segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Reduzido, invisível, explosivo

Quando o ser humano é reduzido a nada, e por anos a fio, seus laços culturais, familiares e nacionais são desprezados em função de um interesse financeiro, esse ser humano perde a razão de sua humanidade, perde a razão e a crença na civilização. Brutalizado, se desumaniza. Vira criatura de ódio e sua razão de ser passa a chamar-se vingança.
Essa é a história de quem perde a esperança e tem em si algum meio de direcionar sua libido a alguma forma de prazer. Aqui resta o poder e o domínio como únicos prazeres. Afligir dor ao outro que não comunga de seu ódio torna-se sua razão de ser.
A história contemporânea pariu essas pessoas quando elegeu o poder, o dinheiro e o petróleo como os combustíveis de sua alma.
Bestas humanas renascidas de uma vida de inferno e de uma índole de perversidade mas também de ignorância sem igual.
Essa é a gêneses do autoproclamado Califado e de todo ato terrorista, o ódio.