Hoje eu mastiguei uma formiga. O mais esquisito não foi isso, foi ter sentido o gosto da formiga e tê-lo prontamente reconhecido. Eu conheço o sabor de uma formiga; ao menos o tipo de formiga que existe aqui na minha casa, aquelas pretas e magrinhas, sem cabeça vermelha e que não mordem.
Tenho o hábito de beber café. Adoro um café. De todos os tipos: expresso forte e encorpado é o meu preferido, mas também aprecio muito os suaves, mas por favor, sempre encorpados e cheios de personalidade. Adoro ainda os simples e caseiros, tipo Pilão, Mellita...feitos na hora, é claro. De forma que eu guardo o meu açúcar (orgânico), na geladeira e adoço o meu café com açúcar sempre, pois não suporto adoçante no café ( e em quase nada).
Pois acontece que na minha casa tem formiga (e é por isso que eu guardo café na geladeira), e as formigas mortas são eventualmente ingeridas por mim. Elas são pretinhas e se misturam ao café preto também. Foram tantas as vezes que eu comi uma formiguinha ou outra que já conheço intimamente o gosto delas. São bem azedinhas. Não sei se vivas teriam um gosto diferente, mas penso que não.
Achei importante relatar essa experiência culinária tão descontextualizada de nossa cozinha contemporânea.