terça-feira, 10 de abril de 2007

300

Sim, eu vi.
Trata-se do filme sobre os 300 espartanos que resolveram enfrentar o exército persa, aliás, não sei se o correto a chamar é exército, mas uns milhares de combatentes a mais que o simples trezentos.
Gostei.
Gostei porque aprecio filmes de lutas violentas. para mim é um divertimento, é lúdico. Sim, para mim e para os milhões de brutamontes anônimos que gostam de filmes com banhos de sangue como esse. Parênteses defensivo: Gosto de banhos de sangue bem contados, mocinhos X bandidos (?) definidos, algo assim, infantil por dizer. Não gosto de filmes de torturas ou violência dessas possíveis dos dias de hoje. Não assisto filmes de guerra. Já bastam as que existem. É ficção, todos são, mas não gosto. Mas gosto de filmes como Clube da Luta, Amor à queima roupa, Tarantino, Seven, Jogos Mortais... Difícil explicar, não? Não gostar de uma coisa e gostar de outra... Pois então.
Quero voltar ao 300. Resumidamente, um épico infanto-juvenil modernoso, tecnológico, bem feito. Zero de valor histórico, apenas entretenimento. Feito para vender a idéia da liberdade defendida pelo ocidente em relação a um oriente dominado por um débil-mental sanguinário, esse nem interpretado por um ator norte-americano, e sim por um latino, Rodrigo Santoro. É persecutório ou não ficaria bem um nórdico legítimo interpretar um imperador persa homossexual?
Todos os 300 são incrivelmente malhados, o que denota a preocupação do filme com a superficialidade das importâncias, com essa estética medíocre que tomou conta de Hollywood e da televisão brasileira.
Tem razão a embaixada do Irã declarar nota considerando o filme um desrespeito à história e ao povo iraniano. O filme é uma sacanagem com o Irã. Não sei não, mas parece que foi feito pra isso.
Nota-se ainda o bonequinho do Globo batendo palmas de pé. Há um tempo atrás apenas filmes excepcionais ganhavam essa categoria, não bastava ser bem dirigido e fotografado, com bom desempenho dos atores...
Havia mais subjetividade dentro da crítica. Ou seria mais humanidade?
O filme trezentos merece o bonequinho sentado, e nada mais.