só a da vida mesmo.
Não vou falar agora sobre a história que é contada. Vou falar rapidamente sobre as minhas emoções ao assistir um longa filmado na universidade onde estudei, a UFRJ, na ilha do Fundão. No hospital onde estudei e tentei "aprender" medicina.
Olhar, ainda que através de uma lente de cinema, um "round" no HUCFF, inevitavelmente me retorna àqueles tempos. Àqueles pacientes humildes em sua maioria e graves, também em maioria. Aquela discussão em torno da vida e da doença, traduzida de uma forma patologizante, apenas durante essa cena em especificamente de qualquer maneira, por tratar-se de alguém de fato doente.
O outro aspecto intensamente emotivo são os happy hours ao som de um sambinha ao vivo, Cartola. E todo o clima de descoberta contínua de si mesmo através das profissões escolhidas.
De todo modo, quem já foi estudante, em qualquer lugar, universitário ou não, irá enxergar-se em algum momento.
Considero o filme imperdível. Uma experiência brasileira necessária.