terça-feira, 11 de julho de 2017

Dias de amor

Em dias de amor
Meus silêncios se agitam
Alguns em sussurros, outros em pequenos gritinhos de prazer, e outros em suspiros mesclados a olhares amaciados por auroras imaginárias, perfumes arrasadores e painéis da vida repletos de um ineditismo bem antigo!
Minhas inquietudes brotam em compreensão,
As folhas dos morros do Rio viram árvores de quintais,
Minha  maturidade assume jovialidade e a despeito do estado de desfiguração de quase tudo,
Eu volto a ser jovem.
O amor é isso.
Quando machucado o peito, o coração constrange aquilo que na alma tangida entre a ação, a dúvida, as dores e paixões, procura se dar no ponto da palavra operante, e ofegante no ponto final.
Eu silencio aquilo que não aposso ainda para almejar o brilho dos dias cheios de calor.
Para que um dia meu peito arfe apenas em sentidos, somente no fio afiado do sentido desdito, beijado, suado, lambido, sugado.
Pois que tudo vira desejo quando o abismo da dor é superado.