terça-feira, 26 de maio de 2015

Bruta vontade de viver

Hoje me deu uma bruta vontade de viver.
Sonhei com dois amigos que me instigam a viver.
Outrora jovenzitos e ireesponsáveis pelo mundo, hoje maduritos e responsáveis mundo afora.
Porém, ah...vida! A essência é perene pois que o tempo também.
Ficam algumas conservações das coisas. Permanecem nossas almas e pessoas bem por fora da curva, embora burgueses desde criancinhas se alguém de fora hoje nos olha e vê três médicos.
 Meu sonho não foi meu somente. Foi nosso. Eles estavam lá não como personagens de um sonho meu, e que portanto, eu poderia dizer que eles também sou eu e eu sou eles. Meus sentimentos falam deles. Eles também estavam lá.
E me traziam memórias e sensações de outro tempo, uma outra eu, um outro eles. Simultanemente nós, ao mesmo tempo outros nós. Outros todos.
A alma desperta e o sonho fica. Quase ofegante de saudade, mas constricta em meu mundo interno sob controle, sublimei o que poderia virar angústia pela falta e tornei comunicação nossas ausências.
Ao contato, a felicidade.
Ai que vontade de viver!
Sair por ai a Grumari com eles
Comer um peixe lá no restaurante de cima
Descer pra Lapa já à noite
Beber todas as que eu não conseguiria acompanhar
E retornar sublime a 2015 sem nenhum arranhão
A vida de volta como agora.
Mas que nenhum tempo volta e nenhum sonho acaba
Disponho-me a sonhar e a escrever poesia
 Pois que a vida é imperativa
E a realidade, nem sempre.