Eu fechei minha conta com meu nome verdadeiro e abri uma nova com um nome falso.
Talvez seja mais apropriado ao facebook ser uma outra pessoa.
Afinal, quem ali é de verdade?
Estou adorando os novos jornalistas a seguir, gente tão incrivelmente inteligente e que escreve tão bem. É uma delícia.
Dá a mim até uma inveja grande porém gostosa, porque o prazer de ler esse povo é gigante. Amo a lucidez, a honestidade, e até o que eu discordo. Numa boa.
Eu tenho gostado de mim. E esse gostar me desloca em um trampolim onde o outro, aquele que escreve o que eu gostaria de ter escrito e não escrevi, me converte em uma entendedora, mesmo que superficial, da massa de assuntos que eu não poderia jamais compreender sozinha.
A internet abriu um caminho pra um monte de gente que vale a pena ser lida e conhecida, aparecer. Ok, sei que tem a história da bolha, de que vivemos fechados entre as pessoas que pensam de forma muito semelhante... mas afinal, qual o outro modo possível de viver se o tempo todo fazemos escolhas e filtros das coisas que chegam até nós?
Gente, e o Brasil...? E o Rio de Janeiro? É tudo tão rápido, louco, dramático, civil e penal, que a gente mal consegue tomar fôlego.
Em meio a tudo isso, uma tragédia.
A queda de um avião com uma equipe inteira de futebol, o Chapecoense. Nossa, que triste! O Brasil de luto....e os caras no congresso nacional passam por cima do pacote anticorrupção e fazem de nós mais que idiotas ao cubo. Que vergonha ser brasileira nessa hora!
Domingo, 4 de dezembro, iremos às ruas. Menos a esquerda, porque não anda com quem anda com camisa da CBF. Estão certos. Estão certos ao deixar para os outros movimentos o espaço que ela vem perdendo. Uma pena o que essa esquerda virou.
Por isso também fechei meu facebook verdadeiro.
Prefiro agora seguir os coxinhas que de coxinhas não tem nada e só essa esquerda arrogante e perdida não viu.