segunda-feira, 15 de junho de 2015

Avião germânico

Em meio à tragédia na queda do avião da Lufthansa, em que a caixa preta revelou a intencionalidade do co-piloto em provocar a queda do Airbus, penso em um detalhe que em nada acrescenta aos fatos , mas que elimina especulações desnecessárias e preconceituosas.
O co-piloto era alemão. Morava em uma mansão com os pais, muito ricos, na Alemanha. Parece não haver dúvidas quanto à intencionalidade do ato.
Isso nos poupa as especulações que colocariam como suspeitas possibilidade de terrorismo ou incompetência ou coisa alguma, mas que seriam ofuscadas por uma nacionalidade outra como a turca, a brasileira ou a que seria mais detalhada e investigada entre todas elas, a árabe ou ligadas a ela.
O piloto germânico dispensa essas especulações. Era branco, bonito, rico, europeu, inteligente e alemão (sim, sendo redundante).
Qualquer teoria é perigosa e inútil a esse respeito.
Mas fico com aquela pulguinha atrás da orelha me assoprando:" São os ventos do mundo supostamente perfeito que desabam e revelam suas feridas, é a antítese da negação de todos os fatos construídos para que o mundo se enquadre em um lugar de exatidão inalcançável e inabordável ao se tratar de doença mental, loucura e maldade. Não há prevenção que resista a um mundo que de forma onipotente procura impor sua visão de segurança."
O mundo perfeito desabou.