domingo, 12 de abril de 2015

Os gatinhos do Aterro

Um outro capítulo à parte são os gatinhos do Aterro.
Hoje um deles estava deslumbrantemente deitado em uma árvore. Mas quem conhece gatos sabe que um gato não deita simplesmente em uma árvore, ele fica lindo em uma árvore! Atraente, sedutor, caprichoso, magnético, irresistível.
Assim são os gatos para mim.
Fazem parte do projeto divino para que nos mantenhamos sempre atentamente oportunos à existência provável de algo maior do que nós. É um recado divino aquilo que nos rouba a atenção e nos desvia de nossos próprios interesses mais imediatos, como ir ao banheiro ou precisar beber uma água com urgência.
A beleza transforma nossa urgência em senso de momento. Fica para a próxima o senso de necessidade e sobra espaço à contemplação.
Gatos amados do meu Brasil, vos agradeço imensamente vossa divindade e o lugar de serva em que me encontro ao olhá-los.
Vale o olhar que brilha, mas sempre vale o olhar que chora. O olhar que chora tem coração.
O olhar que contempla também.