Eu acho que a razão para os engarrafamentos mundiais está ligada ao petróleo. Mas eu acho que foi tudo planejado. Essa história de que o Brasil e os emergentes cresceram nos últimos 20 anos...acho que só crescemos porque deixaram! Se quiséssemos crescer de fato como nação e não, muito pelo contrário, não tivéssemos justamente nos tornado uma economia dependente, teríamos deixado o real desvalorizado e nos industrializado, e não nos desinduntrializado, como aconteceu.
Parece que nossa estabilidade de moeda só serviu à indústria automobilística, que lotou as ruas de carros e motos e similares e hoje, mdeal conseguimos nos deslocar nelas. Em vários lugares do mundo!
Enquanto a indústria automobilística lotou o mundo de carros e os governos desinvestiam em transporte público e as pessoas ficavam felizes porque podiam consumir mais e melhor ainda, ter acesso ao principal objeto de desejo, os carros!, o mundo foi se poluindo mais e mais e aquecendo mais e mais. Não me resta dúvida de que as altas temperaturas do verão carioca estão intimamente ligadas à proliferação de gases emitidos pelos recentes canos de descarga dos últimos 15 anos. Em uma cidade que não conhecia engarrafamentos estratosféricos há 10 anos atrás, agora tudo mudou. E principalmente as temperaturas de verão.
Mas o primeiro mundo também deve estar muito assustado. Afinal, faz 20 graus em Nova Iorque e 22 graus em Washington em pleno inverno. Tentam atribuir ao El Nino. Sabemos que os mecanismos de negação da realidade do ser humano são mais poderosos do que aqueles que o envergonham e o intimidam.
Agora mesmo, por exemplo: nesse exato momento não faz 25 graus dentro do meu quarto em pleno janeiro. Alguns vão dizer que essa é uma prova de que o aquecimento global não é verdade. Infelizmente eu penso nas calotas polares se derretendo nesse momento e com isso nos dando os últimos verões de dias amenos na face da Terra no Rio de Janeiro e em outros lugares do mundo.
Nosso mundo derrete de calor em todos os cantos.
Além disso derrete por excesso de cobiça, inveja, intolerância e ambição.
Essas são as causas originais do aquecimento global, o sintoma sistêmico de desconexão com a natureza.
Fomos dispensando a orientação das estrelas, os sinais do vento, o uivo dos animais, os cantos dos pássaros, o tempo das frutas. E então o homem foi se esquecendo da natureza à sua volta, desaprendeu ser bicho também. Humanizou-se nas artes e na psicologia. Esqueceu-se de sua própria natureza e agora tenta barganhar com o tempo e a morte. Sem alegrias.
Prisioneiros de nossas vidas materiais, vivemos enlutados colecionando perdas posto que atrelamos nosso reconhecimento de inteligência às contas matemáticas que achamos que sabemos fazer. E contamos o dinheiro mas não o tempo da alegria. Precisamos ser práticos e esquecemos a fantasia. Então criamos a fantasia contemporânea da imortalidade que nos tornou medrosos de viver.
Bebemos medo diariamente e compramos álcool e outras drogas para que nos esqueçamos da morte e da dor.
Sonhamos com super carrões desde a invenção do automóvel, e hoje mesmo o carro mais simples já supera o mais luxuoso de 60 anos atrás. Nossa geladeira tem mais comida que o que uma família real consumia há 200 anos. Mas nunca é suficiente.
Essa ganância é pura patologia.
E ela é puramente integrante de nossa natureza devoradora.
O homem não decifrou a esfinge e acabou devorado por ela.
A esfinge só queria cuidado.
Mas nós permaneceremos em nosso sonho maluco de carros voadores .