Hoje fui ao Santander fazer minha biometria. A contragosto mas fui.
Não gostaria de fornecer minha impressão digital a essa instituição criminosa chamada banco.
Qual a diferença entre assaltar um banco e fundar um banco?(essa frase não é minha, não lembro de quem é).
Em nome da segurança doamos nosso material exclusivo ao sistema financeiro. Não acredito na justificativa de uma ideia de segurança.
A minha impressão é outra. É a de controle mesmo. Esses caras estão se apropriando de digitais!
Eu vejo que como mais seguro para nós, as senhas.
E para os bancos, a biometria.
Se o equipamento não reconhecer minha digital em um sequestro (Deus me livre), sou eu quem me lasco. Já a senha não. O sistema dificilmente vai errar os números. Praticamente impossível.
Também tenho nojo de colocar o meu dedo ali. Todomundo coloca. E a gente sabe o que as pessoas costumam fazer com seus dedinhos. Coçam as partes, tiram meleca, coçam a cabeça, limpam a testa de suor, Coçam o suvaco.
Daí que eu sou obrigada agora a me ver cadastrada por um...banco...argh
Eu queria que esse mundo branco, eurocêntrico e que despreza a América Latina e a África se danasse também. Viva a negritude, a favela, o samba (ei, trumpinho, você nunca vai entender a delícia que é um sambinha e um chopinho em Copacabana ou no subúrbio; nasceu americano demais para entender e viver uma das melhores coisas que o mundo pode oferecer: sol e samba no rio de janeiro; ficou bilionário e virou presidente de um país que não queria você, de um mundo que o olha em perplexidade mútua, e vai morrer como qualquer outro mortal desse planeta, dentro de um caixão bonito, com alzheimer, que não deve tardar a chegar pra você, e honras de estado, um estado desumanizado de coisas que você certamente ajudou a construir). Viva nós daqui. E o mundo todo menos essa gente que acha mais graça em ganhar dinheiro do que nas milhares de outras coisas melhores que a vida pode dar.
Então hoje eu li: "Ganância geral, siga em frente".
Não!!!
Era Gerência Geral no Santander.
Quase acertei.
Por uma letra, ou melhor, duas letras trocadas, o óbvio revela-se em uma singeleza.