segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Toda vez é isso

 Toda vez em que venho aqui vejo que não escrevo praticamente nada. Mas é que leio tanta coisa incrivelmente maravilhosa por aí. 

Meu maior trauma vem do futuro e do presente. ele é feito do que não li e do que não escrevi. Tenho tanta coisa a dizer mas acho que não é preciso e nem preciso aquilo que tenho a dizer. Se há tanta gente mundo afora que escreve divinamennte bem, por que eu deveria escrever alguma coisa? De que maneira posso contribuir para o mundo? Mas esse projeto, é tão grande! Mas diga-me eu, aqui, eu mesma, sozinha nesse blog que não é lido por ninguém: por que não posso se eu sei que devo? devo a mim mesma essa inclinação literária e deveras apaixonada pelo mundo das letras e de por toda a indignidade e dignidade nele contidas.

O fato é que o mundo nunca foi para mim tão espetacularmente enfadonho e encantador. O encanto está na borboleta azul de ontem que sobrevoava a pequena montanha em frente ao meu quarto, e a indignidade está em não fechar esse ciclo de desentendimentos pelo mundo que eu gostaria de compreender literariamente.

O mundo lá do lado de fora da minha casa está louco, mas tão louco que sequer vale a pena contar. Só piora.

Guerra em Israel, na Ucrânia, o bêbado insultando a memória dos judeus, um verdadeiro horror; o último opositor ao Putin mortinho da silva, (pena que o mortinho da silva aqui foi o Nalvany), Trump calhando de se reeleger nos EUA (oi?). Isso mesmo, meu caro não-leitor, tudo está virado. Talvez alguém tenha pensado que eu escrevo sobre os anos 80 na guerra Israel Líbano, ou sobre o holodomor na Ucrânia nos anos 30.

 Mas é só o ano de 2024 mesmo.