terça-feira, 11 de julho de 2017

Maturidade

Nessa paisagem de agora
O futuro não demora
O passado foi-se embora
E o presente entende o tempo.
Sigo junto à menina e dou as mãos à ela
E sim, perdoe-me a pobre rima,
Mas nos tempos de outrora não foi sem senão nem labuta
Que em grande parte nessa hora eu mesma construa a glória.
De cada qual em seu tempo
De cada flor uma memória
Ventos passando lá fora
Trazem a mim a menina de agora.
Dou não apenas as mãos, mas em mim vão os carinhos vindo de um tal sopro de vida que o muito própria de ser também desabrocha nesse agora.
Dessa coisa humanizante que chamo maturidade
Nasce a mulher e retorna a criança
Entre muita lágrima, saudade e o hoje
Cresce a alegria e renascem olhares que aquecem meu mundo.
Serei sempre jovem e sempre criança, isso eu garanto.
Não há nada como crescer junto a olhos seguros de esperanças.