Muito se fala. Fala-se muito a respeito de muita coisa.
Mas falta o homem e o masculino no sentido da palavra, do significado, da ação.
Fala-se em falta de limites, em falta de palavra, em falta de legalidade.
Mas o feminino fez e faz seu trabalho de viver, e traz luz à vida, lança amor , ilumina a palavra, segue atento e luta, resultado de uma opressão histórica. Isso a gente já sabe.
Mas está faltando homem não no sentido fálico de ser, pois homem não é apenas um falo e se assim falo, é porque calar não tem mais vez.
Mas está faltando homem para dizer à bancada da bala que ser homem não é empunhar uma arma, e aquele que a desejar tomar, que venha a ser homem. Homem que é homem sabe que só pode segurar uma arma quem sabe usá-la. Homem que é homem não sai por ai defendendo interesse de empresas de armas.
Está faltando homem para dizer à bancada homofóbica que homem que é homem não faz legislação para separar as pessoas, e muito menos se incomoda com quem gosta de homem, seja homem ou mulher, porque homem que é homem gosta de ver quem se gosta junto e feliz. E não luta contra homem nenhum por motivo sexual.
Está faltando homem para honrar suas palavras. Para morrer por sua dignidade, para se indignar perante a vergonhosa injustiça contra os mais pobres e os do meio também.
Está faltando homem para dizer que vale a pena lutar.
O Brasil precisa entender Disparada de Geraldo Vandré. Aquela é uma canção de homem.
A mulher pode conter homem. E homem também contém mulher.
Eu desejo muito que nossos governantes, sejam do legislativo, executivo ou judiciário, sejam mais homens, sejam esses homens, ou mulheres.