segunda-feira, 25 de maio de 2015

Uma história de ilusão

Ou uma história da ilusão.
Essa poderia ser a história real quando contada de um outro ponto de vista.
Não vivemos uma história de construção da história.
A história é também a história da destruição contada a partir dos vencedores.
A história é a história da indústria das armas, da usura sem freios, da dominação sem fim, a não ser o próprio fim de domínio.
Contar a história é assumir um ponto de vista cujo adjetivo ainda não foi inventado, ao menos na língua portuguesa. Porque a história real é a história da vitória da mentira sobre a verdade. E a verdade é contada pelos sobreviventes. Em geral, são os mais fortes.
Por outro lado, há a história que ainda resiste a esse profundo desencanto, mas que também não deixa de ser real. É talvez a história de quem já leu filosofia ou se deixou converter em uma subjetividade sensibilizada não somente pelo sofrer, mas também pelo encanto de viver.
A verdadeira hitória foi contada pelos poetas, escritores, artistas.
A história só pode virar história se houver um poeta capaz de senti-la e contá-la, senão ela vira outra coisa.
 Parte das muitas histórias mal contadas.